Um homem investigado por agredir a companheira enquanto ela estava grávida de aproximadamente quatro meses foi preso na manhã desta quarta-feira (7), na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Segundo a Polícia Civil, ele tentou chegar a uma janela ao perceber a entrada dos agentes no imóvel, aparentemente em busca de uma rota de fuga.
A prisão aconteceu por volta das 7h, no Cacuia, durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva. O investigado foi alcançado e contido por policiais da 37ª DP (Ilha do Governador) antes que conseguisse deixar a residência.
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Policiais precisaram romper acesso ao imóvel
De acordo com a Polícia Civil, os agentes chegaram ao endereço e encontraram o portão trancado. Foram feitas tentativas de contato pelo interfone e verbalmente para que o acesso fosse liberado.
Como ninguém abriu o portão, os policiais romperam o acesso para cumprir a ordem judicial. Já dentro do imóvel, a equipe seguiu até o quarto onde o investigado estava.
Segundo a corporação, ao perceber a presença dos agentes, o homem tentou se dirigir a uma janela, mas foi rapidamente alcançado. Ele foi conduzido à 37ª DP e permaneceu à disposição da Justiça.
Mulher estava grávida de quatro meses quando foi agredida, diz polícia
O mandado está relacionado a uma investigação por lesão corporal no contexto de violência doméstica. O episódio apurado ocorreu em 4 de setembro de 2026, no mesmo endereço onde o suspeito foi preso.
Segundo o relato da vítima à polícia, ela estava grávida de aproximadamente quatro meses e passava mal em razão da gestação naquela manhã. A mulher teria pedido ao companheiro que a levasse até um salão, mas ele teria se recusado.
Quando começou a deixar a residência, ainda conforme o depoimento, a mulher teria sido interceptada e agredida.
Vítima relatou socos na barriga e no peito
A vítima afirmou que o companheiro teria desferido inicialmente um soco contra a barriga dela e, em seguida, outro golpe no peito.
Segundo o depoimento, a mulher começou a gritar e pediu para não ser atingida na região abdominal por causa da gravidez. O investigado teria então empurrado a companheira duas vezes contra uma parede.
Após as agressões, ele teria deixado a residência. A vítima relatou à polícia que, antes de sair, o homem afirmou:
“Vai lá, chama a polícia, não vai dar em nada.”
Grávida precisou passar por dois hospitais
Depois do episódio, a mulher foi encaminhada inicialmente ao Hospital Municipal Evandro Freire, onde recebeu atendimento médico.
Por estar grávida, ela também foi levada ao Hospital Municipal Paulino Werneck para uma avaliação relacionada à gestação.
Polícia aponta registros anteriores de violência doméstica
Durante a investigação, a 37ª DP identificou anotações policiais anteriores envolvendo o suspeito. Segundo a Polícia Civil, há um procedimento registrado em 2018 relacionado a lesão corporal no contexto doméstico.
Em 2019, ele voltou a aparecer em outro procedimento na mesma delegacia envolvendo lesão corporal e aplicação da Lei Maria da Penha. A vítima do caso atual também relatou episódios anteriores de violência.
De acordo com a investigação, o casal manteve um relacionamento por aproximadamente três anos, chegou a se separar e posteriormente reatou. Foi nesse período que a mulher engravidou.
Após o episódio de setembro, a investigação avançou, o suspeito foi indiciado e a Justiça expediu o mandado de prisão preventiva cumprido nesta quarta-feira.
Delegado alerta para importância da denúncia
O delegado Felipe Santoro, titular da 37ª DP, afirmou que episódios de violência física, verbal ou psicológica devem ser comunicados às autoridades para permitir a atuação da rede de proteção.
“É fundamental que toda e qualquer forma de violência contra a mulher seja registrada, seja ela física, verbal ou psicológica. A denúncia permite que a Polícia Civil atue de forma rápida, investigue os fatos e responsabilize o agressor, impedindo que essas condutas se repitam e evoluam para situações ainda mais graves.”
A 37ª DP também mantém uma sala de acolhimento destinada a mulheres vítimas de violência, com atendimento reservado. Segundo Santoro, o objetivo é oferecer um ambiente mais seguro e humanizado durante o registro das ocorrências.