O Brasil encerrou 2025 com uma redução expressiva no número de mortes violentas, segundo dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O levantamento aponta uma retração de 11% em comparação ao ano anterior, indicando um recuo nos índices de violência letal no país.
Mais de 34 mil mortes violentas foram registradas no último ano
De acordo com o MJSP, o país contabilizou 34.086 vítimas de crimes como homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte ao longo de 2025. Em 2024, esse total havia sido de 38.374 ocorrências.
A redução representa uma das quedas mais significativas dos últimos anos e reforça uma tendência de desaceleração da violência letal em âmbito nacional.
Nordeste concentra o maior número de registros
Quando analisados os dados por região, o Nordeste lidera em números absolutos, com 18.412 mortes violentas no período. Em seguida aparecem:
- Sudeste: 9.586 registros
- Norte: 3.829 casos
- Sul: 3.055 ocorrências
- Centro-Oeste: 2.204 mortes
Apesar do volume total, os especialistas alertam que a leitura dos dados deve considerar também a taxa por 100 mil habitantes, que revela desigualdades regionais.
Estados apresentam contrastes nas taxas de violência
Na análise proporcional, São Paulo aparece com a menor taxa de mortes violentas do país, com 5,4 casos por 100 mil habitantes. No outro extremo, o Ceará lidera o ranking nacional, com 32,6 mortes a cada 100 mil pessoas.
No Sudeste, o Rio de Janeiro registra 20,7 mortes por 100 mil habitantes, enquanto São Paulo mantém o índice mais baixo da região.
A Região Norte ocupa a terceira posição em números absolutos. Rondônia apresenta a maior taxa regional, com 25,4 mortes por 100 mil habitantes. Já o Amazonas registra o menor índice da região, com 17,5.
No Sul, foram contabilizadas 3.055 mortes violentas. O Paraná aparece com a maior taxa regional (11,2), enquanto Santa Catarina registra o menor índice (6,3).
O Centro-Oeste apresenta o menor número de casos no país, com 2.204 registros. Mato Grosso lidera a taxa regional (19,2), e o Distrito Federal tem o menor índice, com 8,8 mortes por 100 mil habitantes.
Dados reforçam desigualdade regional no combate à violência
Apesar da redução nacional, os números mostram que a violência segue distribuída de forma desigual entre estados e regiões.
O cenário evidencia a necessidade de políticas públicas específicas e regionalizadas para manter a queda nos índices e enfrentar os focos de maior letalidade.