Marrocos elimina Holanda nos pênaltis e vai às oitavas

Após empate no tempo normal, Marrocos supera a Holanda nos pênaltis e avança para as oitavas de final do Mundial.
Redação NC News
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Marrocos elimina a Holanda nos pênaltis por 3 a 2, depois de empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, na noite de 30 de junho de 2026, em Monterrey. A seleção marroquina avança às oitavas do Mundial de Seleções e empurra a tradicional equipe europeia para uma eliminação precoce e incômoda.

Virada de roteiro em Monterrey

O Estádio BBVA, em Monterrey, vive uma noite que muda hierarquias no futebol de seleções. A Holanda, favorita no papel, deixa o gramado abatida. Marrocos, com a camisa pesada pela campanha de 2022 e uma invencibilidade de 33 jogos, confirma que sua ascensão não é acaso.

O resultado holanda e marrocos ganha peso pelo contexto. A seleção neerlandesa de futebol volta para casa ainda na segunda fase. Marrocos, que já derrubara gigantes no último Mundial, agora abre um novo capítulo. O duelo vira referência para o futebol africano e pressiona projetos europeus considerados consolidados.

Gakpo abre, Diop salva nos acréscimos

O jogo de marrocos começa estudado, com primeiro tempo equilibrado. A Holanda circula a bola com cautela, enquanto o time africano testa a defesa rival em bolas longas e inversões rápidas. Nada sai do zero até o intervalo.

No segundo tempo, o roteiro parece seguir a cartilha das grandes seleções europeias. Aos 26 minutos, Cody Gakpo recebe, encontra espaço e finaliza com precisão: 1 a 0. O atacante desaba em lágrimas, três dias depois de anunciar a perda do filho. O gol carrega um drama pessoal que deixa o estádio em silêncio por alguns instantes.

O placar força Marrocos a se expor. A seleção marroquina de futebol, porém, não entra em desespero. Mohamed Ouhabi ajusta as peças, adianta a linha de marcação e empurra a Holanda para o próprio campo. O time laranja recua, aceita o sufoco e vê o domínio marroquino crescer posse a posse.

Segundo o próprio técnico, Marrocos termina com 70% de posse de bola. A estatística se traduz na sensação em campo: a Holanda quase não passa do meio. O empate amadurece em cruzamentos, chutes de média distância e escanteios em sequência.

Nos acréscimos, Talbi cobra escanteio com efeito. Issa Diop salta mais alto que a zaga e testa firme. A bola entra e explode o setor marroquino no estádio. O 1 a 1 devolve justiça ao jogo do marrocos e arrasta a decisão para a prorrogação.

Domínio marroquino e a noite de Bono

A prorrogação mantém o mesmo enredo: Marrocos ronda a área, a seleção holandesa se protege. Faltam pernas e ideias ao time europeu. Sobra confiança ao elenco africano, embalado por uma série invicta que já soma 25 vitórias e 8 empates desde agosto de 2025.

“É uma sensação incrível. Obviamente estamos felizes porque estamos classificados, mas é outro objetivo. Então não estamos felizes só porque passamos. Estamos felizes porque dominamos completamente a seleção holandesa. Todo mundo nos disse que não deveríamos enfrentar eles e que eles eram fortes demais para nós. 70% de posse de bola. Mais chutes no gol”, afirma Ouhabi, ainda à beira do gramado.

O treinador insiste na ideia de controle emocional. Diz que a chave está em não perder a cabeça após o gol de Gakpo. Valoriza a paciência e a capacidade de rodar a bola até encontrar espaços em um rival encolhido.

Nesse cenário, cresce o peso de Bono. O goleiro do Marrocos, nascido em Montreal e formado no Wydad Casablanca, volta ao centro do palco dos pênaltis. Em 2022, vira herói ao parar a Espanha nas oitavas. Em Monterrey, repete o roteiro.

Na disputa de penalidades, Rahimi, Talbi e Saibari convertem com frieza. Pelo lado europeu, Kluivert, Timber e Summerville desperdiçam. Bono defende uma cobrança e vê outra bola holandesa explodir na trave. A cada erro laranja, o estádio se inclina ainda mais para o lado africano.

Do outro lado, o goleiro da holanda deixa o campo como coadjuvante em uma noite que poderia consagrá-lo. O técnico marroquino, porém, não minimiza a atuação do rival. “Sempre é bom refletir sobre as oportunidades e também sobre eles terem um goleiro que eu creio que seria o melhor do jogo se tivessem ganhado. Confio plenamente nos meus. Não se trata só das chances ou quantas vezes, se trata da vitória”, diz.

Ascensão africana, pressão europeia

A vitória mexe com o mercado e com o debate tático. Marrocos consolida uma identidade baseada em posse, agressividade sem a bola e elenco profundo, com jovens que entram em jogos grandes sem sentir o peso. Alguns são nascidos em 2005, como lembra Ouhabi, e já mostram maturidade rara.

O gol de Diop vira símbolo desse momento. “O gol do Diop estou muito feliz, falei com ele. Eu o vi, vi como participava com o grupo, como falava com os jovens. Chegou há pouco e eu pensava nele. Sabia que marcaria um gol muito importante para nós. Ele merece. Contribuiu muito e estou feliz”, afirma o técnico.

Para a Holanda, a queda nas penalidades e o resultado holanda e marrocos reforçam a sensação de ruptura. A seleção que inspira gerações com um jeito próprio de jogar se vê engolida por um adversário africano que dita o ritmo por 120 minutos. A estratégia mais defensiva, com linha de cinco, já provoca críticas de ex-jogadores e analistas.

O impacto vai além do vestiário. A eliminação deve acelerar a revisão de métodos de preparação, leitura tática e gestão de elenco. Jovens promessas podem ser reavaliadas, enquanto peças experientes talvez percam espaço em futuros ciclos. O jogo do marrocos em Monterrey entra como estudo obrigatório em centros de análise europeus.

Marrocos favorito contra o anfitrião

Classificada, a marrocos seleção olha para frente. O próximo compromisso é contra o Canadá, um dos anfitriões do Mundial, em 4 de julho, às 14h (horário de Brasília), em Houston. A vaga nas quartas está em jogo, assim como a manutenção da série invicta que já dura 33 partidas.

Ouhabi evita euforia, mas não esconde a ambição. “Vamos seguir trabalhando e seguir melhorando. Um novo jogo, outra ocasião. Não me preocupo. Teremos uma seleção forte a nível mental. Vamos seguir adiante e muito longe nessa Copa”, projeta.

O favoritismo, desta vez, muda de lado. Marrocos chega embalado, com uma identidade clara e um herói consolidado no gol. O Canadá carrega o peso de jogar em casa e de encarar um time que se acostuma a derrubar potências. A partida em Houston promete um duelo tático intenso, com estádio dividido entre a festa do país-sede e a nova confiança marroquina.

No horizonte, a pergunta já não é se Marrocos pode surpreender. A questão passa a ser até onde essa geração, guiada por Bono e pelos planos de Ouhabi, consegue redesenhar o mapa de forças do Mundial. A resposta começa a ser escrita nos próximos 90 minutos em Houston.

Quem Marrocos enfrenta nas oitavas de final?

Marrocos enfrenta o Canadá, anfitrião do torneio, no dia 4 de julho de 2026, às 14h (horário de Brasília), em Houston, valendo vaga nas quartas.

Qual é a sequência de invencibilidade de Marrocos?

A seleção marroquina soma 33 jogos de invencibilidade desde agosto de 2025, com 25 vitórias e 8 empates nesse período.

Como foi a disputa de pênaltis entre Holanda e Marrocos?

Marrocos venceu por 3 a 2. Rahimi, Talbi e Saibari converteram. Kluivert, Timber e Summerville desperdiçaram para a Holanda, e Bono defendeu uma cobrança.


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