BB fecha guichês em SP, aumenta pressão em bancários e clientes

Redução de atendimento presencial no Banco do Brasil em São Paulo causa impacto em funcionários e usuários.
Redação NC News
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O avanço do fechamento de guichês de caixa e a redução do atendimento presencial nas Plataformas de Suporte Operacional (PSOs) do Banco do Brasil em São Paulo vêm deixando bancários em clima de insegurança e ampliando o risco de filas e demora para clientes, enquanto o banco bloqueia vagas e amplia atribuições sem comunicação clara às equipes.

Banco do Brasil fecha guichês e amplia carga sobre PSOs

Segundo denúncias levadas ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, o BB vem promovendo a chamada “absorção” de agências, esvaziando guichês e concentrando atividades nas PSOs, inclusive em unidades com grande fluxo de atendimento presencial na capital.

Na zona oeste, os guichês já foram fechados em pontos como Jardim Bonfiglioli, Rua Clélia (Lapa) e na unidade de varejo da Avenida Sumaré, em Perdizes. Na agência Alfonso Bovero, também em Perdizes, funcionários relatam que descobriram que os caixas seriam encerrados ao verem plantas de um novo layout apresentadas por uma empresa terceirizada de engenharia, sem aviso prévio da direção.

A diretora do Sindicato dos Bancários de São Paulo e bancária do BB, Priscilla Semencio, afirma que a forma como as mudanças vêm sendo feitas agrava o adoecimento e a sensação de abandono entre os trabalhadores. “O Banco do Brasil tem normalizado essa questão. O bancário vai trabalhar na sua SOP e não sabe o que vai encontrar naquele dia. É sempre um estado constante de insegurança e incerteza para quem trabalha nesse setor”, diz.

Ela critica o fato de decisões com impacto direto nas rotinas serem comunicadas por terceiros e sem transparência. “É o ápice do desrespeito com funcionários que vêm trabalhando com sobrecarga e total falta de apoio. Descobrir, por meio de uma empresa terceirizada, que seu local de trabalho ou posto deixará de existir demonstra a completa falta de transparência e comunicação do banco”, afirma.

Entenda o contexto

A queixa dos bancários é que o atual movimento contraria o que o próprio banco havia dito em reunião com dirigentes sindicais em 6 de maio, quando a gerência da PSO informou que não havia previsão de novos fechamentos e que eventuais mudanças seriam repassadas às gerências locais com antecedência.

Desde então, novas absorções e cortes de guichês vêm sendo implementados sem reposição do quadro. Vagas abertas por promoções, remoções ou aposentadorias estariam sendo bloqueadas, deixando menos funcionários para dar conta de mais tarefas.

Há ainda relatos de que caixas executivos vêm acumulando funções típicas de gerentes de módulo, extrapolando limites operacionais e ampliando o risco de erro e de responsabilização individual em caso de problemas. Outra queixa é o aumento do chamado “transbordo de cadastro”, com tarefas antes feitas pelos Centros de Negócios Operacionais (Cenops) migrando para as PSOs, sem ajuste de remuneração ou cargo.

Para o Sindicato, o conjunto das medidas configura uma redução gradual de pessoal combinada com ampliação de atribuições, com impacto direto na saúde dos bancários e na qualidade do atendimento presencial, sobretudo para clientes que não conseguem ou não querem resolver tudo pelos canais digitais.

Procurado pelo sindicato, o banco é cobrado a informar critérios objetivos para o fechamento de guichês, garantir comunicação prévia a trabalhadores e entidades representativas e repor vagas para manter estrutura mínima nas unidades. Até o momento, os relatos dos funcionários apontam que as mudanças seguem sendo feitas de forma pontual, agência a agência, sem um plano geral apresentado às equipes.

O que aconteceu com o homem que se acorrentou dentro de uma agência bancária em Minas Gerais?

O homem de 60 anos foi preso em flagrante em Lavras (MG), após se acorrentar dentro de uma agência bancária na manhã de 6 de outubro, exigir falar com o gerente e resistir à abordagem policial portando uma pistola de ar comprimido.

De acordo com a Polícia Militar, a motivação apontada para o ato foi a tentativa de renegociar uma dívida. Acionados pela agência, os policiais tentaram dialogar, mas o homem não atendeu às ordens e precisou ser contido. Durante a intervenção, os militares perceberam que ele carregava a arma de pressão, que foi apreendida.

Depois de encaminhamento para avaliação médica, o homem foi levado à delegacia de Lavras e autuado em flagrante pelos crimes de resistência, ameaça, desobediência e exercício arbitrário das próprias razões. A Polícia Civil informou que ele seria ouvido pela Delegacia de Plantão, que conduzirá o inquérito e definirá os próximos passos do caso.

O episódio expõe a combinação de vulnerabilidade financeira de parte dos clientes com menor acesso a canais de renegociação e o ambiente de tensão em unidades físicas, que operam com equipes enxutas e sob pressão por metas.

Como o Banco do Brasil está lidando com o fechamento de guichês e a sobrecarga nas PSOs?

O Banco do Brasil tem concentrado atendimento e tarefas nas PSOs, fechando guichês e bloqueando reposições de vagas, o que, na prática, aumenta a sobrecarga e a insegurança relatadas pelos funcionários, sem um plano detalhado apresentado às equipes.

Nas denúncias recebidas pelo Sindicato, trabalhadores afirmam que o banco trata as mudanças como ajustes pontuais de estrutura, mas, somadas, elas alteram de forma profunda a rotina: menos pessoas em cada posto, mais demandas chegando dos Cenops e dos guichês fechados e acúmulo de funções entre caixas, agentes comerciais e gerentes de módulo.

Há casos em que agentes comerciais estariam recebendo comissão de caixa, mas continuando a exercer tarefas de gerência, o que, segundo o Sindicato, distorce a lógica de cargos e remuneração prevista em normativos internos. A entidade sustenta que, sem reposição de pessoal e sem delimitação clara de responsabilidades, cresce o risco operacional e o desgaste psicológico dos times.

A cobrança ao BB inclui três pontos principais: transparência e comunicação antecipada sobre qualquer fechamento ou absorção; respeito às atribuições de cada função, sem empurrar atividades de gerência para quem não ocupa o cargo; e recomposição do quadro nas unidades mais pressionadas, para garantir segurança operacional e atendimento minimamente ágil aos clientes.

O banco ainda é pressionado a dialogar com entidades representativas para discutir um modelo de atendimento presencial que concilie o avanço dos canais digitais com condições dignas de trabalho e acesso adequado para quem depende da agência física.

Como ficam os serviços bancários no feriado de 12 de outubro?

No feriado nacional de 12 de outubro, as agências bancárias em todo o país permanecem fechadas para atendimento presencial, mas os clientes poderão usar normalmente canais digitais, caixas eletrônicos e o Pix, que funciona 24 horas.

De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), aplicativos, internet banking, atendimento telefônico e correspondentes bancários mantêm operação durante o feriado, permitindo transferências, pagamentos e consultas. Depósitos e saques podem ser feitos em terminais de autoatendimento e rede compartilhada.

Operações que dependem de compensação bancária — como TEDs, cheques, boletos e pagamentos agendados — podem até ser registradas no dia 12, mas só serão efetivamente processadas no próximo dia útil. Quem tem contas de consumo com vencimento na data, como água, luz, telefone e boletos em geral, poderá quitar no primeiro dia útil seguinte sem multa ou juros.

A exceção são tributos e impostos, que costumam ter regras próprias de vencimento: se a data-limite cair no feriado, o pagamento deve ser antecipado para evitar encargos. A Febraban recomenda que os clientes se organizem com antecedência e, sempre que possível, habilitem o Débito Direto Autorizado (DDA), que permite controlar e pagar boletos eletrônicos pelos canais digitais mesmo quando não estão com o documento físico em mãos.

Quais agências bancárias fecharão no feriado do dia 12 de outubro?

Todas as agências bancárias do país fecham para atendimento presencial no feriado de 12 de outubro, independentemente da instituição, do estado ou do município, com reabertura apenas no próximo dia útil.

Na prática, isso significa que nenhum cliente será atendido no caixa convencional ou em guichês internos nesse dia, inclusive nas unidades que costumam operar em horário estendido. O funcionamento se restringe a caixas eletrônicos e canais remotos, como aplicativos, internet, telefone e correspondentes autorizados em lotéricas e comércios conveniados.

Em cidades que tiverem feriado local emendado com o nacional, o retorno do atendimento presencial nas agências ocorre somente no primeiro dia útil posterior aos dois feriados somados. A orientação das instituições é conferir o calendário municipal e estadual e antecipar operações que exijam contato direto no banco, como saques de altos valores, desbloqueios presenciais ou serviços que ainda não foram totalmente digitalizados.

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