Mulher é presa após tentar matar faxineira a golpes de canivete

A mulher foi encaminhada à Delegacia de Três Corações e a vítima precisou ser levada à hospital, mas já recebeu alta. O caso segue em investigação
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Uma faxineira de 41 anos foi esfaqueada pela própria patroa enquanto realizava a limpeza de uma residência em Cambuquira, no Sul de Minas Gerais. O ataque aconteceu no sábado (17) e, segundo informações da Polícia Militar (PMMG), teria sido motivado por ciúmes. A suspeita, de 28 anos, foi presa após o crime.

A trabalhadora recebeu três golpes de canivete, que atingiram o tórax, o abdômen e uma das pernas. Ela foi encontrada pelos policiais sentada no sofá da residência, com sangramento intenso. Inicialmente, foi socorrida em estado grave, com risco de morte, e encaminhada ao Hospital Geral de Cambuquira.

Segundo informações divulgadas pelo jornal Estado de Minas nesta terça-feira (20), a vítima recebeu alta médica após o atendimento. A suspeita permanece presa preventivamente e é investigada por tentativa de homicídio qualificado.

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Faxineira foi atacada após discussão durante limpeza da casa

De acordo com o boletim de ocorrência, a discussão começou quando a faxineira pediu que a patroa lhe desse passagem para concluir a limpeza de um dos ambientes da residência.

A mulher teria se recusado a sair do local, o que levou a trabalhadora a procurar o companheiro da suspeita, de 65 anos, para pedir que ele interviesse.

O homem conversou com a esposa, que acabou permitindo a passagem da funcionária. Pouco tempo depois, entretanto, a suspeita teria se aproximado por trás da faxineira e desferido três golpes de faca.

A vítima foi atingida em regiões do corpo consideradas vulneráveis, incluindo o tórax e o abdômen.

O companheiro da investigada acionou a Polícia Militar e relatou que o ataque teria sido motivado por ciúmes.

Polícia encontrou faxineira com sangramento intenso

Quando os policiais chegaram à residência, localizada na região central de Cambuquira, encontraram a trabalhadora ferida e sentada no sofá da sala.

A vítima apresentava sangramento intenso e precisou de atendimento médico imediato.

Ela foi encaminhada ao Hospital Geral de Cambuquira, onde recebeu os primeiros cuidados. Na ocasião, os profissionais de saúde informaram à polícia que seu estado era grave e que havia risco de morte.

Posteriormente, o Estado de Minas informou que a paciente recebeu alta médica após passar por atendimento hospitalar.

Patroa foi encontrada com canivete e confessou agressão

Após o ataque, a suspeita deixou a residência e foi localizada por policiais militares na região central de Cambuquira. Segundo o registro policial, ela carregava uma faca e sacolas plásticas com manchas semelhantes a sangue.

A suspeita também apresentava cortes nos dedos, que, segundo a Polícia Militar, teriam sido provocados pela maneira como segurou a faca durante a agressão. Ela foi detida e encaminhada ao sistema prisional.

Ciúmes são apontados como possível motivação do crime

O companheiro da suspeita relatou à Polícia Militar que o ataque teria ocorrido por ciúmes. A versão também aparece entre as informações reunidas durante a investigação, embora os depoimentos apresentem divergências sobre as circunstâncias da agressão.

A faxineira contou que o desentendimento começou por causa de um pedido relacionado à limpeza da residência.

Já a investigada apresentou diferentes explicações sobre o episódio. Segundo o UOL, em depoimento à Polícia Civil, ela alegou ter agido em legítima defesa e negou que tivesse a intenção de matar a trabalhadora.

A Polícia Civil realizou trabalhos periciais no imóvel para reunir elementos que ajudem a esclarecer a dinâmica do ataque. A motivação e as circunstâncias do crime deverão ser analisadas ao longo da investigação e do processo judicial.

Justiça mantém prisão preventiva da suspeita

A mulher passou por audiência de custódia no domingo (18), um dia após o ataque. Durante a análise do caso, a Justiça manteve a prisão preventiva da investigada, considerando os elementos apresentados sobre a gravidade da ocorrência e os riscos relacionados à sua eventual liberdade.

A decisão foi tomada pelo juiz César Rodrigo Iotti, que confirmou a manutenção da custódia. O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado. A suspeita foi encaminhada à Penitenciária de Três Corações, também no Sul de Minas Gerais.

Defesa contesta versão apresentada sobre o ataque

Em manifestação divulgada pelo UOL, a defesa da investigada afirmou que os acontecimentos não ocorreram da maneira descrita nos relatos apresentados até então.

“No mais, o direito ao contraditório será oportunamente exercido nos autos.”

Os advogados também informaram, em declaração repercutida por veículos locais, que ainda não haviam tido acesso a determinados documentos médicos e periciais relacionados ao caso.

A prisão preventiva é uma medida cautelar e não representa condenação. A investigação deverá esclarecer as circunstâncias do ataque e a eventual responsabilidade criminal da suspeita.

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