Detran RN faz leilão online com carros a partir de R$ 5 mil

Leilões em julho oferecem veículos e bens públicos com lances iniciais acessíveis, promovidos por Detran RN e parceiros.
Redação NC News
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Detran RN, Polícia Civil e Secretaria de Estado da Administração (Sead) marcaram para os dias 24 e 31 desse ano, dois leilões online de veículos e bens públicos. Os certames, publicados na última quinta-feira, 9, no Diário Oficial do Estado, oferecem desde carros apreendidos em fiscalizações até sucatas a partir de R$ 100.

Veículos apreendidos vão a leilão em 24 de julho

O primeiro leilão ocorre em 24 de julho, às 10h, e reúne veículos apreendidos pelo Detran RN e pela Polícia Civil. Os lotes incluem modelos de entrada e veículos mais sofisticados, todos ofertados de forma virtual pelo site Lance Certo Leilões.

Entre os destaques está um Jeep Renegade 2018 com lance inicial de R$ 20 mil, além de um Ford Fiesta com lance mínimo de R$ 5 mil. A lista traz ainda VW Gol, Fiat Uno, Fiat Fiorino, Chevrolet Onix, Ford Ka, Toyota Corolla, Hyundai HB20, Jeep Compass, BMW X1, Toyota Corolla Cross, Hyundai Veloster e Ford Ranger.

Os automóveis estão no pátio do Detran em São Gonçalo do Amarante, na Av. Ruy Pereira Dos Santos, nº 2565, bairro Olho D’água. A visitação presencial para avaliação visual dos veículos é liberada em 22 e 23 de julho, das 8h às 16h.

Proprietários que tiveram veículos apreendidos há mais de 60 dias nesse pátio ganharam um último prazo para tentar evitar a venda. “Proprietários de veículos apreendidos há mais de 60 dias no pátio de São Gonçalo do Amarante têm o prazo de 15 dias para regularizar os automóveis antes que os lotes sejam confirmados no leilão”, registra o edital, citado pelo G1 RN. O prazo conta a partir da publicação em 9 de julho.

Leilão da Sead mira bens ociosos do Estado

O segundo certame, organizado pela Sead, ocorre em 31 de julho, também às 10h, exclusivamente de forma online. O foco são bens classificados como inservíveis, ociosos ou antieconômicos para o patrimônio estadual, incluindo veículos com falta de peças e sucatas.

Nesse leilão, há carros com lances iniciais a partir de R$ 1 mil e sucatas que começam em R$ 100. A arrematação desses materiais segue regras mais rígidas, sobretudo para evitar comércio irregular e descarte inadequado.

“A arrematação de lotes classificados como sucata é restrita a empresas de desmontagem de veículos registradas e credenciadas perante o órgão executivo de trânsito”, informa o edital, segundo o G1 RN. Essas empresas precisam fazer cadastro específico com no mínimo 24 horas de antecedência do início do leilão.

A visitação aos bens desse segundo grupo também é permitida, limitada à avaliação visual, com datas e locais detalhados no Diário Oficial. A ideia é que o comprador veja o estado real do item antes de oferecer lance.

Como participar dos certames virtuais

Os dois leilões utilizam a mesma plataforma, o site da Lance Certo Leilões. Pessoas físicas e jurídicas podem participar, desde que estejam em situação regular e concluam o cadastro com antecedência.

“Os interessados em participar de ambos os certames virtuais devem se cadastrar no site do leiloeiro oficial com antecedência e podem realizar visitas presenciais para avaliação visual nos dias indicados no cronograma”, destaca o G1 RN. O prazo mínimo para cadastro é de 72 horas antes da abertura de cada leilão.

Na prática, quem pretende disputar um lote no dia 24 precisa estar inscrito e liberado até o início da manhã de 21 de julho. Para o leilão do dia 31, o cadastro deve ser concluído até 28 de julho. No caso das sucatas, empresas de desmontagem ainda enfrentam o prazo adicional de 24 horas para habilitação específica.

Para muitos interessados, o atrativo está na possibilidade de encontrar veículos abaixo da média de mercado, ainda que com riscos embutidos. Em anúncios, um Jeep Renegade 2018 por R$ 20 mil e um Ford Fiesta por R$ 5 mil chamam atenção de quem busca um segundo carro ou vê oportunidade de revenda.

Impacto na gestão pública e no bolso do cidadão

Os dois leilões mexem com frentes diferentes, mas dialogam com um mesmo objetivo: aliviar pátios lotados, recuperar recursos e dar destino regular a bens parados. No Detran, a permanência prolongada de veículos apreendidos eleva custos de guarda, aumenta risco de danos ambientais, como vazamento de óleo, e atrai problemas de segurança.

A venda de carros não retirados dentro do prazo reduz esse estoque, libera as áreas de estacionamento e gera receita aos cofres públicos. Para o proprietário que não consegue regularizar o bem, o efeito é direto: perde o veículo. Para o comprador, abre-se a chance de adquirir um carro usado com valor inicial menor, assumindo a responsabilidade por eventuais débitos e reparos descritos no edital.

No caso da Sead, o foco é a eficiência na gestão do patrimônio. Bens considerados ociosos ou antieconômicos ocupam espaço em prédios públicos, exigem controle e manutenção mínima, mas já não atendem às necessidades do Estado. Ao levá-los a leilão, o governo transforma sucata em receita e coloca esses itens de volta na economia, seja como veículos em circulação, seja como matéria-prima de desmontagem.

A exigência de credenciamento para empresas que compram sucata tenta ordenar um setor historicamente marcado pela informalidade. O controle sobre desmontes ajuda a reduzir o comércio de peças de origem duvidosa e pressiona desmanches irregulares. Também favorece a destinação ambientalmente adequada de materiais como óleo, pneus e componentes metálicos.

Os certames virtuais se inserem em um movimento mais amplo de digitalização de serviços públicos no Rio Grande do Norte, que inclui consultas como Detran RN consulta placa, Detran RN consulta Renavam, IPVA, agendamento de atendimento, consulta de multas e renovação de CNH pelo portal do órgão. A aposta é que processos online reduzam filas, custos operacionais e aumentem a transparência.

Se os resultados financeiros forem robustos e o esvaziamento dos pátios se confirmar, a tendência é que esse tipo de leilão se torne rotina na administração estadual. A partir das experiências de julho, o governo deve medir a adesão de compradores, o nível de disputa pelos lotes e o efeito na gestão de veículos apreendidos. A próxima safra de editais deve indicar se o modelo se consolida como política permanente ou se ainda precisará de ajustes para equilibrar arrecadação, proteção ao patrimônio público e interesse dos proprietários.

 

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