Uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou em confronto físico entre grupos de direita e esquerda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, nesta segunda-feira (19). A confusão deixou ao menos um estudante ferido e provocou danos a um portão de acesso ao Setor IV do campus central.
O ato, chamado “Vire à direita: UFRN anti-Lula”, foi organizado pelo movimento Direita UFRN e contou com a participação do deputado federal General Girão (PL-RN), da vereadora de Natal Camila Araújo (PL) e do presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima. A manifestação começou por volta das 16h, durante o período de aulas, e reuniu críticas ao governo federal, principalmente em relação ao orçamento da educação.
A confusão começou após a aproximação de estudantes e manifestantes contrários ao ato. Houve troca de provocações, empurrões e agressões físicas. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram o tumulto e o momento em que um portão da universidade é danificado.
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Protesto contra Lula termina em confronto entre manifestantes
A manifestação foi realizada no Setor IV da UFRN e contou com um carro de som e um boneco inflável representando Lula vestido de presidiário. Os organizadores criticaram cortes e contingenciamentos no orçamento da educação, greves e problemas de manutenção nas universidades federais.
A presença do grupo provocou reação de estudantes ligados a movimentos de esquerda, que se aproximaram para contestar o ato. Segundo relatos publicados pela imprensa local, o uso do carro de som durante as aulas também gerou reclamações.
A discussão aumentou quando integrantes dos dois grupos se encontraram nas proximidades de um dos portões do campus. Imagens registram empurrões e agressões, além de danos à estrutura de acesso à universidade.
Um estudante ligado ao grupo contrário à manifestação ficou ferido durante a confusão e teve os óculos quebrados. Até o momento, não foram divulgadas informações detalhadas sobre a gravidade dos ferimentos.
General Girão responsabiliza opositores pela violência
O deputado federal General Girão, que participou do protesto, atribuiu a confusão à reação dos manifestantes contrários ao ato.
O parlamentar questionou o respeito à liberdade de manifestação dentro da universidade e criticou a postura dos grupos que se aproximaram para contestar a mobilização.
Por outro lado, entidades estudantis repudiaram o episódio e denunciaram agressões contra integrantes da comunidade acadêmica.
A Associação de Pós-Graduandos da UFRN e o Diretório Central dos Estudantes José Silton Pinheiro divulgaram manifestações de repúdio e prestaram solidariedade ao estudante ferido.
As versões apresentadas pelos envolvidos divergem sobre as responsabilidades pelo confronto. As imagens divulgadas mostram agressões e tumulto, mas não são suficientes, isoladamente, para estabelecer a responsabilidade individual de todos os participantes.
Universidade ainda não havia se pronunciado
Até a publicação das primeiras reportagens sobre o caso, a administração da UFRN não havia divulgado posicionamento oficial sobre o confronto.
Também não havia confirmação de abertura de procedimento administrativo, identificação de responsáveis pelas agressões ou registro de prisões relacionadas ao episódio.
O caso ocorreu a menos de uma semana do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25), em um momento de intensificação das manifestações políticas de apoiadores de Lula e Flávio Bolsonaro.
A legislação brasileira assegura a liberdade de expressão e o direito de manifestação pacífica. A apuração de eventuais agressões e danos ao patrimônio depende da identificação dos envolvidos e das circunstâncias em que os fatos ocorreram.
Próximos passos
A expectativa é que a UFRN esclareça as circunstâncias do confronto e informe se serão adotadas medidas administrativas em relação aos danos ao patrimônio e às agressões registradas.
Também permanece pendente a confirmação de eventuais investigações policiais sobre o episódio.
Até o momento, não há informações confirmadas sobre novas manifestações no campus ou medidas adicionais de segurança relacionadas à confusão.