A ex-deputada federal e jornalista Joice Hasselmann , ex-líder do governo Bolsonaro, declarou que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). O anúncio foi feito na quinta-feira (22), em depoimento nas redes sociais, e vem depois do rompimento dela com Jair Bolsonaro e antigos aliados do bolsonarismo. Joice acusa Bolsonaro de tentar matá-la.
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Entenda o que aconteceu
Joice, que foi líder do governo Bolsonaro na Câmara, disse que, apesar do histórico de oposição ao PT, considera a defesa das regras democráticas um fator decisivo neste momento. Ao explicar a escolha, afirmou:
”Entre discordar e o mal maior, eu fico com as regras do jogo. Eu voto em Lula.”
Quem é Joice Hasselmann
Joice ganhou projeção nacional em 2018, quando foi eleita deputada federal por São Paulo com mais de 1 milhão de votos, pelo então PSL, partido ao qual Bolsonaro também era filiado na época. No ano seguinte, assumiu a liderança do governo na Câmara dos Deputados, função que exerceu até outubro de 2019.
O rompimento com Bolsonaro
No vídeo, a ex-deputada relembrou o apoio que deu a Jair Bolsonaro na campanha de 2018. Segundo ela, a percepção sobre o governo mudou já no primeiro ano de mandato, quando passou a criticar o então presidente e integrantes de seu entorno.
Tentativa de assassinato?
A ex-deputada federa acusa o ex-presidente Jair Bolsonaro de ter sido o mandante da agressão física brutal que ela sofreu em julho de 2021, em Brasília. Ela afirmou categoricamente:
“Bolsonaro tentou me matar”, afirmou Joice.
Em julho de 2021, Joice foi encontrada gravemente ferida em seu apartamento funcional em Brasília. Na ocasião, ela apresentou cinco fraturas no rosto e uma na coluna. Embora o episódio tenha sido alvo de investigações policiais na época, Joice agora aponta diretamente o ex-presidente como a pessoa que ordenou o ataque
Rompimento e denúncias de golpe
Ex-líder do governo no Congresso, Joice rompeu com o bolsonarismo ainda no primeiro ano de mandato, após alegar ter conhecido de perto o núcleo familiar do ex-presidente. Ela afirma que, após o rompimento, passou a sofrer perseguições e ataques sistemáticos à sua reputação. Ela também declarou que, em 2019, chegou a denunciar ao STF a existência de uma minuta de golpe de Estado.