Quem é Malévola Alves? Influenciadora detida no Egito já foi presa e se envolveu em confusões em SP

Brasileira de 22 anos ganhou fama nas redes sociais e protagonizou episódios em uma casa noturna e durante apresentação de musical; nesta quarta-feira (21), foi liberada no Egito após pagamento de fiança.
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A influenciadora digital Malévola Alves, de 22 anos, voltou ao centro das atenções após ser detida no Egito, na terça-feira (20), durante uma viagem com a amiga Bruna Mercatelli. Conhecida por vídeos de humor, beleza e situações do cotidiano, a brasileira já havia se envolvido em outras polêmicas em São Paulo, incluindo uma prisão em flagrante e uma discussão durante a apresentação de um musical.

O nome verdadeiro da influenciadora é Mariana Alves Gadelha Pereira. Malévola é uma mulher trans que reúne centenas de milhares de seguidores nas redes sociais e ganhou notoriedade por publicações sobre sua rotina, viagens e desentendimentos com personalidades da internet.

Nesta quarta-feira (21), Malévola e Bruna foram liberadas pelas autoridades egípcias após o pagamento de uma fiança de aproximadamente R$ 10,1 mil. Apesar da soltura, a defesa ainda busca esclarecimentos sobre possíveis restrições à saída das brasileiras do país.

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Quem é Malévola Alves?

Malévola Alves é uma influenciadora brasileira de 22 anos que ganhou popularidade ao compartilhar vídeos de humor, conteúdos sobre moda, beleza e situações de sua vida pessoal.

Nas redes sociais, também ficou conhecida por comentários sobre celebridades e discussões públicas com outras personalidades, incluindo a cantora Jojo Todynho e o funkeiro MC Paiva.

Antes da repercussão internacional envolvendo sua detenção no Egito, a influenciadora já havia protagonizado episódios que chamaram a atenção do público e das autoridades em São Paulo.

Influenciadora foi presa após confusão em casa noturna de SP

Em 30 de agosto de 2026, Malévola Alves foi presa em flagrante após uma confusão em uma casa noturna da capital paulista.

Segundo informações da Corregedoria da Polícia Civil, a influenciadora foi autuada por suspeita de lesão corporal e desacato contra uma policial civil.

Um homem que também estava envolvido na ocorrência foi preso por suspeita de se apresentar como policial sem integrar a corporação.

Os dois foram liberados após o pagamento de fiança. Na época, Malévola afirmou nas redes sociais que havia pago R$ 1.600 para deixar a delegacia.

A defesa apresentou uma versão diferente sobre o episódio. Segundo os advogados, a influenciadora e seus amigos receberam autorização para permanecer em um camarote, mas posteriormente foram abordados por outro funcionário, que exigiu a saída do grupo.

Os representantes da brasileira alegaram que a abordagem foi agressiva e que ela sofreu ferimentos no rosto durante a confusão.

A prisão em flagrante não significa condenação. Não há informação confirmada sobre uma sentença judicial relacionada ao caso.

Malévola relatou transfobia durante musical Wicked

Outro episódio que ganhou repercussão aconteceu em março de 2025, durante uma apresentação do musical Wicked, em São Paulo.

Na ocasião, Malévola afirmou ter sido vítima de transfobia enquanto aguardava atendimento na fila de pipoca do teatro.

Segundo seu relato, uma mulher teria se referido a ela como homem, provocando uma discussão entre as duas.

A situação levou ao acionamento da Polícia Militar e ganhou repercussão nas redes sociais.

A atriz Fabi Bang, que interpretava Glinda na montagem brasileira do espetáculo, manifestou apoio à influenciadora e criticou atitudes discriminatórias.

O episódio gerou debates sobre respeito à identidade de gênero e discriminação em espaços públicos.

Por que Malévola Alves foi detida no Egito?

A detenção mais recente ocorreu na terça-feira (20), na cidade de Alexandria, durante uma viagem turística.

De acordo com o Ministério do Interior do Egito, Malévola e Bruna Mercatelli são investigadas por supostas insinuações sexuais e assédio a pessoas em espaços públicos.

As autoridades egípcias afirmaram que vídeos publicados nas redes sociais mostrariam as brasileiras fazendo gestos de conotação sexual e abordando pedestres.

O governo também declarou que as duas teriam admitido a produção dos conteúdos para aumentar o número de visualizações de seus perfis.

Essas informações representam a versão apresentada pelas autoridades locais e não constituem uma condenação judicial.

Antes da confirmação oficial da detenção, Malévola publicou mensagens relatando que policiais haviam interrompido um passeio turístico e recolhido os passaportes das duas.

A influenciadora também afirmou que os agentes fizeram perguntas sobre sua identidade de gênero.

Malévola e amiga são liberadas após pagamento de fiança

Nesta quarta-feira (21), a defesa confirmou que Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram liberadas após o pagamento de 110 mil libras egípcias, valor equivalente a aproximadamente R$ 10,1 mil.

O advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa da influenciadora, informou que a equipe jurídica acompanha os procedimentos necessários para viabilizar o retorno das brasileiras.

Apesar da liberação, ainda não existe confirmação sobre quando as duas poderão deixar o território egípcio.

A defesa mantém contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e busca esclarecimentos sobre eventuais restrições legais.

Entenda os riscos para pessoas LGBTQIA+ no Egito

A detenção das influenciadoras também provocou preocupação em razão da situação dos direitos da população LGBTQIA+ no Egito.

Embora a legislação egípcia não criminalize expressamente a identidade de gênero trans, dispositivos relacionados à moralidade pública são utilizados em investigações e processos envolvendo integrantes dessa população.

Organizações internacionais de direitos humanos denunciam episódios de discriminação, perseguição e detenções de pessoas LGBTQIA+ no país.

No caso de Malévola e Bruna, as autoridades egípcias atribuem a investigação ao conteúdo dos vídeos divulgados nas redes sociais.

A defesa acompanha o caso para assegurar os direitos das brasileiras e verificar se elas poderão retornar ao Brasil após a liberação mediante fiança.

O que acontece agora?

A principal preocupação da defesa é confirmar se existem impedimentos legais para a saída das duas influenciadoras do Egito.

Até esta quarta-feira (21), não havia uma data oficial divulgada para o retorno ao Brasil.

A liberação mediante fiança não significa necessariamente o encerramento da investigação. Eventuais desdobramentos dependerão das decisões das autoridades egípcias.

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