Natural de Itabirito, na Região Central de Minas Gerais, a jornalista Adriana Araújo, de 54 anos, foi uma das responsáveis pela mediação do primeiro debate presidencial do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O confronto, transmitido pela Band na noite deste domingo (18), teve momentos de interrupção da plateia que exigiram intervenções dos apresentadores.
Ao lado de Eduardo Oinegue, Adriana conduziu o encontro entre os candidatos, realizado a uma semana da votação. Durante as considerações finais de Lula, a jornalista pediu silêncio aos convidados e solicitou que Flávio Bolsonaro respeitasse o tempo de fala do adversário. O senador circulava pelo estúdio, conforme permitido pelas regras, mas sua movimentação provocou reclamações.
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Após a transmissão, Adriana avaliou que as manifestações dos convidados prejudicaram o andamento do debate. Em entrevista ao UOL News nesta segunda-feira (19), a jornalista afirmou que houve momentos em que a equipe precisou concentrar esforços para manter a ordem no estúdio.
Segundo ela, as interrupções atrapalharam a discussão de temas como economia, saúde e segurança pública, além de dificultarem a apresentação de propostas pelos candidatos.
Adriana também considerou que faltaram respostas diretas e detalhamento das propostas durante o encontro. Para a apresentadora, o eleitor que ainda não decidiu o voto teve poucas oportunidades de esclarecer dúvidas sobre os planos dos presidenciáveis.
Quem é Adriana Araújo?
Adriana Fátima de Araújo nasceu em 18 de abril de 1972, em Itabirito, município da Região Central de Minas Gerais. Formada em Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), iniciou a carreira em 1992, como repórter de economia do jornal Diário do Comércio, em Belo Horizonte.
Na mesma época, ingressou na TV Globo Minas, inicialmente como editora de texto dos telejornais locais. Em 1995, passou a atuar como repórter da emissora, com reportagens exibidas em programas nacionais, entre eles Jornal Nacional, Jornal Hoje, Bom Dia Brasil e Fantástico.

Em 2002, foi transferida para Brasília, onde passou a acompanhar a cobertura política nacional. A experiência na capital federal antecedeu sua saída da Globo, em 2006, quando foi contratada pela Record para apresentar o Jornal da Record ao lado de Celso Freitas.
Passagem pela Record e experiência internacional
Na Record, Adriana também apresentou programas de entrevistas e atuou como correspondente internacional em Nova York, nos Estados Unidos, a partir de 2009.
Ao longo de sua passagem pela emissora, participou de coberturas de eleições presidenciais, acontecimentos internacionais e grandes eventos esportivos. Entre os trabalhos realizados estão reportagens sobre o resgate de mineiros soterrados no Chile, em 2010, e o acidente nuclear de Fukushima, no Japão, em 2011.

A jornalista permaneceu na Record até 2021, encerrando uma passagem de aproximadamente 15 anos pela emissora.
Chegada à Band e apresentação do Jornal da Band
Adriana foi anunciada como contratada do Grupo Bandeirantes em dezembro de 2021. Inicialmente, participou de projetos jornalísticos na televisão e no rádio, incluindo o programa Canal Livre e atrações da BandNews.
Em junho de 2023, assumiu a bancada do Jornal da Band ao lado de Eduardo Oinegue, com quem apresenta o telejornal desde então.

A mediação do encontro entre Lula e Flávio Bolsonaro acrescentou uma nova participação da jornalista na cobertura de eleições presidenciais, área em que já havia trabalhado durante suas passagens pelas emissoras anteriores.
Livro e reconhecimento em Itabirito
Fora da televisão, Adriana é autora do livro ‘Sou a mãe dela’, publicado em 2020. Na obra, relata experiências pessoais relacionadas à maternidade e à inclusão de pessoas com deficiência.
Em 2025, o projeto ganhou uma versão em podcast, na qual a jornalista ampliou as conversas sobre o tema.
A ligação com Itabirito também aparece em sua trajetória profissional. Em 2013, Adriana recebeu a Medalha Francisco Homem Del Rey, concedida pela Câmara Municipal da cidade. A honraria é a maior distinção do Legislativo municipal.