Organização de ato de Flávio Bolsonaro na Paulista pede que apoiadores escondam bandeiras dos EUA e de Israel

Orientação para a manifestação deste domingo (18), em São Paulo, prevê evitar bandeiras de outros países; mobilização foi convocada por aliados do senador na reta final da campanha presidencial.
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A organização do ato de apoio ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), marcado para este domingo (18), na Avenida Paulista, em São Paulo, pediu que os participantes escondam bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. A orientação é que a manifestação não tenha bandeiras de outros países, concentrando a identidade visual do evento em símbolos nacionais.

A mobilização ocorre a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais e integra a estratégia de aliados de Flávio para demonstrar força nas ruas. O ato, divulgado como “Bloquinho do 22”, foi convocado depois de uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na mesma avenida, no domingo anterior (11).

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Orientação restringe bandeiras estrangeiras

O pedido para esconder as bandeiras dos Estados Unidos e de Israel estabelece uma orientação visual para a manifestação. Os dois países já apareceram em atos de apoiadores do bolsonarismo, ao lado de bandeiras brasileiras e de materiais políticos ligados à direita.

Em manifestações anteriores de Flávio Bolsonaro, apoiadores exibiram bandeiras norte-americanas e israelenses. No ato de 7 de setembro, na Avenida Paulista, por exemplo, esses símbolos estiveram entre os elementos presentes na concentração.

Manifestantes bolsonaristas utilizavam bandeiras de Israel e EUA; atitudes geraram críticas por grande parte da população e direita recebeu o apelido de “entreguista” | Foto: Reprodução

A orientação para o evento deste domingo, portanto, contrasta com a presença desses símbolos em mobilizações anteriores. O pedido divulgado pela organização, no entanto, não permite concluir, por si só, qual foi a motivação específica para a mudança.

Ato ocorre na reta final da disputa presidencial

A manifestação na Paulista foi convocada por aliados de Flávio, entre eles o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), sob o nome “Bloquinho do 22”. A mobilização faz parte dos esforços da campanha para reunir apoiadores presencialmente e ampliar a visibilidade do candidato antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O ato também ocorre em meio à disputa política em torno das imagens e da repercussão das manifestações. Após a mobilização de apoiadores de Lula na Paulista, Flávio e aliados divulgaram conteúdos que buscavam contrastar os dois eventos. Uma dessas publicações foi alvo de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção de vídeos que associavam imagens sem relação comprovada com o ato petista à manifestação.

Presidente Jair Bolsonaro se apoiou em ambas as causas. Presidente também se afastou dos EUA após derrota de Trump em 2020 | Foto: Reprodução

Bandeiras estrangeiras já apareceram em atos bolsonaristas

A presença de bandeiras dos Estados Unidos e de Israel em manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro já foi registrada em outros eventos políticos. Esses símbolos costumam aparecer junto a bandeiras brasileiras, faixas e cartazes com mensagens sobre a política nacional e críticas a adversários.

Na manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista, apoiadores exibiram bandeiras dos dois países, além de imagens e cartazes relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Com a orientação para esconder bandeiras estrangeiras neste domingo, a organização estabelece uma regra diferente para a apresentação visual do ato. A medida não altera, por si só, o caráter político da manifestação, convocada em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.

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