A Justiça de Minas Gerais converteu em preventiva a prisão de Lucas Eduardo Moraes Alonso Silva, de 30 anos, investigado pela morte de Jonathan Henrique Bispo Santos, de 25 anos, e da filha dele, Maittê Luiza Bispo, de 5. Pai e filha foram atingidos por disparos enquanto estavam em um carro na MG-030, em Rio Acima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A decisão foi tomada após audiência de custódia na 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da Comarca de Nova Lima. Lucas havia sido preso em flagrante horas depois do ataque e agora permanecerá detido enquanto o caso continua sob investigação.
O crime aconteceu na noite de segunda-feira (5). Jonathan dirigia pela rodovia acompanhado da companheira, de 23 anos, e da filha quando percebeu que outro veículo estaria seguindo o carro da família.
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Segundo as informações registradas pela Polícia Militar, Jonathan trafegava no sentido Nova Lima quando percebeu que estava sendo seguido.
Por volta das 23h, o motorista do outro veículo teria simulado um pedido de passagem e se aproximado do carro da família. Na sequência, foram efetuados vários disparos.
Mesmo ferido, Jonathan tentou retornar pela rodovia em busca de atendimento médico. Durante o trajeto, perdeu a consciência e o veículo bateu contra uma cerca às margens da MG-030.
O homem morreu no local.
Menina de 5 anos chegou a ser socorrida
Maittê também foi atingida pelos disparos. A criança chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital de Rio Acima.
A menina, porém, sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu na unidade de saúde.
A companheira de Jonathan estava dentro do veículo no momento do ataque, mas não foi atingida. Ela conseguiu acionar a Polícia Militar e prestou informações que ajudaram nas primeiras buscas pelo suspeito.
Suspeito foi encontrado em Nova Lima
Após o ataque, policiais iniciaram buscas e localizaram Lucas no bairro Honório Bicalho, em Nova Lima.
De acordo com o registro policial, o homem teria tentado fugir pelos telhados de imóveis vizinhos ao perceber a aproximação das equipes.
Ele acabou alcançado e preso. A ocorrência também relata resistência durante a abordagem.
No imóvel onde o suspeito foi localizado, os militares encontraram drogas e uma balança de precisão.
Polícia apura possível ameaça anterior
A motivação do duplo homicídio ainda é investigada pela Polícia Civil.
A companheira de Jonathan relatou à Polícia Militar que o suspeito teria ameaçado a vítima de morte cerca de cinco dias antes do ataque.
Segundo o relato apresentado à polícia, a ameaça estaria relacionada a um processo envolvendo Jonathan e o homem preso.
A possível ligação entre o episódio anterior e o ataque na MG-030 ainda precisa ser esclarecida durante a investigação. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a motivação.
Prisão em flagrante virou preventiva
Após ser detido, Lucas passou por audiência de custódia. A Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva, modalidade que não possui prazo previamente determinado e pode ser mantida enquanto persistirem os fundamentos legais da medida.
A decisão não representa condenação. O investigado continua protegido pela presunção de inocência, e a responsabilidade criminal deverá ser definida no decorrer da investigação e de eventual processo judicial.
A Polícia Civil de Minas Gerais segue responsável pela apuração do caso e deverá reunir depoimentos, perícias e outros elementos para esclarecer a dinâmica e a motivação do ataque.