O xadrez político para as eleições ao governo de São Paulo ganha um novo e importante movimento na tarde desta quarta-feira (24/06). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebe o ex-ministro Márcio França (PSB) e o pré-candidato ao governo paulista, Fernando Haddad (PT), em Brasília.
A reunião, marcada para as 17h, tem como principal objetivo destravar as negociações sobre a composição da chapa de Haddad, especificamente a definição do nome que ocupará a vaga de vice-governador. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), também é aguardado no encontro, reforçando o peso das articulações entre PT e PSB.
O impasse na composição da chapa
O cenário atual envolve uma queda de braço amigável entre os partidos aliados. De um lado, o PT e o próprio presidente Lula pressionam para que Márcio França assuma a vaga de vice na chapa majoritária, ou, no mínimo, dispute uma das duas cadeiras disponíveis para o Senado Federal.
Do outro lado, embora não descarte o convite para vice, o objetivo declarado de França era a corrida ao Senado. Nas últimas semanas, o cenário ficou ainda mais complexo: com as desistências de Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) da disputa pelo Executivo estadual, França chegou a ensaiar uma candidatura própria ao governo.
Segundo integrantes da pré-campanha de Haddad, a movimentação recente de França para disputar o governo foi apenas uma estratégia do PSB para medir sua repercussão eleitoral, sendo classificada internamente pelos petistas como uma ideia “que não vai prosperar”.
Os principais pontos do cenário político paulista:
- Histórico de alianças: Em 2022, Márcio França abriu mão de disputar o governo de São Paulo para apoiar Fernando Haddad, que acabou sendo derrotado no segundo turno por Tarcísio de Freitas (Republicanos).
- Apoios de peso na base: A aliança em torno da chapa de Haddad já conta com a articulação de figuras expressivas do atual governo federal, como as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).
- Declarações recentes: Haddad tem evitado cravar nomes, afirmando publicamente que a definição do vice depende de resoluções internas do PSB.
A expectativa é que o encontro desta tarde em Brasília seja o divisor de águas para selar o acordo definitivo entre os partidos, consolidando o bloco de oposição ao atual governador Tarcísio de Freitas.