Polícia faz buscas por Maria do Carmo e integrantes de campanha após denúncia de Omar Aziz

Operação ocorre em Manaus e São Paulo e investiga vídeos divulgados durante a campanha eleitoral; jornalista Jefferson Coronel nega envolvimento na produção do material.
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A Polícia Civil do Amazonas realiza, nesta quinta-feira (29), uma operação com diligências em endereços ligados à ex-candidata ao governo do estado Maria do Carmo (PL), ao jornalista Jefferson Coronel e ao publicitário George Wilde. As buscas ocorrem em Manaus e São Paulo e estão relacionadas a uma investigação sobre vídeos divulgados durante a campanha eleitoral de 2026.

Segundo informações publicadas pelo BNC Amazonas e repercutidas por outros veículos locais, a apuração começou após uma denúncia do governador eleito Omar Aziz (PSD) sobre conteúdos que circularam na reta final do segundo turno e atingiram ele e seus familiares.

Um dos vídeos investigados associava Aziz a uma acusação de pedofilia e utilizava imagens do político ao lado da filha, que é menor de idade. A investigação apura possíveis violações ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Até a publicação das primeiras informações, não havia confirmação de prisões.

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Onde a Polícia Civil realiza as diligências?

Em Manaus, policiais estiveram em um endereço na Avenida Guilherme Paraense, no bairro Adrianópolis, que constava como ligado a Maria do Carmo. No local, encontraram um escritório de advocacia, e as equipes buscavam confirmar o endereço atual da ex-candidata, conforme relato do BNC Amazonas.

Outra diligência ocorreu no residencial Bellagio, na Rua Maceió, também em Adrianópolis, em endereço associado ao jornalista Jefferson Coronel, que integrou a equipe da campanha do PL.

Em São Paulo, a operação alcançou um endereço ligado ao publicitário George Wilde, apontado como responsável pela estratégia de marketing eleitoral da campanha de Maria do Carmo.

Até o momento, a íntegra das decisões judiciais que autorizaram as diligências não havia sido divulgada nas reportagens consultadas. Também não havia confirmação pública sobre a eventual apreensão de materiais ou sobre a situação jurídica individual dos envolvidos.

Vídeos contra Omar Aziz motivaram denúncia

A investigação está relacionada a uma denúncia apresentada por Omar Aziz após a circulação de vídeos com acusações contra ele e sua família durante a disputa pelo governo do Amazonas, especialmente nos últimos dias antes do segundo turno, realizado em 25 de outubro.

Um dos conteúdos questionados utilizava imagens de Aziz com a filha menor de idade e o associava a uma acusação de pedofilia. A polícia apura possíveis violações aos direitos protegidos pelo ECA, mas a responsabilidade pela criação, autorização ou divulgação do material ainda depende da investigação.

Após a vitória eleitoral, Aziz afirmou que ele e seus familiares haviam sido alvo de ataques e anunciou que buscaria medidas judiciais contra os responsáveis. O governador eleito defendeu que críticas a agentes públicos não deveriam envolver crianças ou outros familiares que não participam diretamente da disputa política.

Jefferson Coronel nega participação na produção dos vídeos

Antes da operação, Jefferson Coronel publicou um pronunciamento nas redes sociais em que negou envolvimento na elaboração dos vídeos questionados por Aziz.

O jornalista afirmou que foi contratado pela campanha de Maria do Carmo para atuar na assessoria de imprensa e na preparação da candidata para debates eleitorais. Segundo sua versão, a produção de vídeos e peças publicitárias não fazia parte de suas atribuições.

Coronel também disse que não teve acesso antecipado aos conteúdos audiovisuais exibidos durante a campanha. A declaração é a versão apresentada pelo profissional; a investigação deverá apurar a participação de cada pessoa eventualmente envolvida na produção e distribuição do material.

George Wilde atuou no marketing eleitoral

George Wilde integrou a estrutura de comunicação da campanha de Maria do Carmo e foi apontado nas reportagens como responsável pela estratégia de marketing eleitoral. O endereço ligado ao publicitário em São Paulo foi incluído nas diligências desta quinta-feira.

A inclusão de um endereço na operação não comprova, por si só, que seu responsável tenha cometido uma infração. O objetivo das diligências e os elementos específicos que fundamentaram cada medida dependem de esclarecimentos oficiais da Polícia Civil e das decisões judiciais correspondentes.

O que acontece agora?

A Polícia Civil busca esclarecer a origem dos vídeos, quem participou de sua produção e divulgação e se houve violação à legislação que protege crianças e adolescentes. As diligências também podem reunir elementos para determinar a eventual responsabilidade individual dos envolvidos.

Maria do Carmo, Jefferson Coronel e George Wilde devem ter assegurado o direito de apresentar suas versões e se defender. O cumprimento de mandados não equivale a uma condenação, e a responsabilização criminal depende da apuração dos fatos e da análise das autoridades competentes.

As informações sobre a operação ainda estavam em atualização nas primeiras reportagens publicadas nesta quinta-feira. Novos detalhes dependem de manifestação oficial da Polícia Civil e dos envolvidos.

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