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Morre Alan Jones, campeão mundial de Fórmula 1 e ídolo da Williams, aos 80 anos

Australiano conquistou o título de 1980, garantiu o primeiro campeonato de pilotos da escuderia britânica e encerrou a carreira com 12 vitórias na categoria.
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O ex-piloto australiano Alan Jones, campeão mundial de Fórmula 1 em 1980 pela Williams, morreu nesta quinta-feira (5), aos 80 anos. A morte foi confirmada pela Motorsport Australia, entidade responsável pelo automobilismo no país, por meio de um comunicado divulgado em nome da família. Jones havia completado 80 anos na segunda-feira (2) e morreu após uma breve enfermidade.

Considerado um dos principais nomes da história do automobilismo australiano, Jones foi o primeiro piloto a conquistar um título mundial pela Williams. Ao longo da carreira na Fórmula 1, acumulou 12 vitórias e 24 pódios, além de ajudar a transformar a equipe britânica em uma das forças da categoria.

A causa exata da morte não foi divulgada oficialmente. Segundo informações da imprensa australiana, o ex-piloto havia recebido recentemente um diagnóstico de câncer, mas a família não confirmou se a doença esteve relacionada ao falecimento. Jones deixa a esposa, Amanda Butler-Davis, e seis filhos.

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Alan Jones conquistou o primeiro título mundial da Williams

O maior momento da carreira de Alan Jones aconteceu em 1980, quando conquistou o Campeonato Mundial de Fórmula 1 defendendo a Williams.

Naquela temporada, o australiano venceu cinco das 14 corridas disputadas: Argentina, França, Grã-Bretanha, Canadá e Estados Unidos.

A campanha garantiu o título com uma etapa de antecedência, superando o brasileiro Nelson Piquet na disputa pelo campeonato.

A conquista foi histórica para a Williams, que até então não havia vencido um Mundial de Pilotos. A equipe também conquistou o Campeonato de Construtores naquela temporada.

Jones se tornou o segundo australiano campeão mundial de Fórmula 1, seguindo os passos de Jack Brabham, que havia conquistado três títulos, em 1959, 1960 e 1966.

Desde a conquista de Jones, nenhum outro piloto australiano voltou a vencer o Mundial de Pilotos da categoria.

Carreira começou em 1975 e teve primeira vitória na Áustria

Nascido em 2 de novembro de 1946, em Melbourne, na Austrália, Alan Jones cresceu em uma família ligada ao automobilismo.

Seu pai, Stan Jones, também foi piloto e participou de competições importantes no cenário australiano.

Alan estreou na Fórmula 1 em 1975, durante o Grande Prêmio da Espanha, pela equipe Hesketh.

Nos anos seguintes, passou por diferentes escuderias até conquistar sua primeira vitória na categoria, no Grande Prêmio da Áustria de 1977, defendendo a Shadow.

Em 1978, chegou à Williams, equipe com a qual construiria os principais resultados da carreira.

Naquele mesmo ano, conquistou o primeiro pódio da escuderia em Watkins Glen, nos Estados Unidos. Em 1979, garantiu a primeira pole position da equipe, no circuito de Silverstone, na Inglaterra.

Esses resultados marcaram o início da transformação da Williams em uma das equipes mais competitivas da Fórmula 1.

Australiano venceu 12 corridas e disputou 116 Grandes Prêmios

Ao longo de sua trajetória na Fórmula 1, Jones participou de 116 Grandes Prêmios, conquistando 12 vitórias.

Das 12 corridas vencidas, 11 foram pela Williams, equipe com a qual também alcançou os principais resultados de sua carreira.

Depois do título de 1980, o australiano continuou competitivo na temporada seguinte, encerrando o campeonato de 1981 na terceira colocação.

Sua última vitória aconteceu no Grande Prêmio de Las Vegas daquele ano.

Jones anunciou a aposentadoria ao fim de 1981, mas posteriormente realizou participações pontuais e retornou à categoria em 1985.

Sua passagem definitiva pela Fórmula 1 terminou em 1986, quando competiu pela equipe Haas da época.

Mesmo depois de deixar o Mundial, continuou participando de competições de turismo e endurance, principalmente na Austrália.

A despedida das competições aconteceu em 2002, após uma longa trajetória no automobilismo.

Jones também fez história no Grande Prêmio da Austrália

Além do título mundial, Alan Jones ficou marcado por uma conquista especial em seu país.

Em 1980, venceu o Grande Prêmio da Austrália, disputado no circuito de Calder Park, em Melbourne.

Na época, a corrida ainda não fazia parte do calendário oficial da Fórmula 1, condição que só mudaria em 1985.

Mesmo assim, Jones permanece como o último piloto australiano a vencer a tradicional prova em qualquer uma de suas fases.

O resultado reforçou sua popularidade entre os torcedores locais e contribuiu para consolidar sua imagem como um dos maiores representantes da Austrália no automobilismo.

Williams e Fórmula 1 prestam homenagens ao ex-piloto

A Williams divulgou uma homenagem destacando a importância de Alan Jones para a formação da identidade competitiva da equipe.

A escuderia lembrou que o australiano construiu uma relação próxima com o fundador Frank Williams e com o diretor técnico Patrick Head.

Segundo a equipe, Jones foi fundamental para estabelecer os padrões de competitividade que ajudaram a Williams a conquistar outros títulos nas décadas seguintes.

A Fórmula 1 também lamentou a morte e destacou o papel do piloto na história do campeonato.

A Motorsport Australia ressaltou sua contribuição para o desenvolvimento e a popularização do automobilismo australiano, dentro e fora das pistas.

Família confirma morte após breve enfermidade

Em comunicado divulgado pela Motorsport Australia, Amanda Butler-Davis, esposa do ex-piloto, confirmou que Jones morreu após enfrentar uma breve enfermidade.

A família agradeceu o carinho recebido dos fãs e destacou a importância do automobilismo na vida do australiano.

“Alan dedicou sua vida ao automobilismo, construindo um legado que continuará vivo por meio das inúmeras pessoas que ele impactou ao longo do caminho.”

Depois de encerrar a carreira como piloto, Jones também trabalhou como comentarista esportivo na televisão australiana.

Sua morte ocorre às vésperas do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1, marcado para os dias 6, 7 e 8 de novembro, em Interlagos.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre cerimônias de despedida ou homenagens específicas durante a etapa brasileira.

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