Queda de helicóptero com Rick Sollo: investigação foca em celulares

Polícia Civil e Cenipa investigam celulares para esclarecer as causas da tragédia em Urubici que vitimou Rick Sollo e outros quatro.
Redação NC News
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Um mês após a queda do helicóptero Bell 430 que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas na região de Santa Bárbara, interior de Urubici, na Serra de Santa Catarina, a Polícia Civil aposta na perícia de três celulares encontrados entre os destroços como possível chave para entender os últimos minutos do voo.

O que se sabe sobre a investigação do acidente que matou Rick Sollo?

A investigação do acidente que matou Rick Sollo e mais quatro pessoas está em fase de coleta e análise de provas, sem conclusão sobre a causa da queda. A Polícia Civil de Santa Catarina aguarda decisão da Justiça para quebrar o sigilo de um dos celulares encontrados no local, apreendido ainda no atendimento inicial da ocorrência.

Outros dois aparelhos, bastante danificados, foram localizados depois, durante os trabalhos de retirada de partes da aeronave. Todos serão encaminhados à Polícia Científica para extração de dados. A expectativa dos investigadores é encontrar possíveis áudios, vídeos, mensagens ou dados de geolocalização que ajudem a reconstruir a dinâmica do voo e o que aconteceu instantes antes do impacto.

Paralelamente, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira, conduz a apuração técnica. O órgão já realizou a chamada Ação Inicial no ponto da queda, recolhendo partes da estrutura do Bell 430, analisando os dois motores Rolls-Royce – que foram retirados do local no início de outubro – e avaliando fatores meteorológicos e operacionais do trajeto.

Em nota, o Cenipa informou que “a investigação será concluída no menor prazo possível, considerando a complexidade da ocorrência e a necessidade de identificação dos possíveis fatores contribuintes. Quando concluída, o Relatório Final será publicado no site do Cenipa, acessível a toda a sociedade”. Esse relatório deve trazer as conclusões técnicas e recomendações de segurança para prevenir novos acidentes, mas ainda não há prazo divulgado.

Entenda o contexto

O helicóptero modelo Bell 430, prefixo PP-MGR, desapareceu na tarde de 21 de setembro depois de decolar pela manhã de Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina, com destino a São Joaquim, na Serra. O percurso previsto era de cerca de 190 quilômetros.

A bordo estavam o cantor sertanejo Rick Sollo, da dupla Rick e Renner; o empresário e influenciador Bruno Avelar; o videomaker Paulo Soares; o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo; e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. No dia seguinte, 22 de setembro, equipes de busca localizaram os corpos das cinco vítimas e os destroços da aeronave em uma área de difícil acesso, em meio a montanhas, planícies e mata fechada no interior de Urubici.

Além da investigação técnica, a Polícia Civil conduz um inquérito para apurar eventuais responsabilidades criminais. Os dois trabalhos correm de forma independente, mas com troca de informações técnicas. Não há, por enquanto, indicação oficial de falha humana, problema mecânico ou fator climático como causa predominante.

Helicóptero segue entre os destroços na Serra catarinense

Mesmo um mês após a tragédia, grande parte da estrutura do helicóptero continua no ponto do impacto, em Urubici. A remoção total dos destroços depende de licenças ambientais e regulatórias, que ainda não foram completamente liberadas, segundo a empresa responsável pela aeronave.

De acordo com normas do Comando da Aeronáutica, cabe ao proprietário ou operador organizar a retirada da fuselagem, o recolhimento de eventual carga e a limpeza da área. Enquanto isso não acontece, a região segue isolada para preservar vestígios importantes para a perícia e minimizar riscos ambientais.

Na prática, essa permanência prolongada do helicóptero na Serra afeta o entorno, mantém a rotina de moradores atravessada pela presença de equipes e dificulta o encerramento simbólico do caso para as famílias, que ainda aguardam laudos e conclusões oficiais.

Onde foi encontrado o helicóptero que caiu com Rick Sollo?

O helicóptero que caiu com Rick Sollo foi encontrado em uma área de difícil acesso na região de Santa Bárbara, no interior de Urubici, na Serra de Santa Catarina. Os destroços estavam espalhados por um terreno acidentado, que combina montanhas, áreas mais planas e mata fechada.

O ponto da queda fica afastado de áreas urbanas, o que dificultou as buscas no primeiro dia após o desaparecimento da aeronave. As equipes de resgate localizaram os corpos das cinco vítimas e partes significativas da estrutura do Bell 430 no dia seguinte ao sumiço, a partir de sobrevoos e informações de moradores.

Desde então, o local segue sob monitoramento de órgãos de segurança e de investigadores, enquanto prossegue o processo para retirada completa dos destroços.

Qual é o nome verdadeiro do Rick Sollo?

O nome verdadeiro de Rick Sollo não foi informado pelas fontes consultadas para esta reportagem. A identificação civil completa do cantor, assim como dados usados em páginas de biografia e em plataformas de busca, não constam dos documentos oficiais divulgados sobre o acidente em Urubici.

Neste momento, as informações confirmadas pelas autoridades se concentram nas circunstâncias da queda do helicóptero e no andamento das investigações, sem detalhar registros de cartório ou dados pessoais além do nome artístico pelo qual o sertanejo ficou conhecido na dupla Rick e Renner.

Quantos filhos Rick Sollo tinha?

O número de filhos de Rick Sollo não é informado nos materiais oficiais e nas informações disponíveis sobre o acidente que vitimou o cantor. Não há, nas comunicações das autoridades ou em documentos referentes à investigação, dados que detalhem a estrutura familiar do artista.

Questões como filhos, patrimônio de Rick Sollo, relação com a esposa ou detalhes de sua fortuna seguem no campo da curiosidade do público, mas não fazem parte dos laudos e notas focadas na queda do helicóptero e na apuração das causas da tragédia na Serra catarinense.

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