Vinicius Júnior assume o centro do palco da seleção brasileira no Mundial de Seleções de 2026. O atacante marca gols em todos os jogos da fase de grupos e, mesmo com um gol polêmico anulado contra a Escócia nesta semana, deixa o campo em alta, enquanto Neymar estreia em segundo plano.
Transição de protagonismo em campo
O contraste entre desempenho e reconhecimento aparece nas arquibancadas e nas transmissões. A torcida segue gritando o nome de Neymar, em parte pelo carisma construído ao longo de mais de uma década. O jogo, porém, passa cada vez mais pelos pés de Vinicius.
Paulo Vinicius Coelho, PVC, sintetiza a mudança. “Neste momento, o craque do time é Vinicius Júnior”, afirma. Ele lembra que o camisa 7 participa diretamente de mais da metade dos 15 gols do Brasil nas últimas duas edições do Mundial, com 5 gols e 3 assistências.
O dado reforça a virada de chave na hierarquia técnica. Neymar estreia nesta edição ainda como grande ídolo popular, mas é Vinicius quem decide. A atuação contra a Escócia, no Hard Rock Stadium lotado, cristaliza essa nova ordem.
Gol anulado, pressão e resposta imediata
Aos 21 minutos do primeiro tempo, Brasil e Escócia ainda medem forças quando Vinicius inicia a jogada que acende o estádio. Ele aperta a marcação na saída de bola, rouba a posse de Jack Hendry na entrada da área e avança com a naturalidade de quem controla o jogo.
Frente a frente com Angus Gunn, goleiro escocês, finaliza com frieza e corre para comemorar o que seria seu segundo gol na partida. O árbitro valida o lance em campo. A festa dura pouco.
Tres minutos depois, o juiz é chamado pelo vídeo. “O árbitro validou o gol em campo, mas foi chamado pelo VAR para revisar um possível lance faltoso na disputa entre o brasileiro e o defensor escocês. Após analisar as imagens no monitor, decidiu anular o gol aos 24 minutos do primeiro tempo”, relata a CNN Brasil.
O anúncio no sistema de som do Hard Rock Stadium não esclarece o motivo. Vaias tomam as arquibancadas. A decisão oficial, segundo a mesma emissora, “foi por falta de Vinicius Júnior sobre Hendry no momento em que recuperou a bola, invalidando toda a sequência da jogada”.
O camisa 7 reage como os grandes jogadores costumam reagir. Continua pedindo a bola, atacando os espaços, comandando a pressão. Ainda no primeiro tempo, volta a marcar e recoloca o próprio nome na disputa pela artilharia do torneio.
Feito histórico e números de protagonista
Os gols em sequência colocam Vinicius numa prateleira restrita. Ele balança as redes em cada um dos três jogos da fase de grupos de 2026. A marca só pertence, na história brasileira do Mundial, a Jairzinho em 1970, Romário em 1994 e Ronaldo e Rivaldo em 2002. Todos encerram suas campanhas com a taça nas mãos.
“Objetivamente, nesta Copa, ele marcou em todos os jogos da fase de grupos, o que só Jairzinho, Ronaldo, Romário e Rivaldo conseguiram”, lembra PVC. A comparação com essa linha de frente campeã diz mais do que qualquer slogan publicitário.
O jogo contra a Escócia marca também o 51º compromisso de Vinicius pela seleção. Aos 26 anos, ele já carrega um currículo de veterano, mas com margem de crescimento. Em duas edições de Mundial, já soma 5 gols e 3 assistências, participa diretamente de mais da metade dos 15 gols brasileiros no período e se firma como principal referência ofensiva.
O peso desse desempenho transcende as estatísticas. O Brasil passa a desenhar o ataque para potencializar o camisa 7: linhas adiantadas para explorar sua velocidade, meias aproximando para tabelas curtas e laterais abrindo o campo para os rompantes em direção à área.
Neymar no banco de reservas simbólico
A discussão proposta por PVC, em conversa com Rodrigo Mattos, expõe a tensão entre carisma e rendimento. Em estádios e redes sociais, o grito ainda é “Neymar”. Nos números, a temporada é de Vinicius. “Neymar tem carisma, é inegável. É certamente uma das razões” para seguir como ídolo, escreve o jornalista. Mas a análise é direta: hoje, quem decide é o camisa 7.
Neymar entra em campo cercado de expectativas, mas convive com o protagonismo dividido. Ele deixa de ser o único farol do time. A mudança mexe com hierarquias internas, contratos publicitários, debates em mesas redondas. E lança a pergunta incômoda: a torcida acompanha o novo roteiro ou se apega ao enredo antigo?
Nas arquibancadas do Hard Rock Stadium, a anulação do gol de Vinicius vira catalisador desse incômodo. Parte do público enxerga injustiça da arbitragem e passa a invocar o nome do atacante com mais força. Outra parte segue respondendo ao apelo afetivo por Neymar. A seleção navega entre essas duas correntes.
Impacto no time, no mercado e no futuro da seleção
Dentro de campo, o técnico ganha um problema bom. Com Vinicius em alta, a equipe se reorganiza para colocá-lo sempre em condições de decidir. O setor ofensivo concentra as melhores peças ao seu redor. A dinâmica do time muda, puxa a marcação rival, abre espaço para companheiros, inclusive para um Neymar mais articulador.
Fora de campo, a balança comercial também pende. A valorização da imagem de Vinicius, já ídolo global no futebol europeu desde a saída do Flamengo, tende a acelerar. Patrocinadores enxergam na sequência de atuações no Mundial um argumento para reposicionar campanhas, associar produtos a um rosto que combina desempenho de elite, projeção internacional e forte presença em redes sociais como o Instagram.
O debate sobre o VAR, reacendido pelo gol anulado, segue em paralelo. A decisão diante da Escócia reforça a sensação de que a ferramenta influencia diretamente o enredo das grandes partidas. Ao mesmo tempo em que aumenta a precisão em lances objetivos, alimenta a percepção de arbitragens pouco transparentes em lances interpretativos, como a disputa entre Vinicius e Hendry.
O Brasil avança às oitavas com seu novo craque testado sob pressão e em disputa aberta pela artilharia. O Mundial de 2026 pode marcar a mudança definitiva de guarda na seleção. Neymar segue como figura central no imaginário popular, mas Vinicius assume, em números e em protagonismo, a liderança técnica e simbólica do time. As próximas fases dirão se essa transição se consolida com o título, como aconteceu com Jairzinho, Romário, Ronaldo e Rivaldo, ou se ficará registrada como o torneio em que o camisa 7 se impôs, mesmo sem a volta olímpica.
Quem é mais rico, Virginia ou Vinicius Júnior?
Não há dados públicos precisos e comparáveis sobre o patrimônio dos dois. Estimativas variam e são feitas por terceiros, sem transparência detalhada.
O que Vini Jr. fez com a Virginia?
Não há registro consistente, nos fatos esportivos recentes, de qualquer fato relevante envolvendo Vini Jr. e Virginia além de interações pontuais em redes sociais e eventos.
Quanto Vini Jr recebe por mês?
Os valores exatos de salário e bônus de Vinicius Júnior não são oficialmente divulgados. Estimativas de mercado apontam cifras milionárias em euros por temporada.
Vini Jr tem filhos?
Até o momento deste Mundial de 2026, não há informação pública confiável de que Vinicius Júnior tenha filhos.