Zé Roberto anuncia saída da Seleção feminina de vôlei após Olimpíadas de 2028 e indica sucessor

Zé Roberto Guimarães anuncia despedida da Seleção feminina após Los Angeles 2028 e destaca sucessor e novos projetos.
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Zé Roberto Guimarães decidiu colocar prazo para o fim de sua era na Seleção Brasileira feminina de vôlei: ele anunciou que deixará o comando da equipe após as Olimpíadas de Los Angeles 2028 e já apontou o auxiliar Paulo Coco, hoje também técnico do LOVB Miami, nos Estados Unidos, como sucessor ideal para manter o projeto em alto nível.

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Paulo Coco é indicado como sucessor natural

No centro da sucessão está Paulo Coco, auxiliar de longa data de Zé Roberto e hoje responsável pela comissão técnica do LOVB Miami, nos Estados Unidos. Para o tricampeão olímpico, ele é o nome mais preparado para assumir a Seleção feminina depois de Los Angeles 2028.

“Ele tem trabalhado comigo há muitos anos e está cada vez melhor”, elogiou Zé Roberto, ao destacar a participação direta do auxiliar nas conquistas recentes da equipe. A indicação, porém, não garante automaticamente a escolha: a decisão final será da Confederação Brasileira de Voleibol.

Mesmo assim, o treinador espera ser ouvido no processo. “Gostaria de participar da escolha, porque eu tenho visto, convivido e acompanhado o trabalho de vários treinadores. Lógico que a confederação é que vai ter a decisão final, mas eu tenho certeza de que eles também vão pedir a minha opinião”, disse.

Quem é Zé Roberto Guimarães e qual seu papel no vôlei brasileiro?

José Roberto Guimarães é um dos maiores nomes da história do vôlei brasileiro. Técnico da Seleção feminina desde 2003, ele soma três medalhas de ouro olímpicas na carreira como treinador: uma com a equipe masculina, em Barcelona, e duas com o time feminino, em Beijing e Londres, além de participar de diferentes gerações que consolidaram o país como potência mundial.

Ao anunciar a despedida planejada, Zé Roberto resumiu o momento com uma frase que carrega o tom de passagem de bastão: “Tudo tem começo, meio e fim”. Ele reconhece a dor de se preparar para deixar o cargo, mas diz enxergar necessidade de renovação na liderança para preservar a cultura vencedora construída em mais de duas décadas à frente da Seleção feminina.

O treinador lembra que realizar o sonho de trabalhar pela Seleção marcou sua trajetória pessoal e profissional. “Era um sonho de criança e uma das coisas que eu mais gosto na vida é de representar o meu país. Eu sinto orgulho disso, e quando você deixa tudo para trás, é um sentimento difícil”, afirmou.

Entenda o contexto

A saída anunciada para depois do ciclo de Los Angeles 2028 representa uma das mudanças mais importantes no vôlei brasileiro neste século. Ao longo do período em que comandou a Seleção feminina, Zé Roberto ajudou a transformar o time em referência mundial, rivalizando em protagonismo com o trabalho de Bernardinho à frente da equipe masculina em diferentes ciclos olímpicos.

Enquanto Bernardinho se tornou símbolo da reconstrução e da hegemonia do vôlei masculino, Zé Roberto fez o mesmo com o feminino, quebrando tabus olímpicos, garantindo medalhas históricas e formando gerações inteiras de atletas. A transição planejada busca evitar rupturas bruscas e manter a Seleção feminina competitiva, com continuidade de conceito de jogo e gestão de grupo.

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