Rodrigo Santoro rejeitou primeira versão de vilão e mudou roteiro de novo filme

Ator brasileiro considerou personagem de “Três Horas para Viver” convencional, negociou mudanças com o diretor e conseguiu incluir falas em português na produção que estreia nesta quinta-feira (29).
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O ator brasileiro Rodrigo Santoro revelou que não ficou satisfeito com a primeira versão de seu personagem no filme “Três Horas para Viver”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (29). Escalado para interpretar Damián Zaldívar, um chefe de cartel envolvido em uma disputa por um órgão destinado a transplante, Santoro considerou o vilão convencional e decidiu propor mudanças antes de aceitar definitivamente o papel.

Em entrevistas divulgadas durante a estreia, o ator contou que conversou por cerca de duas semanas com o diretor Scott Waugh para desenvolver uma personalidade menos previsível para o antagonista. As alterações incluíram humor, improvisações e falas em português, idioma que passou a fazer parte da identidade do personagem. A proposta foi aceita pelo cineasta e incorporada à produção, filmada na Austrália.

Ator brasileiro considerou personagem de “Três Horas para Viver” convencional, negociou mudanças com o diretor e conseguiu incluir falas em português na produção que estreia nesta quinta-feira
Ator brasileiro considerou personagem de “Três Horas para Viver” convencional, negociou mudanças com o diretor e conseguiu incluir falas em português na produção que estreia nesta quinta-feira
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Rodrigo Santoro achou vilão tradicional e pediu mudanças

Ao receber o roteiro de “Três Horas para Viver”, Santoro identificou características que considerou comuns em antagonistas de filmes de ação. O personagem era apresentado como um criminoso violento, responsável por perseguir os protagonistas durante uma missão de transporte de um órgão.

O ator explicou que tinha interesse em participar de uma produção de ação, mas queria encontrar elementos que diferenciassem Damián Zaldívar de outros vilões do gênero.

Por isso, iniciou conversas com Scott Waugh, diretor de “Os Mercenários 4”, para discutir a construção do personagem. O cineasta aceitou ouvir as sugestões e permitiu que Santoro participasse do processo criativo.

 

Entre as mudanças propostas estavam um comportamento mais imprevisível, momentos de humor e características que ajudassem o público a compreender as motivações do antagonista, sem justificar seus atos violentos.
Entre as mudanças propostas estavam um comportamento mais imprevisível, momentos de humor e características que ajudassem o público a compreender as motivações do antagonista, sem justificar seus atos violentos.

Improviso fez personagem falar português

Uma das principais alterações surgiu de maneira inesperada durante os ensaios. Santoro contou que soltou um palavrão em português depois de bater o joelho, chamando a atenção do diretor.

Inicialmente, Waugh pensou que o ator estivesse falando espanhol. Quando soube que a expressão era em português, gostou da possibilidade de utilizar o idioma na construção do personagem.

A partir desse episódio, os dois desenvolveram a ideia de que Damián teria um pai brasileiro, o que permitiria ao criminoso alternar falas em português e inglês.

Embora a nacionalidade do personagem não seja explicitamente definida durante o filme, a presença do idioma brasileiro tornou-se uma característica de sua interpretação.

 

O ator também participou da elaboração de detalhes de figurino e comportamento para dar mais consistência ao papel.
O ator também participou da elaboração de detalhes de figurino e comportamento para dar mais consistência ao papel.

Qual é a história de “Três Horas para Viver”?

O longa acompanha Hank Malone, interpretado por Alan Ritchson, conhecido pela série “Reacher”. O personagem trabalha como um transportador especializado em entregas de alto risco.

Hank recebe a missão de transportar um fígado destinado ao transplante de uma menina de sete anos. Para cumprir a tarefa, conta com a companhia do médico Ben Bishop, vivido por Owen Wilson.

O problema começa quando Damián Zaldívar, personagem de Santoro, tenta interceptar o órgão. O chefe de uma organização criminosa também precisa do fígado por motivos familiares.

A disputa transforma o transporte em uma perseguição marcada por confrontos, situações de risco e uma corrida contra o tempo para garantir a chegada do órgão ao hospital.

A produção combina sequências de ação com momentos de humor, principalmente na interação entre os personagens de Ritchson e Wilson.

Santoro buscou um vilão diferente do herói de Reacher

Outro desafio para o brasileiro foi encontrar uma maneira de tornar seu personagem ameaçador diante de Alan Ritchson, conhecido pelo porte físico e pelas cenas de combate.

Santoro explicou que não faria sentido tentar construir Damián como alguém capaz de enfrentar o protagonista apenas pela força.

Em vez disso, optou por destacar a imprevisibilidade e a instabilidade do criminoso, características que poderiam torná-lo perigoso mesmo diante de um adversário fisicamente superior.

O ator também afirmou que a experiência permitiu explorar sequências de ação de maneira diferente de trabalhos anteriores. Em “300”, por exemplo, interpretou o rei Xerxes, personagem que comandava os confrontos, mas não participava diretamente das lutas da mesma forma.

Filme também aborda doação de órgãos

Embora seja apresentado como um longa de ação, “Três Horas para Viver” utiliza o transporte de um órgão para transplante como elemento central da narrativa.

Santoro afirmou que esse aspecto contribuiu para despertar seu interesse pelo projeto. O ator destacou a importância dos profissionais de saúde e das pessoas que trabalham em situações de emergência para salvar vidas.

Segundo ele, a possibilidade de contar uma história humana por trás das perseguições e confrontos foi um dos motivos para participar da produção.

O filme também explora as motivações dos personagens envolvidos na disputa pelo órgão, incluindo o antagonista interpretado pelo brasileiro.

Quando estreia “Três Horas para Viver”?

“Três Horas para Viver” estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026.

O longa tem direção de Scott Waugh e reúne Alan Ritchson, Owen Wilson e Rodrigo Santoro nos papéis centrais. O elenco também inclui Leila George, Sullivan Stapleton e Peta Sergeant.

Filmada na Austrália, a produção tem aproximadamente 98 minutos de duração e marca mais um trabalho internacional de Santoro.

O brasileiro, que já participou de produções como “300”, “Simplesmente Amor” e “Westworld”, afirmou que continua escolhendo projetos de acordo com as histórias e os temas que despertam seu interesse.

Com o novo lançamento, Santoro retorna ao cinema de ação internacional interpretando um antagonista que ajudou a desenvolver, depois de considerar insuficiente a primeira versão apresentada no roteiro.

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