Nobel 2026: conheça os vencedores das seis categorias e as descobertas premiadas

Anúncio dos ganhadores terminou nesta segunda-feira (12), com a escolha de dois economistas americanos; cerimônia de entrega será realizada em dezembro
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Os vencedores do Prêmio Nobel de 2026 já foram anunciados. A divulgação dos laureados terminou nesta segunda-feira (12), com a escolha dos economistas americanos Robert E. Hall e Michael Woodford para o prêmio de Ciências Econômicas. Ao todo, dez pessoas foram reconhecidas nas seis categorias da premiação, que contempla contribuições para a ciência, a literatura, a economia e a promoção da paz.

Os anúncios começaram em 5 de outubro, com o Nobel de Medicina, e passaram pelas categorias de Física, Química, Literatura e Paz. Entre os destaques deste ano estão pesquisas que permitem controlar neurônios com luz, descobertas sobre partículas vindas do espaço e estudos que ajudam governos a enfrentar crises econômicas.

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Quem são os vencedores do Prêmio Nobel de 2026?

Os dez laureados foram distribuídos entre as seis categorias da premiação. Confira os nomes e as contribuições reconhecidas pelas instituições responsáveis pelo Nobel.

 

Medicina: Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel

O Nobel de Fisiologia ou Medicina foi concedido aos pesquisadores Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel por descobertas relacionadas à optogenética, técnica que permite controlar a atividade de células nervosas por meio da luz.

O método utiliza proteínas sensíveis à iluminação para ativar ou desativar neurônios específicos. A tecnologia ampliou a capacidade dos cientistas de investigar o funcionamento do cérebro e compreender processos ligados à memória, ao medo, ao sono e às emoções.

As descobertas também abriram possibilidades para o desenvolvimento de pesquisas sobre doenças neurológicas e tratamentos relacionados ao sistema nervoso.

 

Física: Francis Halzen

O físico belga Francis Halzen recebeu o Nobel de Física por suas contribuições ao desenvolvimento do Observatório de Neutrinos IceCube, instalado na Antártida, e pela detecção de neutrinos de alta energia provenientes do espaço.

Os neutrinos são partículas subatômicas que atravessam grandes quantidades de matéria quase sem interagir com ela. Por essa característica, são frequentemente chamados de partículas fantasmas.

O observatório utiliza sensores instalados nas profundezas do gelo antártico para identificar sinais dessas partículas. As descobertas ajudam os cientistas a investigar fenômenos extremos do Universo, incluindo processos associados a buracos negros e outras fontes de energia cósmica.

 

Química: Henri B. Kagan e Kenso Soai

Os pesquisadores Henri B. Kagan, da França, e Kenso Soai, do Japão, foram reconhecidos por descobertas sobre efeitos não lineares e autocatálise na síntese orgânica assimétrica.

Os estudos contribuíram para compreender como determinadas reações químicas favorecem a produção de uma das duas formas espelhadas de uma molécula, fenômeno relacionado à quiralidade.

A descoberta tem importância para a indústria farmacêutica, já que moléculas com a mesma composição química, mas diferentes orientações espaciais, podem provocar efeitos distintos no organismo.

 

Literatura: Anne Carson

A escritora, poeta e tradutora canadense Anne Carson conquistou o Nobel de Literatura de 2026. A Academia Sueca destacou a originalidade de sua produção e a capacidade de combinar referências da tradição clássica com novas formas de expressão literária.

Conhecida por misturar poesia, ensaio, ficção e tradução, Carson desenvolveu uma obra marcada pelo diálogo com a mitologia e a literatura da Grécia Antiga.

Entre seus livros mais conhecidos estão “Autobiografia do Vermelho”, “Eros, o Doce-Amargo” e “Nox”. A autora também é reconhecida por trabalhos que desafiam as divisões tradicionais entre os gêneros literários.

 

Paz: Navanethem “Navi” Pillay

A jurista sul-africana Navanethem “Navi” Pillay foi escolhida para receber o Nobel da Paz por sua atuação na defesa dos direitos humanos e no fortalecimento do direito internacional.

Ex-alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Pillay também integrou tribunais internacionais responsáveis por julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade e genocídio.

Sua trajetória começou durante o regime do apartheid na África do Sul, quando atuou na defesa de direitos fundamentais. Posteriormente, participou de iniciativas internacionais voltadas à responsabilização por violações graves dos direitos humanos.

Ao anunciar a escolha, o Comitê Norueguês do Nobel destacou a importância das instituições jurídicas internacionais para a prevenção da violência e a promoção da paz.

 

Economia: Robert E. Hall e Michael Woodford

Os economistas americanos Robert E. Hall e Michael Woodford encerraram a lista de premiados de 2026. A dupla recebeu o Nobel de Ciências Econômicas por pesquisas relacionadas aos fundamentos microeconômicos da estabilização macroeconômica.

Os estudos contribuíram para o desenvolvimento de modelos que explicam como decisões de consumidores e empresas influenciam fenômenos econômicos mais amplos, como inflação, desemprego e crescimento.

As pesquisas também ajudaram a aperfeiçoar instrumentos utilizados por governos e bancos centrais na formulação de políticas fiscais e monetárias, especialmente durante períodos de instabilidade econômica.

 

Quanto os vencedores vão receber?

Cada categoria do Nobel de 2026 oferece uma premiação de 12 milhões de coroas suecas, aproximadamente US$ 1,2 milhão. Quando há mais de um vencedor na mesma categoria, o valor é dividido entre os laureados conforme a decisão da instituição responsável.

Além da quantia em dinheiro, os premiados recebem uma medalha de ouro e um diploma oficial.

 

Quando será a cerimônia de entrega do Nobel 2026?

A entrega dos prêmios está marcada para 10 de dezembro, data que marca o aniversário da morte de Alfred Nobel, inventor sueco responsável pela criação da premiação.

As cerimônias de Medicina, Física, Química, Literatura e Ciências Econômicas serão realizadas em Estocolmo, na Suécia. Já o Nobel da Paz será entregue em Oslo, capital da Noruega.

O processo de seleção dos vencedores começou ainda em 2025, com indicações apresentadas por especialistas e outras pessoas habilitadas. Após avaliações conduzidas por comitês e instituições responsáveis, os nomes dos laureados foram anunciados entre 5 e 12 de outubro de 2026.

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