São Paulo entra em alerta máximo para tempestades com risco de granizo e tornados

São Paulo enfrenta risco elevado de fenômenos climáticos severos com possibilidade de granizo e tornados em áreas isoladas.
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A Defesa Civil do Estado de São Paulo mobilizou órgãos públicos e concessionárias de serviços essenciais diante da previsão de tempestades severas para os dias 11 e 12 de setembro de 2026. O alerta apontava risco de chuva intensa, granizo, rajadas fortes de vento, microexplosões e possibilidade de tornados isolados.

As condições meteorológicas estavam associadas à formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil, capaz de provocar instabilidade em diferentes regiões paulistas. O período de maior atenção se concentrava entre a tarde e a noite de sexta-feira (11) e a madrugada e manhã de sábado (12).

O governo estadual preparou uma operação integrada para monitorar as tempestades e agilizar o atendimento aos municípios. A preocupação incluía quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

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Quais regiões de São Paulo apresentavam maior risco?

Segundo a Defesa Civil, as regiões de Presidente Prudente, Marília, Itapeva, Registro e parte de Sorocaba concentravam o maior potencial para tempestades severas.

Nessas localidades, havia possibilidade de granizo intenso, rajadas muito fortes de vento, microexplosões e formação pontual de tornados. O alerta não significava que esses fenômenos ocorreriam em todas as cidades, mas indicava condições favoráveis à formação de eventos extremos.

A capital paulista, a Região Metropolitana de São Paulo, Campinas, Vale do Paraíba, norte e centro do estado também estavam sob atenção. No litoral, a previsão incluía chuva forte, ventos intensos e agitação marítima.

Gabinete de crise reuniu órgãos e concessionárias

Para acompanhar a situação, o governo estadual instalou um Gabinete de Crise no Centro de Gerenciamento de Emergências.

A estrutura reuniu representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, órgãos de transporte, agências reguladoras e concessionárias de serviços essenciais.

O objetivo foi integrar informações meteorológicas, acelerar o envio de equipes e organizar respostas a ocorrências como quedas de árvores, bloqueios de rodovias e interrupções no fornecimento de energia.

As autoridades também reforçaram estoques de materiais de assistência humanitária e orientaram os municípios a adotar medidas preventivas.

Por que havia risco de microexplosões e tornados?

A formação de um ciclone extratropical no Sul do país favoreceu condições de instabilidade atmosférica sobre São Paulo.

Entre os fenômenos previstos estavam as microexplosões, caracterizadas por correntes intensas de ar descendentes que atingem o solo e se espalham rapidamente, provocando rajadas capazes de derrubar árvores e danificar construções.

Também existia a possibilidade de tornados isolados, cuja formação depende de condições atmosféricas específicas.

A Defesa Civil destacou que a localização e a intensidade desses fenômenos poderiam variar, exigindo acompanhamento constante dos boletins meteorológicos.

Defesa Civil reforçou orientações de segurança

Durante o período de alerta, a população foi orientada a procurar abrigo em construções seguras e evitar permanecer próxima a árvores, postes, placas, estruturas metálicas e coberturas vulneráveis.

Em caso de granizo, a recomendação era permanecer em ambientes protegidos, longe de janelas. Motoristas e pedestres também foram orientados a não atravessar ruas, pontes ou áreas alagadas.

Organizadores de eventos ao ar livre receberam recomendações para avaliar a segurança de palcos, tendas, arquibancadas e outras estruturas temporárias.

As orientações permanecem importantes em situações de tempestades severas. Em emergências, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.

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