O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro apresente seus passaportes e o proibiu de deixar o Brasil. Segundo o próprio senador, a decisão levou em consideração uma declaração feita por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, dois dias antes do segundo turno das eleições presidenciais.
Na sexta-feira (23), durante uma entrevista a um podcast dos Estados Unidos, Eduardo afirmou que apoiaria a saída do irmão do Brasil caso ele perdesse a disputa pela Presidência para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na mesma conversa, o ex-deputado sugeriu o envio de fuzileiros navais norte-americanos ao Brasil e voltou a questionar a segurança das urnas eletrônicas, além de defender a adoção do voto impresso. Ele não apresentou provas de irregularidades no sistema eleitoral.
Flávio afirma que vai cumprir a determinação
Nesta segunda-feira (26), Flávio relatou nas redes sociais que foi abordado pela Polícia Federal ao sair da residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. Ele afirmou que recebeu a ordem para entregar os documentos e que está impedido de viajar para fora do país.
O senador declarou que nunca teve intenção de deixar o Brasil. Em nota, sua equipe confirmou que ele cumprirá a determinação judicial.
Eduardo Bolsonaro foi condenado pelo STF
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em junho de 2026, a Primeira Turma do STF o condenou a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, em razão de sua atuação para pressionar autoridades brasileiras por meio de medidas adotadas pelo governo norte-americano.