O Flamengo tenta reverter nos tribunais esportivos a eliminação para o Estudiantes na semifinal da Copa Libertadores de 2026. Após dois empates sem gols e derrota nos pênaltis no Maracanã, o clube carioca apresentou uma reclamação à Conmebol questionando a escalação do zagueiro argentino Marcos Rojo no jogo de volta.
O caso envolve a inscrição do defensor, que havia sido recusada pela Conmebol antes de uma decisão provisória do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) autorizar sua participação. A discussão agora é se a utilização do jogador pode gerar consequências esportivas para o Estudiantes, incluindo uma possível derrota por 3 a 0 prevista no regulamento para determinadas situações de escalação irregular.
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Por que o Flamengo questiona a escalação de Marcos Rojo?
A controvérsia começou quando o Estudiantes pediu à Conmebol, em outubro, a inclusão de Marcos Rojo na lista de jogadores da Libertadores, em substituição a um atleta lesionado. O pedido foi recusado nos dias 14 e 15 de outubro, após consulta à FIFA. Um dos pontos discutidos era o fechamento da janela de transferências argentina.
O Estudiantes recorreu ao TAS para tentar obter autorização para utilizar o zagueiro na semifinal. Em 21 de outubro, o tribunal concedeu uma medida cautelar que permitiu a inclusão provisória do jogador na lista da competição. Com isso, Rojo ficou à disposição da equipe para o confronto de volta, disputado no dia seguinte.
Em nota divulgada após a eliminação, o Flamengo esclareceu que não iniciou o procedimento que discutia a inscrição do defensor. O clube afirmou que foi incluído no processo após o recurso apresentado pelo Estudiantes e que, antes da partida, comunicou que formalizaria uma reclamação caso o argentino entrasse em campo.
O que pode acontecer no julgamento?
O Flamengo fundamenta sua reclamação no artigo 24.1 do Código Disciplinar da Conmebol, que prevê consequências esportivas para a utilização de jogador inelegível, conforme as condições estabelecidas no regulamento. O clube busca uma decisão que possa alterar o resultado esportivo do confronto com o Estudiantes.
A autorização concedida pelo TAS foi provisória e não representa uma decisão definitiva sobre a regularidade da inscrição de Rojo. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o tribunal não afastou antecipadamente a possibilidade de consequências esportivas no julgamento final.
O desfecho, portanto, depende da análise das regras de inscrição, do alcance da medida cautelar e dos argumentos apresentados pelas partes. Uma eventual mudança na classificação não pode ser tratada como certa antes de uma decisão oficial.
Quem está na final da Libertadores 2026?
O Estudiantes avançou em campo após dois empates por 0 a 0 contra o Flamengo e vitória por 3 a 2 na disputa de pênaltis no Maracanã. O Palmeiras também garantiu sua classificação para a decisão, depois de eliminar o Fluminense.
A final da Libertadores está marcada para 28 de novembro de 2026, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Até que haja uma decisão oficial que altere a classificação, o Estudiantes permanece como o adversário do Palmeiras na decisão.
Prazo curto para definir o caso
A proximidade da final aumenta a pressão por uma resolução. Flamengo e Estudiantes têm interesses opostos no processo, enquanto o Palmeiras acompanha o caso porque uma eventual mudança de classificação alteraria o planejamento para a decisão continental.
Além da análise da Conmebol, o caso pode envolver novas etapas no TAS, dependendo dos recursos apresentados e dos procedimentos aplicáveis. Até a conclusão do julgamento, a disputa jurídica não equivale a uma mudança oficial no resultado da semifinal.
A questão central será determinar se a participação de Marcos Rojo, autorizada provisoriamente pelo TAS, respeitou as regras aplicáveis e quais efeitos esportivos podem decorrer da decisão final.