Milhares de pessoas ocuparam a orla de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, neste domingo (18), durante um ato pró-Lula com momento musical. A manifestação, convocada pelo cantor Caetano Veloso e pela produtora Paula Lavigne, reuniu artistas, movimentos sociais e eleitores a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais.
Batizado de “Ato Musical pela Democracia”, o encontro aconteceu na Avenida Atlântica, nas proximidades do Posto 5, e ocupou cerca de um quilômetro da orla. A programação combinou apresentações musicais e discursos em defesa da democracia, da cultura e da soberania nacional.
Entre os artistas que participaram da mobilização estiveram Caetano Veloso, Djavan, João Bosco, Simone e Ivan Lins. O evento foi organizado pelos coletivos 342 Artes e Mídia NINJA, que convocaram o público para a manifestação por meio das redes sociais.
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Caetano Veloso e artistas levam música à manifestação em Copacabana
A presença de nomes de diferentes gerações da música brasileira marcou a manifestação. Além das apresentações, artistas e participantes defenderam a liberdade de expressão e a participação popular no processo eleitoral.
O ato foi convocado como uma manifestação em defesa da democracia, mas também reuniu apoiadores da reeleição de Lula, que disputa o segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Na orla, participantes exibiram bandeiras, cartazes e camisetas com mensagens favoráveis ao presidente. A concentração transformou um trecho de Copacabana em espaço de apresentações artísticas e manifestações políticas.
Chico Buarque participa de mobilização no Centro do Rio
Antes do encontro em Copacabana, o Rio de Janeiro também recebeu uma manifestação organizada por estudantes e movimentos sociais na região da Candelária, no Centro da cidade.
O cantor Chico Buarque participou da mobilização, que reuniu apoiadores de Lula na Avenida Presidente Vargas. Os participantes defenderam pautas relacionadas à educação, à juventude e à democracia.
As manifestações integraram uma série de atos realizados em diferentes cidades brasileiras neste domingo, incluindo Brasília e São Paulo.
Justiça Eleitoral manteve realização de atos com artistas
A realização dos eventos foi alvo de questionamentos na Justiça Eleitoral. No sábado (17), o corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou um pedido de proibição preventiva das apresentações artísticas e do uso de trios elétricos nas manifestações.
A decisão distinguiu as manifestações organizadas por entidades civis dos showmícios eleitorais, proibidos pela legislação brasileira. O entendimento não impede a apuração posterior de eventuais irregularidades.
Atos de Lula e Flávio Bolsonaro marcam reta final do segundo turno
Enquanto apoiadores de Lula participavam das manifestações no Rio, Flávio Bolsonaro reuniu eleitores na Avenida Paulista, em São Paulo, em um evento com participação de aliados políticos.
Como mostrou o NC News em reportagem sobre as mobilizações eleitorais, as duas candidaturas intensificaram os atos públicos, a participação de influenciadores e as convocações pelas redes sociais na última semana de campanha.
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para 25 de outubro. Até lá, Lula e Flávio Bolsonaro seguem com agendas voltadas à mobilização de apoiadores e à conquista de votos. A presença de público nas manifestações, por si só, não permite antecipar o resultado da votação.