Câncer que matou Benito di Paula pode atingir quase 78 mil brasileiros por ano; veja os sintomas

INCA estima 77.920 novos casos anuais de câncer de próstata até 2028; doença pode avançar silenciosamente e tem maior incidência entre homens mais velhos.
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O câncer de próstata, doença que provocou a morte do cantor Benito di Paula, aos 84 anos, deve atingir cerca de 77.920 brasileiros por ano entre 2026 e 2028. A estimativa é do Instituto Nacional de Câncer (INCA) e coloca a doença como o tipo de tumor mais frequente entre os homens no país, quando desconsiderado o câncer de pele não melanoma.

Benito di Paula morreu no domingo (18), em São Paulo, após enfrentar um câncer de próstata durante aproximadamente um ano. O cantor estava internado no Hospital Nove de Julho. A morte do artista, conhecido por sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Meu Amigo Charlie Brown”, reforça a importância de conhecer os sinais de uma doença que pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

Segundo o INCA, o câncer de próstata representa aproximadamente 30,5% dos novos diagnósticos de câncer entre homens, excluindo os tumores de pele não melanoma. Embora muitos casos apresentem crescimento lento, alguns tumores podem evoluir rapidamente, atingir outros órgãos e colocar a vida do paciente em risco.

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Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Um dos principais desafios para identificar o câncer de próstata é que a doença pode não apresentar sintomas no início. Em muitos casos, as alterações surgem apenas quando o tumor já está mais desenvolvido.

De acordo com o Ministério da Saúde, os sinais que merecem atenção incluem:

  • Dificuldade para começar a urinar;
  • Demora para terminar de urinar;
  • Jato de urina mais fraco;
  • Necessidade de urinar com maior frequência, principalmente durante a noite;
  • Presença de sangue na urina.

Esses sintomas não significam necessariamente que o paciente tenha câncer. Eles também podem estar relacionados a problemas benignos, como o aumento da próstata e inflamações na glândula.

Mesmo assim, o Ministério da Saúde orienta que homens com alterações urinárias procurem atendimento médico para investigar a causa.

Por que o câncer de próstata pode ser perigoso?

A próstata é uma glândula localizada abaixo da bexiga, responsável pela produção de parte do líquido que compõe o sêmen.

O câncer surge quando células da região passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor maligno.

Em muitos pacientes, o crescimento acontece lentamente e pode não representar uma ameaça imediata à saúde. Em outros, porém, a doença apresenta comportamento agressivo e pode se espalhar para diferentes partes do corpo.

Esse processo é chamado de metástase e ocorre quando células cancerígenas atingem outros órgãos ou tecidos, dificultando o tratamento.

O diagnóstico e a avaliação médica são fundamentais para identificar o estágio da doença e definir a conduta mais adequada.

O câncer de próstata está entre os tumores mais frequentes nos homens e pode evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

A idade é um dos principais fatores associados ao câncer de próstata. Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente nove em cada dez homens diagnosticados com a doença têm mais de 55 anos.

O risco também pode ser maior entre homens que possuem pai ou irmão diagnosticado com câncer de próstata antes dos 60 anos.

Outro fator associado é o excesso de peso corporal. Estudos apontam que sobrepeso e obesidade podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença.

A presença desses fatores não significa que uma pessoa necessariamente terá câncer, mas reforça a importância de conhecer o histórico familiar e conversar com profissionais de saúde sobre possíveis riscos.

Como o câncer de próstata é diagnosticado?

A investigação pode envolver o exame de sangue PSA, que mede a quantidade do antígeno prostático específico, uma proteína produzida pela próstata.

O exame de sangue PSA auxilia na investigação de alterações na próstata, mas não confirma sozinho o diagnóstico de câncer.

Outra avaliação é o toque retal, utilizado pelo médico para verificar características como tamanho, formato e textura da glândula.

Alterações nesses exames não confirmam, isoladamente, a existência de câncer. O PSA, por exemplo, também pode apresentar resultados elevados em condições benignas.

Quando há suspeita da doença, o diagnóstico é confirmado por meio de uma biópsia, procedimento no qual pequenos fragmentos da próstata são retirados para análise laboratorial.

O Ministério da Saúde não recomenda o rastreamento populacional de rotina em homens sem sintomas, devido aos riscos de resultados falso-positivos, diagnósticos excessivos e tratamentos desnecessários. A decisão sobre a realização dos exames deve considerar avaliação individual e orientação médica.

Câncer de próstata tem cura?

O câncer de próstata pode crescer silenciosamente e, em estágios avançados, atingir outras partes do corpo.

O câncer de próstata pode ser tratado e, em muitos casos, apresenta possibilidade de cura, especialmente quando está localizado e pode receber tratamento adequado.

As opções dependem do estágio da doença, da idade, das condições de saúde e das características do tumor.

Entre os tratamentos disponíveis estão cirurgia, radioterapia e terapia hormonal. Em determinados casos de baixo risco, o acompanhamento médico com vigilância ativa também pode ser indicado.

Quando o câncer já se espalhou para outros órgãos, o tratamento busca controlar a progressão da doença, aliviar sintomas e preservar a qualidade de vida do paciente.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece investigação diagnóstica e tratamento do câncer de próstata.

Quase 78 mil novos casos por ano no Brasil

A estimativa do INCA aponta 77.920 novos diagnósticos de câncer de próstata por ano no Brasil durante o período de 2026 a 2028.

Os números são projeções epidemiológicas utilizadas para orientar políticas públicas e o planejamento dos serviços de saúde. Eles não representam uma contagem de casos já confirmados.

Os dados mais recentes de mortalidade apresentados pelo instituto registram 17.826 mortes por câncer de próstata em 2024.

A diferença entre o número estimado de novos casos e o total de mortes deve ser interpretada com cuidado, já que os indicadores se referem a períodos e grupos de pacientes diferentes.

A morte de Benito di Paula ocorre em um cenário no qual o câncer de próstata continua sendo um importante desafio para a saúde pública brasileira. Conhecer os sintomas, buscar avaliação diante de alterações e manter hábitos saudáveis são medidas importantes para o cuidado com a saúde.

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