Uma mulher trans de 43 anos, identificada como Jade, foi apedrejada e espancada por dois homens na madrugada de segunda-feira (12), em Barretos, no interior de São Paulo. A vítima sofreu ferimentos graves, incluindo traumatismo craniano, fraturas na face e nas costelas e perfuração em um dos pulmões. Até as informações divulgadas em 17 de outubro, ela permanecia internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Barretos.
Um dos suspeitos, o lavrador Adilson Pereira, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva após audiência de custódia. A Polícia Civil tenta identificar e localizar o segundo homem que aparece nas imagens de câmeras de segurança. O caso é investigado como tentativa de homicídio.
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Como aconteceu a agressão em Barretos
A violência ocorreu na região da Praça São Benedito, na Rua Trinta, no bairro Baroni. Segundo informações registradas pela polícia, um motorista de aplicativo presenciou as agressões e acionou a Polícia Militar. Ele relatou que dois homens atacaram Jade e continuaram a violência mesmo depois que ela caiu no chão.
Imagens de câmeras de segurança registraram parte do ataque. Os registros passaram a integrar a apuração policial para esclarecer a dinâmica das agressões e identificar a participação de cada envolvido.

O motorista também relatou que tentou intervir para ajudar a vítima, mas foi impedido pelos agressores. Quando os policiais chegaram, encontraram Adilson Pereira no local. Jade foi socorrida e levada à Santa Casa de Barretos.
Vítima sofreu ferimentos graves e foi internada na UTI
Entre as lesões relatadas estão traumatismo craniano, fraturas na região do rosto e das costelas e perfuração em um dos pulmões. A gravidade do quadro exigiu internação em terapia intensiva.
A mãe de Jade, Marisa dos Santos Oliveira, relatou à imprensa a preocupação da família com a recuperação da filha e pediu que as autoridades localizem todos os envolvidos. As informações sobre o estado de saúde podem mudar conforme a evolução clínica da paciente.
Suspeito alegou que agressão teria sido motivada por celular
Segundo o delegado responsável pela investigação, Adilson afirmou em depoimento que teria agredido Jade porque ela supostamente furtara um telefone celular dias antes. Essa versão corresponde à alegação apresentada pelo investigado e não comprova que o furto tenha ocorrido.
A mãe da vítima contestou a versão e afirmou que o aparelho teria sido entregue a Jade, e não furtado por ela. A divergência deverá ser analisada pelas autoridades a partir dos depoimentos e de outras evidências reunidas durante a investigação.
Uma eventual suspeita de furto não autoriza agressões ou punições por conta própria. Cabe à polícia apurar a ocorrência de um possível crime, e ao sistema de Justiça avaliar as responsabilidades com base nas provas.
Polícia procura segundo suspeito e apura circunstâncias do ataque
A Polícia Civil continua investigando a participação dos dois homens e trabalha para localizar o segundo suspeito. As imagens de segurança, os relatos de testemunhas e os demais elementos do caso devem ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Também é importante distinguir a violência sofrida pela vítima de uma eventual motivação transfóbica. A condição de mulher trans, por si só, não comprova que o ataque tenha sido motivado por preconceito. Essa hipótese depende de elementos específicos da investigação.
Até 17 de outubro, um suspeito permanecia preso preventivamente, o segundo ainda era procurado e Jade continuava hospitalizada em estado grave, conforme as informações publicadas pela imprensa. A investigação segue em andamento, sem decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade criminal dos envolvidos.