Deputada do PSol recebe ameaça de morte com prazo para deixar o partido

O autor encerra a mensagem de ameaça com “#Bolsonaro2026”
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A deputada estadual Renata Souza (PSol-RJ) denunciou ter sido alvo de ameaças de morte e acionou organismos internacionais para garantir sua segurança.

A parlamentar formalizou pedidos junto à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA).

As comunicações foram protocoladas em janeiro de 2026 e descrevem episódios de intimidação ocorridos em curto espaço de tempo.

E-mail impôs prazo para saída do partido sob ameaça

Segundo o relato, a primeira mensagem ameaçadora foi recebida no dia 11 de janeiro, enviada ao endereço institucional da deputada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O texto afirmava que Renata estaria sendo monitorada fora das redes sociais e estabelecia um prazo de três dias para que ela deixasse o PSol, sob ameaça direta de morte. A mensagem também continha referências políticas e discurso de ódio.

“Eu estou te observando não só pela internet. Te monitoro pelas ruas. Irei te dar 3 dias para sair do PSol até você aparecer morta”, diz o texto. O autor encerra a mensagem com “#Bolsonaro2026”.

Conteúdo das ameaças inclui racismo e intolerância

Além das ameaças explícitas, os textos apresentam teor racista, LGBTfóbico e de intolerância religiosa. Diante da gravidade, a deputada registrou ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI).

O caso também foi comunicado oficialmente à Alerj e ao Programa de Proteção a Defensores e Defensoras de Direitos Humanos, do governo federal.

Nova ofensiva ampliou o alcance das intimidações

Uma segunda ameaça foi registrada em 18 de janeiro. Desta vez, as mensagens não foram enviadas apenas à parlamentar, mas também a integrantes de sua equipe e a e-mails pessoais.

O conteúdo indicava intenção de agressão física e mencionava a possibilidade de ir até a residência da deputada. O episódio gerou um novo boletim de ocorrência e reforçou os pedidos por medidas de proteção.

Parlamentar aponta violência política de gênero e raça

Nos documentos encaminhados aos organismos internacionais, Renata Souza afirma que os ataques se enquadram em um cenário de violência política de gênero e raça, direcionado à sua atuação como mulher negra no Parlamento.

A deputada alerta que práticas de intimidação e silenciamento têm sido usadas para afastar mulheres, especialmente negras, de espaços de poder e decisão.

Pedido cobra ação do Estado brasileiro

Ao recorrer à ONU e à CIDH, Renata Souza solicita que o Estado brasileiro seja instado a prestar informações sobre o caso, garantir investigação célere e imparcial e adotar medidas eficazes para assegurar sua integridade física.

O objetivo, segundo a parlamentar, é garantir condições seguras para o exercício do mandato e coibir novas ameaças contra representantes eleitas.

Com informações do Metrópoles*

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