Polícia Civil deflagra 2ª fase da Operação Arur Betach e prende três suspeitos por tortura em Rondônia

Ação da DRACO 1 cumpre mandados de prisão preventiva e busca e apreensão contra investigados ligados a organização criminosa.
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A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 1ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 1), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (DECCO), deflagrou na manhã desta sexta-feira (23) a segunda fase da Operação Arur Betach. A ação teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão e de prisões preventivas contra três investigados pelo crime de tortura.

As investigações são desdobramento da primeira fase da operação, que resultou, em outubro de 2025, na prisão de uma influenciadora digital acusada de ordenar que integrantes de uma organização criminosa aplicassem castigos físicos, na modalidade de tortura, contra duas vítimas.

De acordo com a Polícia Civil, as apurações conduzidas pela DRACO 1 indicaram que os envolvidos integram uma facção criminosa, responsável não apenas pelos atos de tortura, mas também por ameaças e violência física sistemática contra as vítimas. A continuidade das investigações permitiu a identificação de outros participantes do crime, culminando na prisão dos três coautores nesta segunda fase da operação.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Poder Judiciário.

O nome da operação, “Arur Betach”, tem origem no hebraico e significa “maldito o que confia”. A denominação faz referência à passagem bíblica “Maldito o homem que confia no homem”, frase que teria sido publicada pela própria investigada em suas redes sociais logo após os fatos apurados pela polícia.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para o completo esclarecimento do caso e eventual responsabilização de outros envolvidos.

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