Um adolescente de 13 anos foi internado provisoriamente após atirar no rosto de um amigo com uma pistola calibre 9 milímetros pertencente ao pai, em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso aconteceu no sábado (10), dentro da residência da família. A vítima foi socorrida e precisou passar por cirurgia.
Segundo informações da investigação, o adolescente estava acompanhado de amigos quando teria se irritado com a bagunça na casa, pegado a arma e efetuado o disparo. A defesa da família, no entanto, afirma que os dois eram melhores amigos e que o tiro foi acidental, ocorrido durante uma brincadeira.
A Justiça de Santa Catarina determinou a internação provisória do adolescente por até 45 dias, atendendo a um pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O caso é investigado como ato infracional análogo à tentativa de homicídio qualificado.
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Adolescente teria se irritado antes do disparo
De acordo com informações atribuídas à investigação policial, o pai do adolescente não estava em casa no momento do ocorrido. A pistola teria sido deixada em um local de fácil acesso, permitindo que o filho pegasse o armamento.
O adolescente estava com amigos na residência quando ocorreu o disparo. Uma das versões investigadas aponta que ele teria se irritado com a bagunça feita pelos colegas antes de pegar a arma.
O tiro atingiu a região do rosto e da cabeça da vítima, que foi socorrida pelo Serviço Aeropolicial e encaminhada ao Hospital Regional do Oeste, em Chapecó, onde passou por procedimento cirúrgico.
Até a última atualização, não havia informações oficiais detalhadas sobre o estado de saúde do adolescente ferido.
Defesa afirma que disparo foi acidental
O escritório Maier Advocacia, responsável pela defesa da família do adolescente investigado, apresentou uma versão diferente sobre as circunstâncias do ocorrido.
Segundo os advogados, os dois jovens eram melhores amigos e o disparo aconteceu acidentalmente durante uma brincadeira. A defesa também afirma que o próprio adolescente procurou ajuda dos vizinhos após o tiro e estava em estado de choque.
As circunstâncias do disparo ainda serão esclarecidas pelas investigações. A versão apresentada pela defesa será analisada juntamente com os depoimentos, exames periciais e demais elementos reunidos pelas autoridades.
Pai é investigado por deixar arma acessível
Além da apuração sobre o disparo, o pai do adolescente também passou a ser investigado por possível omissão de cautela na guarda de arma de fogo, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.
O homem é apontado como proprietário do armamento utilizado e possui registro como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Durante as diligências realizadas na residência, as autoridades apreenderam uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.
A investigação busca esclarecer como o adolescente conseguiu acessar a pistola e se foram adotadas as medidas obrigatórias de segurança para impedir o manuseio da arma por menores de idade.
Justiça determina internação por até 45 dias
O Ministério Público de Santa Catarina solicitou a internação provisória do adolescente, considerando os indícios reunidos e a gravidade do ocorrido.
A Justiça acolheu o pedido e determinou que o jovem permaneça internado provisoriamente por um período máximo de 45 dias, enquanto as investigações avançam.
A medida não representa uma condenação definitiva. Como o investigado tem menos de 18 anos, o caso segue as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A decisão também estabelece acompanhamento psicológico e avaliação psicossocial do adolescente investigado, além do encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado.
Investigação deve esclarecer circunstâncias do tiro
As autoridades deverão analisar os resultados das perícias, os depoimentos e os documentos médicos relacionados ao atendimento da vítima.
O Ministério Público também acompanhará os desdobramentos da investigação para definir as medidas cabíveis em relação ao adolescente.
Paralelamente, a apuração sobre a responsabilidade do pai pela guarda do armamento continuará. A investigação deverá esclarecer se houve negligência no armazenamento da pistola utilizada no disparo.