VÍDEO: Haddad e Pavanato protagonizam encontro após debate em São Paulo
Ex-ministro da Fazenda reagiu após ser chamado de “Taxad” e “demitido” pelo parlamentar do PL nos corredores da Band; episódio foi registrado em vídeo.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) deu tapinhas no rosto de Lucas Pavanato (PL-SP), deputado federal eleito, após ser provocado nos bastidores do debate presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite de domingo (18), na Band, em São Paulo. O episódio foi registrado em vídeo e passou a circular nas redes sociais.
Nas imagens, Pavanato aborda Haddad e o chama de “Taxad” e “demitido”, em referência à passagem do petista pelo Ministério da Fazenda. Haddad se aproxima e toca o rosto do parlamentar com tapinhas. Pavanato reage imediatamente, questionando se havia sido agredido.
Ao ser perguntado se havia batido no parlamentar, Haddad responde: “Imagina, carinho”. A troca de provocações continuou, com Pavanato mencionando a derrota do ex-ministro na eleição para o Governo de São Paulo. O desentendimento aconteceu fora do palco do debate, durante a movimentação de políticos e apoiadores na emissora.
Vídeo mostra troca de provocações entre Haddad e Pavanato
O registro divulgado nas redes sociais mostra Lucas Pavanato provocando Fernando Haddad enquanto os dois circulavam pelos bastidores da Band, após o primeiro debate presidencial do segundo turno.
O parlamentar utiliza o apelido “Taxad”, empregado por críticos do ex-ministro em referência à política tributária de sua gestão à frente do Ministério da Fazenda. Em seguida, também o chama de “demitido”.
Haddad reage se aproximando de Pavanato e dando tapinhas em seu rosto. O parlamentar questiona o gesto e pede que o petista não volte a tocá-lo.
“Ô, bateu em mim?”, pergunta Pavanato. “Imagina, carinho”, responde Haddad, conforme o vídeo divulgado nas redes sociais.
Na sequência, Pavanato volta a provocar o ex-ministro, lembrando sua derrota na disputa pelo Governo de São Paulo para Tarcísio de Freitas (Republicanos). O parlamentar também chama Haddad de “tonto”.
Provocação faz referência à saída de Haddad do governo
As expressões utilizadas por Pavanato fazem referência à trajetória recente de Fernando Haddad. O petista deixou o Ministério da Fazenda em março de 2026 para disputar o Governo de São Paulo.
Na eleição de 4 de outubro, Haddad foi derrotado pelo governador Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno. O resultado passou a ser utilizado por adversários políticos em provocações direcionadas ao ex-ministro.
O apelido “Taxad”, por sua vez, é uma crítica política à atuação de Haddad na área econômica e às medidas tributárias adotadas durante sua gestão.
Desentendimento ocorreu após debate entre Lula e Flávio Bolsonaro
A discussão aconteceu após o primeiro confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado no domingo (18), nos estúdios da Band.
O debate foi marcado por críticas e acusações entre os candidatos, especialmente sobre corrupção, segurança pública, economia e questões relacionadas a familiares e aliados políticos.
Além dos presidenciáveis, o evento reuniu parlamentares, ex-ministros, dirigentes partidários e apoiadores dos dois campos políticos.
Momentos antes do episódio envolvendo Pavanato, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também havia provocado Haddad e Simone Tebet (PSB), fazendo comentários sobre a situação política dos dois após as eleições.
Vídeo repercute nas redes sociais
As imagens do contato físico entre Haddad e Pavanato passaram a circular nas redes sociais, provocando reações de apoiadores e críticos dos dois políticos.
O episódio gerou interpretações diferentes sobre a atitude do ex-ministro. Enquanto Pavanato questionou o contato físico e pediu que Haddad não o tocasse novamente, o petista descreveu o gesto como carinho durante a própria interação.
O vídeo registra os tapinhas e a troca de provocações, mas, por si só, não estabelece uma conclusão jurídica sobre o episódio. Não havia confirmação, nas informações consultadas, de uma decisão judicial relacionada ao caso.
A repercussão ocorre na última semana antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, quando Lula e Flávio Bolsonaro disputarão a Presidência da República.