Senacon dá 24 horas para Live Nation e Ticketmaster explicarem caos em show do BTS em São Paulo

Órgão do Ministério da Justiça cobra documentos sobre lotação, venda de ingressos extras e falhas de acesso no MorumBIS; empresas também terão de explicar o fechamento do portão 17 e apresentar medidas de reparação aos fãs.
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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, deu prazo de 24 horas para que a Live Nation Brasil e a Ticketmaster Brasil expliquem os problemas registrados no primeiro show da turnê BTS World Tour | Arirang, realizado na quarta-feira (28), no Estádio MorumBIS, em São Paulo.

O órgão investiga reclamações sobre filas extensas e desorganizadas, falta de sinalização, falhas na validação de ingressos digitais e suspeita de superlotação. A principal preocupação é confirmar se a quantidade de entradas comercializadas respeitou a capacidade máxima autorizada para o estádio.

A cobrança acontece antes das apresentações previstas para sexta-feira (30) e sábado (31). A intenção é esclarecer o que aconteceu na primeira noite e exigir providências para evitar que os mesmos problemas prejudiquem os próximos shows ou coloquem o público em risco.

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Fechamento do portão 17 entra na investigação

Um dos episódios que chamou a atenção da Senacon foi o fechamento temporário do portão 17, que teria permanecido sem acesso por aproximadamente uma hora. A situação prejudicou consumidores que já estavam no estádio ou aguardavam para entrar com ingressos válidos.

O órgão quer saber por que o portão foi fechado, quanto tempo durou a interrupção e quantas pessoas foram afetadas. A Live Nation também deverá informar quais medidas de atendimento e reparação foram oferecidas aos fãs que enfrentaram dificuldades.

Outro ponto investigado é a venda de um lote adicional de ingressos para as três datas. A secretaria pretende verificar quando os bilhetes extras foram disponibilizados e se a comercialização respeitou o limite de público permitido em cada setor do MorumBIS.

Live Nation terá de apresentar documentos de segurança

Responsável pela produção dos shows, a Live Nation Brasil deverá entregar documentos que comprovem a regularidade do evento. Entre as exigências estão o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), ou documento equivalente, alvarás, licenças públicas e registros técnicos das estruturas montadas no estádio.

A produtora também terá de informar a quantidade total de ingressos emitidos para cada apresentação, discriminando setores, cortesias, credenciais e entradas do lote adicional. O plano de acesso, o controle de filas e o esquema de segurança também estão entre os documentos solicitados.

Ticketmaster terá de explicar falhas nos ingressos digitais

A Ticketmaster Brasil deverá apresentar um levantamento das vendas por data e setor, além de explicar quando e em quais condições o lote extra foi comercializado. A Senacon quer saber se a plataforma recebeu previamente da produtora os documentos que comprovavam a capacidade máxima autorizada do estádio.

A empresa também terá de detalhar os problemas relatados na emissão e validação dos ingressos digitais durante o show de quarta-feira. O órgão solicita informações sobre quantos consumidores foram atingidos, quantos bilhetes foram validados nas catracas e quais orientações foram enviadas aos compradores.

Outro ponto é a política de reparação para quem não conseguiu entrar ou enfrentou dificuldades mesmo com ingresso válido. A Ticketmaster deverá informar o volume de reclamações e pedidos de reembolso recebidos, além das alternativas previstas, como devolução de valores, troca de data ou outras formas de compensação.

Próximas apresentações terão atenção redobrada

Com os shows de sexta e sábado programados, a expectativa é que as empresas adotem ajustes na operação de entrada, reforcem a sinalização e melhorem a orientação ao público. A organização das filas e o funcionamento dos sistemas de leitura dos ingressos também estão entre os pontos que exigem atenção.

O caso reforça a importância de planejamento e transparência em eventos de grande porte. A venda de ingressos precisa estar alinhada à capacidade do espaço, enquanto os sistemas digitais devem contar com alternativas para situações de instabilidade e falhas de acesso.

Se a apuração confirmar irregularidades, a Senacon poderá adotar sanções administrativas com base no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas e outras medidas previstas na legislação. As respostas das empresas serão analisadas pelo órgão, que poderá exigir novas providências caso considere insuficientes as explicações apresentadas.

Enquanto isso, os fãs aguardam que os problemas da primeira apresentação não se repitam. Para quem comprou ingresso, a expectativa é simples: conseguir entrar no estádio com segurança, organização e respeito ao serviço contratado.

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