A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou que o Brasil enfrenta riscos à democracia durante entrevista exclusiva ao NC News, neste sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo. A declaração ocorreu durante o último ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Ao comentar a mobilização de apoiadores, Tebet destacou a presença de jovens, mulheres, trabalhadores e pessoas idosas. A ex-ministra afirmou que a participação de diferentes grupos sociais demonstra, em sua avaliação, a preocupação da população com os rumos políticos do país. Ela também defendeu a candidatura de Lula e dirigiu uma mensagem aos eleitores que ainda não decidiram o voto.
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Simone Tebet alerta para riscos à democracia
Durante a entrevista exclusiva ao NC News, Simone Tebet afirmou que a mobilização na Avenida Paulista representava, em sua avaliação, uma demonstração de preocupação com o futuro da democracia brasileira.
“O maior ato da história desde a redemocratização significa que o povo sabe o risco que nós estamos correndo. A juventude, as mulheres, os trabalhadores e as pessoas com 70 anos ou mais estão aqui para dizer que o Brasil é dos brasileiros e eles não passarão. Democracia não se negocia e nenhum direito a menos”, declarou.
A afirmação de que a manifestação seria a maior desde a redemocratização foi feita pela própria ex-ministra. Não foi apresentada uma contagem oficial de público que permitisse confirmar essa comparação histórica.
A entrevista ocorreu durante a mobilização de encerramento da campanha de Lula em São Paulo, que reuniu apoiadores e aliados políticos na Avenida Paulista.
Tebet faz apelo aos eleitores indecisos
Questionada sobre a mensagem que gostaria de transmitir aos brasileiros ainda indecisos, Tebet pediu que os eleitores refletissem sobre o futuro do país antes de definir o voto.
“Eu peço a vocês que votem por vocês, votem pelos seus filhos, votem pelo futuro, mas votem pelo Brasil. Votem por quem tem amor no coração e ama o povo brasileiro. Votem pela democracia e votem pelo Brasil”, afirmou.
A ex-ministra também recomendou que os eleitores busquem informações sobre os candidatos e comparem suas propostas e posições políticas.
“A vocês que estão em dúvida, reflitam, deem um Google e comparem. Do lado de cá é educação, do lado de lá é arma; do lado de lá é censura, do lado de cá é cultura. Do lado de lá negam a ciência e a vacina, do lado de cá é ciência”, declarou.
As comparações feitas por Tebet expressam seu posicionamento político em apoio à candidatura de Lula e suas críticas ao campo adversário.
Ex-ministra defende inclusão social
Ao concluir a entrevista, Simone Tebet afirmou que considera a inclusão social uma das principais diferenças entre os projetos políticos em disputa no segundo turno.
“Do lado de lá é um Brasil para poucos; do lado de cá é um Brasil inclusivo, generoso, que abraça a todos os brasileiros”, disse.
A declaração foi feita na reta final da campanha presidencial, durante a mobilização de apoiadores do presidente na capital paulista.
Lula encerra campanha na Avenida Paulista
O ato na Avenida Paulista marcou o encerramento das atividades de campanha de rua de Luiz Inácio Lula da Silva antes do segundo turno.
A mobilização contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), da primeira-dama Janja Lula da Silva e de outras lideranças políticas que apoiam a candidatura do presidente.
Antes de chegar a São Paulo, Lula participou de uma manifestação na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, durante a manhã deste sábado.
Segundo turno acontece neste domingo
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 será realizado neste domingo, 25 de outubro.
Os eleitores escolherão entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A votação ocorrerá das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
A Justiça Eleitoral orienta os eleitores a consultarem antecipadamente seus locais de votação pelo aplicativo e-Título ou pelos serviços disponíveis no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A apuração começará após o encerramento da votação, com divulgação dos resultados oficiais pela Justiça Eleitoral.