Uma série de ameaças de bomba contra aviões comerciais provocou desvios de voos, pousos de emergência e operações militares em diferentes países da Europa nesta quinta-feira (5). Os alertas afetaram aeronaves que sobrevoavam França, Bélgica, Bulgária e Itália, levando autoridades a mobilizar equipes de segurança para inspecionar os aviões.
Um dos casos mais graves envolveu um Airbus A320 da companhia irlandesa Aer Lingus, que transportava 151 passageiros e seis tripulantes entre Dublin, na Irlanda, e Roma, na Itália. Após receber uma ameaça, o avião foi desviado para a base militar de Évreux, na Normandia, a cerca de 170 quilômetros de Paris.
A Força Aérea francesa mobilizou aeronaves para acompanhar o voo até o pouso. Segundo o governo francês, todos os ocupantes desembarcaram em segurança, e equipes especializadas em explosivos foram acionadas para inspecionar a aeronave.
Até as informações divulgadas nesta quinta-feira, não havia confirmação de explosivos nos aviões atingidos pelos alertas.
Avião com 157 pessoas foi desviado para base militar na França
O voo EI402, da Aer Lingus, havia decolado de Dublin com destino ao aeroporto de Roma-Fiumicino quando precisou alterar a rota.
Dados do serviço de monitoramento Flightradar24 mostraram que a aeronave fez uma curva nas proximidades de Paris e passou a sobrevoar a região de Évreux, onde fica a instalação militar escolhida para o pouso.
O gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, informou que acompanhava a ocorrência e confirmou a mobilização de equipes responsáveis pela inspeção de possíveis explosivos.
A companhia aérea afirmou que o desvio foi realizado por precaução e que o avião pousou em segurança.
Após o desembarque, os passageiros foram encaminhados a uma área segura enquanto os militares realizavam os procedimentos de verificação.
A empresa informou que trabalharia para reorganizar o transporte dos passageiros até o destino originalmente previsto.
Europa já havia registrado ameaças semelhantes nesta semana
Os episódios desta quinta-feira ocorreram dois dias depois de uma sequência de alertas de bomba contra voos comerciais em diferentes países europeus.
Na terça-feira (3), pelo menos sete aeronaves foram afetadas por ameaças que provocaram inspeções de segurança, desvios de rota e operações de escolta militar.
Entre os casos estavam voos da Ryanair, da LOT Polish Airlines e da Wizz Air. Um avião que seguia para a capital polonesa precisou ser desviado, enquanto outras aeronaves passaram por inspeções após o pouso.
Na Itália, a Força Aérea também foi acionada para acompanhar um voo da Ryanair até Roma.
As autoridades não encontraram explosivos nas aeronaves inspecionadas naquela ocasião.
Autoridades investigam origem da amesça de bomba
As autoridades europeias ainda tentam identificar a origem dos alertas e verificar se existe alguma ligação entre as ocorrências registradas nesta semana.
Uma ameaça de bomba, mesmo sem confirmação de explosivos, exige a adoção de protocolos de segurança que podem incluir desvios de rota, pousos em aeroportos alternativos e inspeções de passageiros, bagagens e aeronaves.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelos episódios. Também não há confirmação oficial de que as ameaças tenham sido coordenadas ou de que estejam relacionadas a ações de terrorismo.
As companhias aéreas afetadas trabalham para reorganizar suas operações e encaminhar os passageiros aos destinos previstos