Um ex-monitor de uma escola cívico-militar de Minas Gerais foi preso nesta quarta-feira (7), na zona norte de São Paulo, após permanecer foragido por aproximadamente dois meses e meio. André da Silva Moraes Júnior, de 23 anos, foi denunciado por crimes sexuais envolvendo alunas menores de 14 anos.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia de Investigação Contra a Pedofilia, vinculada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil paulista. A localização do suspeito ocorreu após trabalho conjunto com investigadores de Minas Gerais.
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Denúncias envolvem estudantes menores de 14 anos
O investigado trabalhava na Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, localizada em São João Nepomuceno, na Zona da Mata mineira. As denúncias vieram à tona em maio de 2026.
Em um dos episódios relatados, os responsáveis por uma estudante de 12 anos encontraram mensagens atribuídas ao então monitor. Em outro caso, o pai de uma menina de 11 anos identificou conversas nas quais o suspeito teria solicitado um encontro a sós com a criança.

Justiça decretou prisão preventiva em julho
O Ministério Público apresentou denúncia contra André em julho por estupro de vulnerável, além de crimes relacionados ao aliciamento e ao constrangimento de crianças com finalidade sexual e ao descumprimento de medida protetiva.
A prisão preventiva foi determinada pela 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de São João Nepomuceno em 22 de julho. O mandado registra o artigo 217-A do Código Penal, referente ao crime de estupro de vulnerável.
Suspeito foi localizado na capital paulista
Após a expedição do mandado, o ex-monitor não foi localizado pelas autoridades mineiras e passou a ser procurado.
As buscas envolveram investigadores de São João Nepomuceno, equipes especializadas em crimes cibernéticos de Juiz de Fora e policiais civis de São Paulo.
Nesta quarta-feira, agentes do DHPP localizaram o investigado em um endereço na zona norte da capital paulista e cumpriram a ordem judicial.
Defesa não foi localizada
Até a publicação das informações, a defesa de André da Silva Moraes Júnior não havia sido localizada para comentar as acusações.
A prisão preventiva não representa condenação. O processo deverá seguir os procedimentos judiciais cabíveis, com direito à defesa e análise das provas apresentadas.
Por envolver denúncias de violência sexual contra crianças, as identidades das estudantes são preservadas.