O advogado Martin De Luca, que representa a Trump Media & Technology Group, criticou nesta segunda-feira (19) uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), durante o debate presidencial realizado pela Band. O advogado acusou Lula de associar o avanço de investigações contra o adversário ao resultado do segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.
A reação ocorreu após Lula afirmar, durante o confronto de domingo (18), que Flávio poderia enfrentar consequências depois da votação por causa da imunidade parlamentar. Segundo a reportagem , De Luca contestou essa interpretação e destacou que o mandato do senador no Senado Federal está previsto para terminar em 2027.
Lula e Flávio trocam acusações e protagonizam debate tenso na Band
O que disse o advogado ligado a Trump
Em manifestação publicada nesta segunda-feira, De Luca questionou a relação entre o calendário eleitoral e o andamento de eventuais investigações. Para ele, apurações devem seguir critérios jurídicos, independentemente de quem vença a eleição presidencial.
“Se evidências justificam uma investigação, elas a justificam independentemente do resultado da eleição”, afirmou o advogado, conforme a reportagem
De Luca também cobrou explicações de Lula sobre a declaração feita no debate. A crítica foi direcionada à possibilidade de o resultado eleitoral ser interpretado como uma condição para o avanço de procedimentos investigativos envolvendo o senador.
Declaração de Lula ocorreu durante debate na Band
O comentário que provocou a reação foi feito durante o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2026, realizado na noite de domingo (18), pela TV Band.
Na discussão, Lula afirmou que o senador poderia perder a imunidade parlamentar após o segundo turno e declarou que investigações poderiam avançar. A fala ocorreu em meio a uma sequência de acusações e questionamentos entre os dois candidatos.
O debate foi marcado por confrontos sobre investigações, relações familiares, economia e segurança pública. Parte das discussões ficou concentrada em acusações pessoais, além da apresentação de propostas para um eventual próximo mandato.

Mandato de Flávio Bolsonaro vai até 2027
De acordo com a reportagem, De Luca argumentou que o mandato de Flávio Bolsonaro no Senado Federal continua vigente até 2027. O advogado contestou, assim, a ideia de que a realização do segundo turno, por si só, alteraria a condição parlamentar do senador.
A imunidade parlamentar é uma proteção constitucional relacionada ao exercício do mandato, mas seu alcance depende das normas aplicáveis e das circunstâncias de cada caso. Ela não deve ser confundida com uma garantia geral de que um parlamentar não possa ser investigado ou responsabilizado judicialmente.
Por isso, a discussão sobre a fala de Lula exige distinguir a declaração política feita durante o debate das regras constitucionais que disciplinam as prerrogativas parlamentares. A manifestação de De Luca representa a interpretação e a crítica do advogado, não uma decisão judicial sobre o caso.

Investigações envolvendo o senador
O Flávio Bolsonaro é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Um deles está relacionado a suspeitas envolvendo repasses atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para a produção do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O outro envolve a relação do senador com o advogado Willer Tomaz e suspeitas de lavagem de dinheiro.
As referências a inquéritos dizem respeito a apurações, e não equivalem, por si só, à comprovação de crimes. A responsabilidade penal depende da análise das provas e do devido processo legal.

Atuação de Martin De Luca em disputas judiciais no Brasil
Martin De Luca também representou a Trump Media & Technology Group e a plataforma Rumble em uma disputa judicial no Brasil relacionada a decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O episódio envolveu ordens de suspensão e remoção de perfis na plataforma.
A nova manifestação do advogado amplia a repercussão internacional do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro. A discussão, iniciada em um confronto eleitoral, passou a envolver também questionamentos sobre imunidade parlamentar, investigações e os limites da atuação de autoridades públicas.