Moradores do município de Iranduba estiveram nesta quarta-feira (28) na Defensoria Pública do Amazonas (DPE-AM), no centro de Manaus, para denunciar os impactos causados por um lixão a céu aberto que, segundo eles, tem comprometido a qualidade de vida da população há anos.
O caso foi acompanhado ao vivo pela equipe da TV Norte Amazonas, durante o programa Povo na TV.
Comunidade relata problemas ambientais e de saúde
Moradores participaram do ato, relatando que o lixão vem provocando sérios transtornos ambientais e sanitários. Entre as principais denúncias estão o escoamento de chorume pelas ruas, mau cheiro constante, presença de urubus e riscos de contaminação do lençol freático.
Segundo os moradores, a situação se arrasta apesar de promessas feitas pelo prefeito Augusto Ferraz, que, de acordo com a comunidade, nunca resolveu o problema.
“É uma situação degradante”, diz moradora
A aposentada Clébia Bezerra afirmou que o cenário se agravou nos últimos anos e que a população se sente abandonada pelo poder público.
“ Isso é triste, porque eu estou aqui e eu não deveria estar. Quem deveria estar resolvendo isso são nossos vereadores lá do município, juntamente com o prefeito e as autoridades de lá”, afirmou.
Ela também denunciou o abandono de um maquinário de alto valor, possivelmente superior a R$ 1 milhão, que estaria sendo soterrado pelo lixo no local.
Defensoria acompanha o caso desde 2022
O defensor público Carlos Almeida informou que a Defensoria já acompanha a situação desde 2022 e que, em 2023, foram realizadas audiências públicas e vistorias técnicas, incluindo imagens aéreas feitas por drone.
Lixão pode atingir o Rio Negro
De acordo com a Defensoria, há indícios de que a área contaminada esteja avançando em direção à bacia do Rio Negro, o que agrava ainda mais o impacto ambiental.
Outro ponto considerado incoerente é a existência de um processo administrativo que aprova a implantação de um aterro sanitário, enquanto o lixão a céu aberto continua em funcionamento.
A Defensoria Pública informou que irá realizar nova inspeção técnica no local, com apoio de especialistas, para dimensionar os danos e cobrar providências legais do município.