Um homem de 42 anos foi preso pela Polícia Federal (PF), nessa terça-feira (20), em Montes Claros, no Norte de Minas Gerais, suspeito de envolvimento em um grupo que compartilhava e comercializava material de abuso sexual de crianças e adolescentes pela internet.
O investigado utilizava mecanismos de validação de contas em aplicativos de mensagens para dificultar sua identificação pelas autoridades. Durante a operação, agentes federais apreenderam celulares que serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações.
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Denúncia deu início à investigação em 2023
As investigações começaram em 2023, após uma organização não governamental (ONG) encaminhar uma denúncia ao Ministério Público Federal (MPF).
Segundo as informações da Polícia Federal, a entidade relatou a existência de um grupo em um aplicativo de mensagens utilizado para compartilhar e comercializar arquivos contendo material de abuso sexual de crianças e adolescentes.
A partir da denúncia, os investigadores iniciaram os levantamentos para identificar os envolvidos. Entre os suspeitos estava o homem de 42 anos, localizado em Montes Claros.
Suspeito tentava dificultar identificação na internet
Durante as investigações, a Polícia Federal identificou que o homem utilizava mecanismos de validação de contas em aplicativos de mensagens, estratégia que dificultava o trabalho de identificação no ambiente virtual.
Na manhã de terça-feira (20), agentes federais realizaram buscas contra o investigado e apreenderam aparelhos celulares.
Os dispositivos serão analisados por peritos da corporação. O objetivo é aprofundar a apuração sobre a atuação do suspeito e esclarecer seu possível envolvimento nas atividades criminosas investigadas.
Até a divulgação das informações, não haviam sido informados o número de integrantes do grupo, a quantidade de arquivos investigados nem a existência de outras prisões relacionadas ao caso.
Polícia Federal orienta pais sobre riscos na internet
A Polícia Federal também chamou a atenção para a importância de pais e responsáveis acompanharem o acesso de crianças e adolescentes à internet. A orientação busca reduzir a exposição de menores a situações de risco no ambiente digital e ajudar na prevenção de crimes sexuais.
A investigação continua para esclarecer a participação do suspeito e possíveis outras condutas criminosas.