A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) votou na manhã deste domingo (25), em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e avaliou a atuação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais. A parlamentar elogiou a mobilização digital realizada no segundo turno, mas considerou que a estratégia poderia ter sido adotada ainda na primeira etapa da eleição.
Em entrevista após votar, Ana Elisa afirmou que o uso das plataformas digitais representou uma mudança na comunicação política do PT e de outros setores da esquerda. Para ela, a experiência mostrou possibilidades de mobilização que não haviam sido suficientemente exploradas anteriormente.
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A deputada federal eleita destacou a importância das ferramentas digitais para a comunicação eleitoral e afirmou que o PT passou a compreender melhor o potencial dessas plataformas durante o segundo turno.
Na avaliação da parlamentar, a dificuldade enfrentada anteriormente pela esquerda não estava necessariamente ligada ao perfil ideológico dos usuários, mas à forma como as ferramentas eram utilizadas pelas campanhas.
Ela afirmou que a experiência de 2026 pode influenciar a atuação de partidos e candidatos em futuras disputas eleitorais. A avaliação, no entanto, representa a percepção da parlamentar e não constitui uma medição independente da eficácia da campanha.
Deputada afirma que estratégia poderia ter começado antes
Apesar de elogiar a mobilização, Ana Elisa reconheceu que o trabalho digital poderia ter sido iniciado com maior antecedência.
Segundo ela, as campanhas do primeiro e do segundo turno apresentam dinâmicas diferentes, especialmente em disputas com pequenas diferenças entre os candidatos.
A parlamentar relatou que a intensificação das atividades ocorreu logo após a votação de 4 de outubro, quando foi definido o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL).
“Fizemos um trabalho excelente. Espero que a população tenha reconhecido nosso esforço”, declarou Ana Elisa ao avaliar as ações desenvolvidas.
Mobilização passou por diferentes estados
A deputada federal eleita afirmou ter percorrido cinco estados brasileiros durante a última semana da campanha para participar de atividades relacionadas à comunicação e à mobilização política.
Entre os locais mencionados por ela estão João Pessoa, na Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
Ana Elisa também relatou contatos indiretos com Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação da campanha de Lula, por meio de integrantes da equipe.
Ela citou ainda o deputado federal André Janones e João Manoel entre os participantes das iniciativas de comunicação digital que, em sua avaliação, contribuíram para a mobilização.
Redes sociais ganharam destaque na disputa presidencial
O segundo turno das eleições de 2026 foi marcado pela presença de campanhas e grupos de apoiadores em redes sociais e aplicativos de mensagens.
Entre as iniciativas de maior repercussão estão o canal “Exército do Lula”, associado à mobilização organizada por André Janones, e a “Tropa do Flávio”, criada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Os canais passaram a concentrar milhões de seguidores e foram utilizados para distribuir conteúdos, divulgar agendas e incentivar a participação de apoiadores nas atividades de campanha.
As iniciativas também estiveram envolvidas em questionamentos apresentados à Justiça Eleitoral sobre propaganda política e circulação de conteúdos nas plataformas digitais.
Embora o alcance das publicações permita observar o volume de interações, o número de seguidores não equivale à intenção de voto nem comprova, isoladamente, o impacto das estratégias sobre o resultado eleitoral.
Segundo turno ocorre neste domingo
Os brasileiros comparecem às urnas neste domingo (25) para decidir a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Após o encerramento, a Justiça Eleitoral realiza a totalização dos votos e divulga os resultados pelos canais oficiais.
As informações sobre a votação e a apuração podem ser acompanhadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).