Flamengo denuncia vandalismo após Vasco x Boca e prejuízo supera R$ 300 mil no Rio

Consórcio responsável pelo estádio contabilizou 489 cadeiras danificadas, além de banheiros e bebedouros quebrados; administração promete buscar ressarcimento.
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O Flamengo denunciou atos de vandalismo no Maracanã após a partida entre Vasco e Boca Juniors, disputada na terça-feira (20), pela semifinal da Copa Sul-Americana. Segundo o clube e o consórcio responsável pela administração do estádio, centenas de cadeiras foram quebradas, além de danos em banheiros, bares e estruturas de acesso.

A denúncia foi divulgada na quarta-feira (21), poucas horas antes do confronto entre Flamengo e Estudiantes, pela semifinal da Libertadores. Na quinta-feira (22), uma atualização do levantamento apontou 489 cadeiras danificadas e um prejuízo superior a R$ 300 mil.

A administração do Maracanã informou que mobilizou uma força-tarefa para recuperar as instalações e garantir a realização da partida seguinte. Também anunciou que adotará medidas para buscar o ressarcimento dos prejuízos.

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Flamengo denuncia vandalismo após jogo do Vasco no Maracanã

O Flamengo divulgou uma nota oficial na quarta-feira (21) afirmando ter recebido informações do Consórcio Maracanã sobre depredações registradas depois do confronto entre Vasco e Boca Juniors.

A partida, realizada na noite anterior, terminou com vitória do Boca Juniors por 3 a 1 e a eliminação do Vasco na semifinal da Copa Sul-Americana.

De acordo com o comunicado rubro-negro, parte dos torcedores presentes danificou estruturas do estádio, incluindo assentos, banheiros, bares e áreas de circulação.

O clube classificou os episódios como atos de vandalismo e manifestou preocupação com o estado das instalações antes de seu compromisso pela Libertadores.

Na ocasião, o Flamengo destacou o trabalho das equipes de manutenção, que passaram a madrugada realizando reparos.

Prejuízo no Maracanã ultrapassa R$ 300 mil

Na quinta-feira (22), o consórcio Fla-Flu Serviços divulgou um balanço atualizado dos danos identificados durante a vistoria.

O levantamento contabilizou 489 cadeiras danificadas, das quais 47 estavam no setor destinado à torcida visitante.

Além dos assentos, foram registrados danos em oito vasos sanitários, dois bebedouros, duas torneiras, duas descargas, duas saboneteiras e oito corrimãos.

Outras estruturas também apresentaram problemas, e a equipe de manutenção continuou avaliando danos à pintura e à sinalização do estádio.

Segundo a administração, o prejuízo financeiro já ultrapassava R$ 300 mil.

O valor ainda poderia aumentar com a conclusão das inspeções, especialmente nas áreas afetadas pela colagem de adesivos e por danos à sinalização.

Consórcio promete buscar ressarcimento pelos danos

A administração do Maracanã informou que pretende adotar as medidas cabíveis para obter o ressarcimento integral dos prejuízos.

A medida envolve a apuração dos danos materiais e a identificação das responsabilidades pelos episódios registrados após a partida.

O levantamento divulgado pelo consórcio não atribuiu todos os estragos exclusivamente aos torcedores do Vasco.

Das 489 cadeiras danificadas, 47 estavam no setor visitante, ocupado por torcedores do Boca Juniors.

Por isso, a identificação dos responsáveis por cada dano depende de apuração específica.

Até a atualização divulgada na quinta-feira, não havia sido informado publicamente um valor definitivo para os reparos.

Equipes trabalharam para recuperar estádio antes de Flamengo x Estudiantes

A proximidade entre os dois jogos aumentou a preocupação da administração do Maracanã.

Vasco e Boca Juniors se enfrentaram na terça-feira (20), enquanto Flamengo e Estudiantes tinham compromisso marcado para quinta-feira (22).

O intervalo inferior a 48 horas exigiu uma operação de manutenção para recuperar os setores afetados e preparar o estádio para receber novamente um grande público.

Na quarta-feira, funcionários já trabalhavam na reposição de cadeiras e na organização das instalações.

O Flamengo havia informado que todos os ingressos para a semifinal da Libertadores estavam esgotados, com expectativa de mais de 70 mil torcedores.

Apesar dos danos, o confronto contra o Estudiantes foi realizado no Maracanã na noite de quinta-feira.

O Flamengo empatou por 0 a 0 e acabou eliminado nos pênaltis, por 3 a 2.

Vasco e Flamengo travaram disputa pelo uso do Maracanã

A partida entre Vasco e Boca Juniors aconteceu depois de uma disputa judicial envolvendo o direito de utilização do Maracanã.

Flamengo e Fluminense, responsáveis pela concessão do estádio, haviam apresentado objeções à realização do confronto no local.

Entre os argumentos utilizados estava a preocupação com as condições do gramado, considerando a sequência de jogos decisivos.

O Vasco recorreu à Justiça e conseguiu autorização para mandar a semifinal da Sul-Americana no Maracanã.

Antes da partida, torcedores vascaínos também realizaram manifestações nos arredores do estádio, com faixas e mensagens dirigidas aos rivais.

Uma delas afirmava que o Maracanã deveria ser compartilhado entre os clubes.

A disputa pelo uso do estádio já vinha provocando divergências entre as diretorias e ganhou um novo capítulo com a divulgação dos danos materiais.

Vasco decide mandar próximo clássico no Nilton Santos

Nesta sexta-feira (23), o Vasco confirmou que o próximo clássico contra o Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, será disputado no Estádio Nilton Santos.

O clube informou que pretendia realizar a partida em São Januário, mas não obteve as autorizações necessárias da polícia e da Confederação Brasileira de Futebol.

Diante disso, a direção vascaína optou pelo estádio do Botafogo.

O presidente da Assembleia Geral do Vasco, Alan Belaciano, também ironizou a preocupação manifestada anteriormente pelo consórcio com as condições do gramado do Maracanã.

A escolha do Nilton Santos ocorre em meio ao desgaste nas relações entre os clubes sobre a utilização do principal estádio do Rio de Janeiro.

Quem será responsabilizado pelos danos ao Maracanã?

A administração do estádio anunciou que buscará ressarcimento, mas a definição de responsabilidades ainda depende da identificação dos autores das depredações.

O balanço divulgado até agora permite dimensionar parte dos estragos, mas não estabelece individualmente quem danificou cada estrutura.

A presença de torcedores das duas equipes em setores diferentes também exige cuidado na atribuição dos danos.

O caso reacende o debate sobre segurança, preservação do patrimônio e responsabilidades em partidas de grande público.

Enquanto a administração trabalha na recuperação das instalações, o levantamento dos prejuízos continua para determinar o custo total das depredações.

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