Um homem de 41 anos foi preso em flagrante na sexta-feira (16), suspeito de participar de um esquema de distribuição clandestina de canetas emagrecedoras no
Rio de Janeiro. A Polícia Civil apreendeu medicamentos avaliados inicialmente em R$ 2 milhões, que seriam enviados para diferentes cidades do Brasil sem a autorização ou o controle dos órgãos competentes.
O suspeito, identificado como Renan Reis de Carvalho, foi abordado ao sair de uma agência dos Correios no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste da capital fluminense. Segundo os investigadores, ele havia acabado de despachar encomendas contendo medicamentos para emagrecimento.
A prisão levou os policiais a uma sala comercial utilizada para armazenar, embalar e distribuir os produtos. O material foi apreendido e encaminhado para perícia, que deverá esclarecer a composição e a procedência dos medicamentos.
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Como funcionava o esquema de envio pelos Correios?
A investigação foi conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, com apoio do setor de inteligência dos Correios. O suspeito já vinha sendo monitorado por realizar postagens frequentes de medicamentos em agências da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes.
Com as informações reunidas, os policiais acompanharam a movimentação do homem e realizaram a abordagem logo após o envio de novas encomendas. Os pacotes tinham como destino diferentes municípios brasileiros.
Segundo a polícia, os medicamentos eram comercializados sem o controle sanitário exigido, o que motivou a prisão em flagrante por crime contra a saúde pública.
Central clandestina armazenava R$ 2 milhões em medicamentos
Depois da prisão, os investigadores localizaram uma sala comercial no próprio Recreio dos Bandeirantes. O imóvel funcionava, segundo a Polícia Civil, como uma central de distribuição de medicamentos de procedência desconhecida.
No endereço, os agentes encontraram grande quantidade de produtos emagrecedores, além de caixas, etiquetas, materiais de embalagem e equipamentos utilizados na preparação das remessas.
O valor inicial dos medicamentos apreendidos foi estimado em R$ 2 milhões. A polícia ainda não divulgou a quantidade exata de unidades recolhidas nem a identificação completa das substâncias.
Todo o material será submetido à análise pericial. O objetivo é verificar a origem dos produtos, sua composição e eventuais irregularidades relacionadas à fabricação, ao armazenamento e à comercialização.
Quais são os riscos das canetas emagrecedoras clandestinas?
A comercialização irregular de medicamentos injetáveis preocupa as autoridades sanitárias porque produtos sem procedência comprovada podem não atender aos padrões de qualidade e segurança exigidos no Brasil.
Entre os riscos estão a presença de substâncias diferentes das anunciadas, concentrações incorretas dos princípios ativos, contaminação e armazenamento inadequado. No caso de medicamentos que exigem refrigeração, falhas no transporte também podem comprometer a qualidade.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem intensificado medidas contra a circulação de canetas emagrecedoras sem registro ou autorização. Na quarta-feira (14), a agência anunciou novas restrições envolvendo produtos irregulares utilizados para perda de peso.
A orientação é adquirir medicamentos apenas em estabelecimentos regularizados, mediante prescrição quando exigida, e seguir o acompanhamento de profissionais de saúde habilitados.
Polícia investiga fornecedores e compradores
Renan Reis de Carvalho foi autuado por crime contra a saúde pública. Até a divulgação das informações sobre a operação, a polícia não havia informado a versão apresentada pelo suspeito em sua defesa.
As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema, os fornecedores dos medicamentos e os destinatários das encomendas enviadas pelos Correios.
A perícia nos produtos apreendidos poderá ajudar a determinar a extensão das irregularidades e fornecer novas informações para a apuração. Não foram divulgadas outras prisões relacionadas a essa operação.