Giulia Gam revela que foi medicada em excesso e faz alerta sobre uso de remédios

Atriz falou sobre sua experiência com medicamentos e chamou atenção para os riscos de tratamentos sem acompanhamento adequado.
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A atriz Giulia Gam, de 59 anos, revelou que passou por um período em que se sentia excessivamente medicada durante um tratamento psiquiátrico. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, de O Globo, divulgada nesta terça-feira (20), ela contou que a combinação de medicamentos a deixava dopada e com dificuldades para reconhecer os próprios sentimentos.

Conhecida por personagens marcantes em novelas como “Mulheres Apaixonadas” e “A Favorita”, Giulia relatou que enfrentou uma intensa crise de ansiedade, que afetou sua saúde e contribuiu para seu afastamento da televisão. Ao longo do tratamento, passou a questionar os efeitos dos medicamentos e decidiu procurar outros profissionais para reavaliar sua condição.

A atriz afirmou que iniciou, em novembro de 2025, um processo de retirada gradual das medicações, acompanhado por profissionais de saúde. Atualmente, diz viver uma fase de recuperação e retomada da carreira artística, após anos dedicados aos cuidados com o bem-estar físico e emocional.

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Giulia Gam conta que medicamentos afetaram suas emoções

Durante a entrevista, Giulia descreveu como se sentia ao utilizar diferentes medicamentos psiquiátricos. Segundo a atriz, a combinação de substâncias dificultava a identificação de suas emoções e provocava uma sensação de distanciamento de si mesma.

“Um [regulador de humor] cai, outro levanta e vai criando um ‘Drankestein’. Não sabe mais o que é seu e o que não é. E você não decide mais nada porque não sente mais nada.”

O relato representa a experiência pessoal da artista e não significa que medicamentos psiquiátricos sejam inadequados para todos os pacientes. Esses tratamentos podem ser fundamentais para controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida, desde que prescritos e acompanhados por profissionais habilitados.

Giulia também reconheceu que a medicação pode ser necessária em momentos de crise e para condições específicas. Sua crítica está relacionada ao que considera ter sido um excesso de medicamentos em seu próprio tratamento.

Por que Giulia Gam decidiu rever o tratamento?

A atriz contou que buscou uma endocrinologista para investigar questões relacionadas ao metabolismo e, posteriormente, procurou outra psiquiatra para reavaliar seu quadro clínico.

Segundo seu relato, nessa nova avaliação não recebeu diagnósticos de depressão, transtorno bipolar ou transtorno de personalidade borderline.

A partir desse acompanhamento, decidiu iniciar a redução dos medicamentos. O processo começou em novembro de 2025 e incluiu substâncias utilizadas em seu tratamento psiquiátrico.

Giulia também relatou que deixou de utilizar pregabalina, medicamento que tomava para aliviar dores relacionadas a uma hérnia. Com a retirada, passou a perceber novamente sinais físicos que, segundo ela, estavam sendo amenizados pelo tratamento.

“Comecei um movimento forte com o meu corpo, que hoje é o meu guia.”

A artista afirmou que conseguiu suspender os medicamentos e que atualmente se sente mais conectada às próprias emoções e sensações físicas.

Crise de ansiedade afastou atriz das novelas

Os problemas de saúde relatados por Giulia começaram a se intensificar entre 2015 e 2016, período em que enfrentou situações de estresse e dificuldades pessoais.

A atriz contou que a morte da mãe e a distância de sua rede de apoio contribuíram para o agravamento da ansiedade.

Em 2017, durante as gravações da novela “Novo Mundo”, da TV Globo, ela decidiu deixar a produção por não se sentir em condições de acompanhar a rotina intensa de trabalho.

O afastamento marcou uma mudança importante em sua trajetória. Depois de décadas de atuação no teatro e na televisão, Giulia passou a priorizar o tratamento e a recuperação.

A artista também revelou que, antes de encontrar um acompanhamento com o qual se sentisse confortável, buscou diferentes alternativas para lidar com o sofrimento emocional.

Filho de Giulia Gam teve papel importante na recuperação

Durante a entrevista, a atriz destacou a importância do apoio de Theo Bial, seu filho com o jornalista Pedro Bial.

Segundo Giulia, o jovem permaneceu ao seu lado nos momentos mais difíceis e a incentivou a continuar buscando ajuda profissional.

“Uma pessoa absolutamente fundamental. Em nenhum momento meu filho desacreditou de mim, deixou a peteca cair, sabe? Até me emociono de falar. E ele sempre bancou.”

Ela também contou que recebeu apoio de Theo quando decidiu conversar com os médicos sobre a redução das medicações.

O vínculo familiar, segundo a atriz, foi um dos fatores que a motivaram a continuar o processo de recuperação.

Giulia Gam retoma carreira após anos afastada da televisão

Após um longo período longe das novelas, Giulia Gam começou a retomar seus trabalhos artísticos.

A atriz voltou aos palcos com “Senhora dos Afogados”, clássico de Nelson Rodrigues apresentado pelo Teatro Oficina, e participou da novela vertical “O acerto de contas das gêmeas trocadas”, do Globoplay.

Ela também integra o elenco de “Resposta ao Tempo”, série escrita por Lícia Manzo, com direção artística de Luisa Lima, ao lado de atrizes como Débora Bloch, Edvana Carvalho e Drica Moraes.

Na entrevista, Giulia descreveu a nova fase como um renascimento, marcado pela recuperação da autonomia e pelo reencontro com a profissão.

“Vivo esse renascimento mesmo, sou outra pessoa.”

Quais são os cuidados necessários com medicamentos psiquiátricos?

O relato de Giulia Gam reforça a importância do acompanhamento médico durante tratamentos que envolvem medicamentos para ansiedade, depressão e outras condições de saúde mental.

Antidepressivos, estabilizadores de humor e outros medicamentos podem trazer benefícios importantes, mas também podem provocar efeitos adversos que precisam ser avaliados individualmente.

Quando um paciente apresenta sonolência intensa, alterações emocionais ou outros sintomas que interferem na rotina, é importante comunicar essas mudanças ao profissional responsável pelo tratamento.

A interrupção repentina de determinados medicamentos pode provocar sintomas de retirada e outros riscos à saúde. Por isso, qualquer mudança de dose ou suspensão deve ser discutida com o médico.

No caso de Giulia, a decisão de rever o tratamento ocorreu após novas avaliações profissionais. A atriz destaca que sua experiência foi individual e que o uso de medicamentos continua sendo importante quando existe indicação clínica.

Ao tornar pública sua história, Giulia chama atenção para a necessidade de tratamentos individualizados, acompanhamento contínuo e diálogo entre pacientes e profissionais de saúde.

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