O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), recebeu uma ameaça de morte por e-mail na terça-feira (6) e solicitou que a Polícia Federal (PF) investigue o caso. A mensagem continha ofensas políticas e ameaças de agressão física contra o integrante do governo federal.
O e-mail foi encaminhado a diferentes endereços vinculados ao ministro e tinha como assunto a frase “Prepare seu caixão, Boulos”. O remetente utilizou o mesmo nome apresentado em outra mensagem ameaçadora enviada à deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) no último domingo (4), dia do primeiro turno das eleições.
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Mensagem contém ameaças e ataques políticos
O autor do e-mail se identificou como Pedro Henrique Gaiardo e dirigiu ofensas a Guilherme Boulos, utilizando expressões como “palhaço comunista” e fazendo críticas às posições políticas do ministro.
Na mensagem, o remetente afirmou que procuraria Boulos caso houvesse aumento de impostos ou uma nova convocação da população para votar. O texto também continha ameaças explícitas de violência física.
Em um dos trechos, o autor escreveu que faria os ossos do ministro se quebrarem lentamente, em uma referência direta a agressões físicas.
O e-mail também apresentava ataques ao socialismo e às políticas defendidas por Boulos. A mensagem terminava com uma expressão em alemão equivalente a uma despedida formal.
Até o momento, não há confirmação pública de que o nome utilizado pelo remetente corresponda à identidade verdadeira da pessoa responsável pelo envio.
Boulos pede investigação da Polícia Federal
Após receber a ameaça, Guilherme Boulos solicitou a abertura de uma investigação pela Polícia Federal para identificar o responsável e esclarecer as circunstâncias do episódio.
O pedido ocorre em meio à campanha do segundo turno das eleições presidenciais, período em que integrantes de diferentes partidos participam de atividades políticas e manifestações públicas.
A apuração deverá buscar elementos que permitam identificar a origem da mensagem e verificar a existência de risco concreto à integridade física do ministro.
O envio de ameaças pela internet pode configurar crime, dependendo das circunstâncias e do conteúdo da comunicação.
Mesmo nome apareceu em ameaça contra Erika Hilton
O caso apresenta uma ligação com o episódio envolvendo a deputada federal Erika Hilton, que recebeu uma ameaça de morte por e-mail no domingo (4), durante o primeiro turno das eleições.
A mensagem enviada à parlamentar também utilizava o nome Pedro Henrique Gaiardo e continha ataques violentos. Na ocasião, o remetente mencionou um suposto “banho de sangue” e fez ameaças contra a deputada.
O conteúdo levou Erika Hilton a adiar sua ida ao local de votação por motivos de segurança.
A parlamentar registrou um boletim de ocorrência após o episódio. Segundo informações divulgadas por sua campanha, o e-mail também continha dados pessoais e ataques transfóbicos.
Embora as duas mensagens tenham sido assinadas com o mesmo nome, ainda não há confirmação pública de que tenham sido enviadas pela mesma pessoa. A identificação do responsável depende da apuração das autoridades.
Ameaças contra políticos preocupam autoridades
Os episódios envolvendo Guilherme Boulos e Erika Hilton chamam atenção para o uso de mensagens eletrônicas como instrumento de intimidação política.
Além de ameaças diretas, esse tipo de comunicação pode envolver exposição de informações pessoais e tentativas de constranger autoridades e representantes eleitos.
No caso de Boulos, a Polícia Federal foi acionada para apurar a denúncia. Até a divulgação das informações nesta quinta-feira (8), não havia confirmação pública sobre a identificação do responsável ou a realização de prisões relacionadas à mensagem.
O esclarecimento do caso dependerá da análise dos registros eletrônicos e de outros elementos que possam ser reunidos durante a investigação.