Defesa diz que Monique Medeiros vive isolada após deixar a prisão: “Não vai nem à esquina”

Condenada por tortura por omissão e beneficiada com perdão judicial pelo homicídio culposo no caso Henry Borel, Monique vive reclusa, longe da vida pública e sob medo constante, segundo seus advogados
Redação NC News
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Pouco mais de duas semanas após deixar o sistema prisional, Monique Medeiros tenta reconstruir a vida longe dos holofotes. De acordo com a defesa, a liberdade não significou um retorno à normalidade e a mãe de Henry Borel estaria vivendo uma rotina marcada pelo isolamento, pelas ameaças e pelo receio de voltar a ser alvo de hostilidade pública.

Segundo o advogado Hugo Novais, Monique praticamente não sai de casa desde que deixou a prisão. A orientação é manter uma rotina discreta diante da repercussão nacional do caso que chocou o país nos últimos anos.

O que aconteceu com Monique Medeiros?

No início de junho, o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou Monique por tortura por omissão. Em relação à acusação de homicídio, os jurados entenderam que houve homicídio culposo — quando não há intenção de matar — e a Justiça concedeu perdão judicial. Como ela já havia permanecido presa preventivamente por anos, deixou o sistema prisional após a sentença.

Já o ex-vereador Dr. Jairinho recebeu condenação superior a 43 anos de prisão pelos crimes relacionados à morte de Henry Borel.

Como é a rotina da ex-professora atualmente?

De acordo com a defesa, Monique abandonou praticamente toda a rotina social que mantinha antes da prisão.

Sem atividade profissional neste momento, ela estaria dedicando boa parte dos dias ao estudo do próprio processo judicial. Segundo o advogado, são milhares de páginas entre laudos, depoimentos e documentos analisados constantemente pela ex-professora.

Além disso, familiares estariam ajudando financeiramente enquanto ela busca reorganizar a vida após quase cinco anos envolvida diretamente no processo criminal.

Defesa afirma que ameaças influenciam comportamento
Outro ponto destacado pelos advogados é o impacto emocional provocado pelas ameaças e críticas recebidas desde o início das investigações.

Segundo a defesa, Monique evita exposições públicas e mantém uma rotina extremamente reservada por receio de represálias. Os advogados afirmam que as manifestações de ódio nas redes sociais e fora delas contribuíram para que ela permanecesse praticamente isolada mesmo após conquistar a liberdade.

O processo ainda pode ter novos desdobramentos?

Sim.

Apesar da sentença já ter sido proferida, o caso ainda não está totalmente encerrado. O Ministério Público anunciou que pretende recorrer de pontos da decisão tomada pelo Tribunal do Júri. Outras partes envolvidas no processo também apresentaram recursos.

Isso significa que novos capítulos judiciais ainda podem surgir nos próximos meses, mantendo o caso entre os mais acompanhados do país.

Relembre o caso Henry Borel

Henry Borel morreu em março de 2021, aos 4 anos, no Rio de Janeiro. A morte do menino provocou grande comoção nacional e deu origem a uma das investigações criminais mais acompanhadas dos últimos anos.

O caso mobilizou autoridades, gerou debates sobre proteção infantil e resultou em um longo processo judicial que culminou no julgamento realizado em 2026. Desde então, as decisões da Justiça seguem sendo alvo de recursos e discussões jurídicas.

Linha do tempo do caso

  • Março de 2021: morte de Henry Borel;
  • Início das investigações e denúncias;
  • Prisões dos acusados;
  • Anos de tramitação judicial;
  • Junho de 2026: julgamento pelo Tribunal do Júri;
  • Monique deixa a prisão após receber perdão judicial pelo homicídio culposo e cumprir a pena relacionada à condenação por tortura por omissão;
  • Recursos ainda aguardam análise da Justiça.

Quem é Monique Medeiros?

Monique Medeiros ficou conhecida nacionalmente após a morte do filho, Henry Borel. O caso ganhou enorme repercussão e passou a ser acompanhado de perto pela opinião pública, tornando-se um dos processos criminais mais debatidos do Brasil na última década.

Mesmo após o julgamento, os desdobramentos seguem movimentando o meio jurídico e continuam despertando interesse da população.

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