Rodoviários do Rio mantêm estado de greve e reduzem pedido de reajuste salarial

Categoria mantém mobilização e ajusta reivindicação salarial para 12%, com audiência no TRT adiada para 13 de julho.
Redação NC News
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O Sindicato dos Rodoviários do Rio de Janeiro decidiu manter o estado de greve no sistema de transporte coletivo da capital fluminense. Em contrapartida, a categoria aprovou a redução do reajuste salarial pleiteado, que passou de 17% para 12%. A mobilização, iniciada em 1º de julho, entra em uma fase decisiva de negociação enquanto os trabalhadores aguardam a nova audiência de conciliação intermediada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), agendada para a próxima segunda-feira (13 de julho de 2026).

Distância entre propostas trava acordo

A redução do índice exigido reflete a tentativa do sindicato de destravar o canal de diálogo com o Rio Ônibus, entidade que representa as empresas concessionárias de transporte na cidade. Apesar do recuo operário, a divergência econômica entre as partes permanece acentuada, alimentando o clima de incerteza em garagens e pontos finais.

“O Sindicato dos Rodoviários do Rio decidiu em assembleia pela manutenção do estado de greve e a redução de 17% para 12% o valor do reajuste salarial exigido para o fim da mobilização”, relata o jornalista Arthur Queiroz, da GloboNews.

A nova proposta formalizada pelos trabalhadores adota o modelo de escalonamento financeiro:

  • Parcela imediata: Incorporação de metade do aumento (6%) logo após a assinatura do acordo.
  • Parcela diferida: Inclusão do percentual restante (6%) na folha de pagamento de dezembro.
  • Proposta das empresas: Manutenção do teto de 4,5% de reajuste salarial e de cesta básica, índice rejeitado pela base sindical por ficar abaixo das perdas inflacionárias acumuladas.

Impacto na mobilidade e pressão legal

A manutenção do estado de greve — jargão que define o período de alerta em que o serviço opera normalmente, mas sob aviso de interrupção jurídica — pressiona diretamente a economia e o fluxo do município. O sistema de ônibus atua como a espinha dorsal do deslocamento para milhões de trabalhadores da Região Metropolitana.

Caso as rodadas de negociação fracassem após o dia 13, o setor produtivo teme a redução compulsória da frota em circulação e atrasos severos na hora do rush. A situação evoca as restrições da Lei de Greve para serviços essenciais, o que pode forçar o Poder Público a intervir fixando judicialmente percentuais mínimos de circulação sob pena de multas severas aos envolvidos.

Entenda o Caso

O conflito trabalhista ganhou contornos de crise pública no início do mês, quando uma paralisação de três dias foi suspensa para dar lugar ao estado de greve. Na última segunda-feira (6), a terceira audiência de conciliação na sede do TRT, no Centro do Rio, terminou sem consenso. O sindicato patronal alterou sua oferta original em apenas 0,11 ponto percentual, elevando o reajuste de 4,39% para 4,5%. A liderança dos rodoviários declarou o teto insatisfatório, adiando o desfecho do movimento para o dia 13, quando o tribunal tentará arbitrar um índice intermediário de consenso.

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