Parlamentares e movimentos de esquerda estão organizando um protesto contra a Meta, empresa responsável pelo Instagram, após o banimento do perfil do sociólogo e influenciador Thiago Torres, conhecido como Chavoso da USP. A manifestação está prevista para 16 de novembro, em frente à sede da companhia, em São Paulo, quando a suspensão da conta completará um ano.
O perfil original do influenciador reunia mais de 1 milhão de seguidores e foi desativado em 16 de novembro de 2025. Na ocasião, a plataforma informou que a conta não seguia os padrões da comunidade. Desde então, Thiago passou a utilizar um perfil reserva para continuar publicando conteúdos.

Nos últimos dias, políticos como os deputados federais Luna Zarattini (PT-SP), Jones Manoel (PSol-PE) e Fábio Félix (PSol-DF) passaram a apoiar a mobilização. Também aderiram à campanha Eduardo Suplicy (PT-SP) e Humberto Matos (PCdoB-RS).
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Parlamentares cobram devolução da conta
Em vídeo publicado nas redes sociais, Luna Zarattini defendeu a recuperação do perfil e destacou a importância da presença de vozes das periferias nas plataformas digitais.
“Considero o trabalho do Chavoso da USP muito importante e relevante do ponto de vista do conhecimento, da troca cultural e da representatividade. Vozes das periferias importam e devem ocupar as redes sociais”, afirmou a parlamentar.
A deputada também pediu que a empresa reveja a decisão e devolva a conta original do influenciador.
O ex-senador Eduardo Suplicy também manifestou apoio à campanha. Ele defendeu que a Meta reavalie a suspensão e permita que Thiago volte a compartilhar seu trabalho no Instagram.
Para Suplicy, as redes sociais devem funcionar como espaços de diálogo, diversidade de ideias e participação democrática.
Meta justificou suspensão por violação de regras
Na época do banimento, Thiago Torres criticou a decisão e afirmou que a exclusão aconteceu sem explicações claras.
“Mais uma conta excluída pelo Instagram, do nada, sem mais nem menos. É muito frustrante”, declarou o influenciador na ocasião.
Procurada, a assessoria do Instagram informou que a conta havia sido desativada por violações das políticas da plataforma.
Caso reacende debate sobre liberdade de expressão
A mobilização em defesa de Chavoso da USP também coloca em evidência a discussão sobre os critérios utilizados pelas grandes plataformas digitais para suspender contas e remover conteúdos.
O caso levanta questionamentos sobre a transparência dos processos de moderação, os mecanismos de contestação disponíveis aos usuários e os limites da atuação das empresas sobre conteúdos publicados nas redes sociais.
A manifestação prevista para novembro pretende cobrar uma revisão do banimento e ampliar o debate sobre a presença de diferentes vozes e posicionamentos políticos no ambiente digital.