Fale com a gente NC News TV Ao Vivo

Pedágios eletrônicos ficam 4,58% mais caros em SP; veja onde e quanto pagar

Reajuste autorizado pela Artesp começou a valer em 1º de novembro e atinge cinco pontos de cobrança no Alto Tietê, na Baixada Santista e no Vale do Ribeira; motocicletas seguem isentas.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Os motoristas que utilizam rodovias de São Paulo passaram a pagar mais caro nos pedágios eletrônicos desde domingo (1º). As tarifas do sistema free flow, que funciona sem cancelas, tiveram reajuste de 4,58% em cinco pontos de cobrança administrados pela Concessionária Novo Litoral (CNL). O aumento atinge estradas que ligam o Alto Tietê, a Baixada Santista e o Vale do Ribeira, incluindo importantes acessos ao litoral paulista.

Com a atualização, os valores para carros de passeio variam de R$ 1,63 a R$ 7,27, dependendo do trecho. A maior tarifa é cobrada na Rodovia Mogi-Bertioga, em Bertioga, onde o motorista passou a pagar R$ 7,27 por passagem. Motocicletas continuam isentas, enquanto usuários de dispositivos de pagamento automático, conhecidos como tags, recebem desconto de 5%.

O reajuste foi autorizado pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e acompanha a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), conforme previsto no contrato de concessão. A atualização foi publicada no Diário Oficial em 28 de outubro e entrou em vigor em 1º de novembro de 2026.

Haddad promete rever contratos de pedágios free flow de Tarcísio em São Paulo

Veja os novos valores dos pedágios eletrônicos em São Paulo

O aumento de 4,58% atinge cinco pórticos instalados em quatro rodovias administradas pela Concessionária Novo Litoral. Os preços abaixo são válidos para automóveis e veículos utilitários de dois eixos, sem descontos.

Mogi-Dutra (SP-088), em Arujá: R$ 1,63.

Mogi-Dutra (SP-088), em Mogi das Cruzes: R$ 2,08.

Mogi-Bertioga (SP-098), em Bertioga: R$ 7,27.

Rio-Santos (SP-055), em Santos: R$ 6,07.

Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), em Miracatu: R$ 5,85.

Entre os cinco pontos, o maior valor é registrado na Mogi-Bertioga, importante ligação entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral norte do estado.

A tarifa em Bertioga passou de R$ 6,95 para R$ 7,27, um aumento de R$ 0,32 por passagem para veículos de passeio.

O reajuste não se aplica a todos os pedágios eletrônicos de São Paulo. A atualização é específica dos cinco pontos administrados pela Novo Litoral, conforme as condições do contrato de concessão.

Motoristas de Mogi das Cruzes têm tarifa diferenciada

Em Mogi das Cruzes, existe uma condição especial para motoristas que utilizam um trecho específico da Rodovia Mogi-Dutra.

Quem faz o deslocamento entre o acesso da Estrada da Pedreira, no km 43,1, e Arujá, nos dois sentidos, paga uma tarifa reduzida de R$ 0,62.

O valor representa uma redução de aproximadamente 70% em relação à tarifa integral do pórtico de Mogi das Cruzes.

A cobrança diferenciada é destinada aos veículos que realizam esse percurso específico e não se estende automaticamente a todos os trajetos da rodovia.

Já em Itariri, no Vale do Ribeira, os pórticos destinados ao monitoramento do tráfego continuam sem cobrança.

Quem usa tag pode conseguir descontos de até 20%

Mesmo com o reajuste, motoristas que utilizam tags de pagamento automático continuam tendo direito a descontos nas tarifas.

O benefício básico é de 5% sobre cada passagem. O valor é debitado automaticamente pela operadora contratada pelo usuário.

Para veículos de passeio, também existe o Desconto de Usuário Frequente (DUF), destinado a motoristas que atravessam repetidamente o mesmo pórtico, no mesmo sentido, durante o mês.

Pelas regras do programa, a partir da 11ª passagem, o desconto total pode chegar a 10%. A partir da 21ª passagem, o abatimento pode alcançar 20%, conforme as condições aplicáveis ao benefício.

O desconto é especialmente importante para moradores e trabalhadores que utilizam essas rodovias diariamente.

Motocicletas permanecem isentas do pagamento nos pontos administrados pela concessionária, independentemente da frequência de utilização.

Como pagar o pedágio eletrônico sem tag?

O sistema free flow permite que os veículos passem pelos pontos de cobrança sem precisar reduzir a velocidade para parar em cabines de pedágio.

Equipamentos instalados sobre a pista identificam os veículos por meio de câmeras e sensores, registrando automaticamente a passagem.

Quem possui tag tem o valor cobrado pela operadora do dispositivo. Já os motoristas sem tag precisam consultar e pagar as tarifas pelos canais disponibilizados pela concessionária.

Na Novo Litoral, o pagamento pode ser realizado pelo site ou aplicativo oficial da empresa, utilizando Pix ou cartão de crédito.

Também existem terminais de autoatendimento nas bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU), com opções de pagamento por Pix, cartão de débito ou crédito.

A concessionária alerta que não envia boletos nem solicita pagamentos por mensagens de celular ou e-mails.

Por isso, motoristas devem desconfiar de links recebidos por SMS ou WhatsApp e consultar eventuais débitos apenas pelos canais oficiais.

O pagamento dentro do prazo é importante para evitar cobranças adicionais e possíveis penalidades previstas nas regras de trânsito.

Por que os pedágios ficaram mais caros?

Segundo a Artesp, o aumento de 4,58% corresponde à atualização contratual das tarifas de pedágio, considerando a variação do IPCA nos 12 meses encerrados em setembro de 2026.

O índice é utilizado como referência para corrigir valores pela inflação e está previsto no contrato firmado entre o governo paulista e a concessionária.

A Novo Litoral administra aproximadamente 212 quilômetros de rodovias que atravessam 13 municípios do estado.

A concessão inclui estradas utilizadas por moradores, turistas, trabalhadores e transportadores de cargas que circulam entre a Grande São Paulo e o litoral.

A implantação do modelo free flow também integra a modernização da infraestrutura rodoviária paulista. O sistema substitui cabines tradicionais por equipamentos eletrônicos, permitindo a cobrança sem interrupção do fluxo de veículos.

Apesar da proposta de melhorar a fluidez do trânsito, os pedágios eletrônicos têm provocado discussões sobre tarifas, localização dos pórticos e dificuldades enfrentadas por motoristas para identificar e pagar cobranças.

Durante a campanha eleitoral de 2026, o modelo também foi alvo de críticas de Fernando Haddad (PT), que defendeu a revisão de contratos e dos locais de instalação dos equipamentos.

Outras rodovias de SP também passam por mudanças

Além do reajuste da Novo Litoral, novembro começou com alterações na administração de outras rodovias paulistas.

No interior, a concessionária Rota Mogiana assumiu aproximadamente 520 quilômetros de estradas nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto.

O novo contrato prevê investimentos de cerca de R$ 9,4 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo obras de modernização, manutenção, melhorias operacionais e implantação gradual de novos sistemas de cobrança.

Apesar da troca de concessionária, as tarifas básicas das nove praças de pedágio existentes foram mantidas no início da operação.

Também está prevista a expansão gradual do sistema eletrônico de cobrança em outros trechos do estado, conforme as etapas de implantação e as autorizações dos órgãos responsáveis.

Onde consultar as tarifas antes de viajar?

Motoristas que pretendem utilizar rodovias paulistas podem consultar os pontos de cobrança e as tarifas atualizadas no portal Siga Fácil, mantido pelo governo de São Paulo.

O serviço reúne informações sobre pedágios eletrônicos e orientações para pagamento, permitindo que os usuários identifiquem os valores cobrados nos trechos utilizados.

Como os preços variam de acordo com a concessionária, o tipo de veículo e o percurso realizado, a recomendação é verificar as condições de cobrança antes de iniciar a viagem.

As novas tarifas da Concessionária Novo Litoral já estão em vigor desde 1º de novembro de 2026.

Carregar Comentários