Vinhos, relógios de luxo, veículos de alto padrão e maços de dinheiro em reais, euros e dólares estão entre os itens apreendidos pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada nesta quinta-feira (29) em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A operação investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos realizados no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A ação resultou na prisão preventiva do presidente do órgão, Sérgio Ricardo de Almeida, e de outras cinco pessoas.
Imagens divulgadas pela Polícia Federal mostram garrafas de vinho, dezenas de relógios, veículos de luxo e grandes quantidades de dinheiro em espécie. Entre os objetos registrados estão carros das marcas Audi e Mercedes-Benz, além de cédulas de diferentes moedas estrangeiras.
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Dinheiro em reais, euros e dólares
Os registros da operação mostram maços de notas armazenados em caixas e envelopes, além de cédulas espalhadas sobre superfícies para documentação. Também foram apreendidos relógios de luxo, alguns organizados em estojos e expositores, e garrafas de vinho.
Até a divulgação das primeiras informações, não havia um balanço oficial com o valor total do dinheiro e dos bens recolhidos, nem a confirmação pública de quem são os proprietários de cada item apreendido.

O que a Polícia Federal investiga
Segundo a PF, a investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido usada como forma de pressionar fornecedores. Os investigadores também analisam possíveis tratamentos diferenciados na liberação de recursos públicos, divergências em pagamentos a empresas e movimentações financeiras consideradas atípicas.

Outra linha de apuração envolve saques recorrentes em dinheiro vivo e possíveis conexões entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.
A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e mobilizou mais de 180 policiais federais. Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão, além de medidas de afastamento de sigilos e sequestro de bens.

Conselheiros foram afastados
Além das prisões, a decisão judicial determinou o afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar. O conselheiro aposentado Valter Albano da Silva também foi atingido por medida relacionada à sua atuação em uma comissão do tribunal.
As suspeitas investigadas podem, em tese, envolver crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação segue em andamento, e a apreensão de bens não representa, por si só, comprovação de culpa dos investigados.