Flávio Bolsonaro larga na frente na disputa pelos eleitores de Ronaldo Caiado, Romeu Zema e Renan Santos no segundo turno contra Lula, enquanto o grupo que votou em Augusto Cury aparece praticamente rachado entre os dois finalistas, indica a nova pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13).
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Flávio herda maioria entre Caiado e Zema
A 17ª rodada da pesquisa BTG/Nexus, feita por telefone com 2.002 eleitores entre 10 e 12 de outubro, mostra que a maior parte dos votos dos candidatos eliminados tende hoje a migrar para o senador Flávio Bolsonaro. O levantamento tem margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07997/2026.
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado no primeiro turno, 55% dizem agora que votarão em Flávio Bolsonaro. Lula fica com 27% desse grupo, enquanto 11% declaram voto branco ou nulo e 7% não souberam responder.
O melhor desempenho de Flávio aparece entre os eleitores de Romeu Zema: 80% dos que votaram no governador mineiro Romeu Zema escolheram Flávio Bolsonaro. Nesse segmento, nenhum entrevistado declarou voto em Lula; 12% afirmam que vão votar em branco ou nulo e 8% não responderam.

Eleitorado de Renan está dividido
Entre os eleitores que votaram em Renan Santos no primeiro turno, a divisão das intenções de voto revela um cenário mais fragmentado para a disputa presidencial. Segundo o levantamento, 37% desse grupo declaram apoio a Flávio Bolsonaro, enquanto 30% afirmam que votarão em Luiz Inácio Lula da Silva. Outros 33% pretendem votar em branco ou anular o voto.
A diferença de sete pontos percentuais entre Flávio e Lula mostra que nenhum dos dois candidatos concentra a maioria das preferências desse eleitorado. Chama a atenção, ainda, o percentual de votos brancos e nulos, que supera individualmente a intenção de voto em Lula e fica apenas quatro pontos abaixo da registrada por Flávio.
Outro dado relevante é a ausência de indecisos entre os entrevistados desse grupo. Isso significa que todos declararam uma preferência ou a intenção de não escolher nenhum dos dois candidatos. O resultado indica uma divisão em três parcelas expressivas, sem uma concentração predominante em qualquer uma das alternativas apresentadas.

Eleitorado de Augusto Cury é o mais disputado
Entre os que escolheram Augusto Cury no primeiro turno, a divisão é praticamente equilibrada e aponta para um campo de disputa mais aberto. Entre os eleitores de Augusto Cury, Flávio Bolsonaro aparece com 43% e Lula com 41%, diferença de apenas 2 pontos percentuais, dentro da margem de erro.
Nesse segmento, 13% afirmam que vão votar em branco ou nulo no segundo turno, e 4% não sabem ou não responderam. A combinação de equilíbrio entre os finalistas e presença relevante de brancos, nulos e indecisos torna esse eleitorado um dos principais alvos das campanhas nas próximas semanas.

Alta fidelidade reduz espaço para viradas
A pesquisa aponta ainda que o espaço para mudanças bruscas entre os eleitores dos próprios finalistas é reduzido. 98% dos eleitores de Lula afirmam que continuarão com o presidente, enquanto 98% dos eleitores de Flávio permanecem com o senador, segundo o levantamento.
Com as bases de Lula e Flávio praticamente consolidadas, o resultado do segundo turno passa a depender sobretudo de três grupos: os eleitores dos candidatos eliminados, em especial de Renan Santos e Augusto Cury; os que declaram intenção de votar em branco ou nulo; e os que ainda não decidiram o voto.
A tendência, a partir desses números, é de que as campanhas intensifiquem movimentos para consolidar o apoio entre ex-eleitores de Caiado e Zema, hoje majoritariamente inclinados a Flávio, e para tentar desequilibrar a balança entre os que votaram em Cury, onde a vantagem é mínima e ainda há margem para mudança de opinião até o dia da votação.