Caminhão de Amado Batista invade casas e barbearia em Goiânia

Veículo desgovernado causa danos em imóveis residenciais e comerciais na capital goiana, sem vítimas.
Redação NC News
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Um caminhão registrado em nome do cantor Amado Batista desce de ré desgovernado por uma rua do Jardim Novo Mundo, em Goiânia, na quinta-feira (9), e invade duas casas e uma barbearia. O acidente provoca estragos significativos, leva à interdição de um imóvel por risco de desabamento, mas não deixa feridos.

Acidente em bairro residencial expõe risco de veículos pesados

O veículo, usado para transportar silo para a granja leiteira do artista, está estacionado em frente à casa do motorista quando começa a se deslocar de ré pela via íngreme. Em poucos segundos, atravessa o quarteirão e arrebenta portões, paredes e o salão de um pequeno comércio de bairro. As imagens, registradas por câmeras de segurança e exibidas pela TV Anhanguera, circulam rapidamente em Goiânia e levantam dúvidas sobre a segurança de caminhões em áreas residenciais.

Moradores relatam o susto e contabilizam os prejuízos. Um dos imóveis, alugado para uma família, é interditado pelo Corpo de Bombeiros devido ao comprometimento da estrutura. Os inquilinos são levados a um hotel enquanto aguardam os reparos, custeados, segundo a assessoria do cantor, pela equipe de Amado Batista.

Motorista diz ter acionado freio; causa ainda é mistério

O caminhão, descrito por vizinhos como um veículo pesado de carga, está parado há poucos minutos quando o motorista entra em casa. De acordo com o relato repassado pelo Corpo de Bombeiros, ele afirma ter seguido o procedimento de rotina.

“O condutor relatou que havia estacionado o veículo regularmente em frente à residência e, após desembarcar, entrou em casa. Pouco depois, ouviu um forte barulho e, ao voltar para a rua, encontrou o caminhão já desgovernado. Ele afirmou que adotou todos os procedimentos de segurança, incluindo o acionamento do freio, mas disse não saber explicar o que provocou o deslocamento do veículo”, informa a corporação.

O veículo desce de ré pela rua, sem condutor, até atingir a sequência de imóveis. A cena, segundo vizinhos, dura menos de um minuto. A hipótese de falha mecânica ainda depende de perícia. Não há, por enquanto, confirmação oficial sobre problemas no sistema de freios, na transmissão ou no travamento das rodas.

‘Já reconheci o barulho do portão’, conta moradora atingida

Uma das casas atingidas pertence à aposentada Lígia Martins, que está dentro do imóvel no momento do impacto. Ela lembra que cogita ir até a calçada instantes antes de ouvir o barulho.

“Eu estava justamente pensando em vir sentar aqui fora que tava muito calor lá dentro. Quando eu ouvi o barulho, eu já reconheci que era o barulho do portão. Só que eu pensei que tivesse vindo um carro ali, não deu conta de fazer a curva e tivesse batido”, relata.

O caminhão destrói o portão, avança pelo quintal e atinge parte da estrutura. A segunda casa, também de propriedade de Lígia e alugada para outra família, sofre danos maiores. Os bombeiros avaliam que, embora as paredes continuem de pé, há risco de colapso. O imóvel é interditado até que a Defesa Civil conclua nova vistoria e libere a reconstrução.

Na barbearia, clientes e funcionários estão no salão quando o veículo invade o ponto comercial. Cadeiras, espelhos e equipamentos ficam amontoados sob os destroços. Ninguém se fere, mas o atendimento é interrompido por tempo indeterminado, com prejuízo direto à renda do pequeno negócio.

Responsabilização, reparos e impacto para o entorno

Em nota, a assessoria de Amado Batista confirma que o caminhão pertence ao cantor, que o veículo presta serviço à granja leiteira dele e que o acidente causa apenas danos materiais. A equipe afirma que as famílias atingidas “estão sendo amparadas desde o momento da ocorrência” e que um empreiteiro é contratado para cuidar dos reparos.

Segundo a TV Anhanguera, o profissional já inicia os trabalhos na casa onde mora Lígia Martins. A outra residência, mais abalada, depende da autorização da Defesa Civil para qualquer intervenção, o que deve alongar o tempo de retorno dos inquilinos. Até lá, a família permanece em um hotel.

O episódio expõe um problema que vai além da comoção provocada pelo envolvimento de um artista conhecido. Caminhões de grande porte, muitas vezes adaptados ou “arqueados” para carregar mais peso, circulam diariamente entre áreas rurais e bairros residenciais em cidades como Goiânia. Quando precisam pernoitar perto da casa dos motoristas, acabam estacionados em vias locais, sem qualquer estrutura específica de segurança.

O valor do caminhão não é informado, nem a marca exata do modelo, que aparece nas imagens como um veículo pesado de carga, semelhante a caminhões Mercedes ou Volvo usados no transporte de insumos agrícolas. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que, independentemente do fabricante, o risco em áreas íngremes aumenta se o estacionamento não combina freio adequado, calços nas rodas e vistoria frequente do sistema de frenagem.

Pressão por perícia e possíveis mudanças nas regras

O acidente deve passar por apuração técnica para esclarecer se houve falha mecânica, erro humano ou combinação das duas coisas. A perícia no caminhão, somada à análise da inclinação da rua e do estado do piso, pode embasar eventuais ações judiciais de indenização. Os custos vão além das paredes derrubadas: incluem hospedagem, perda de renda de um comércio de bairro e, em alguns casos, o abalo emocional de quem vê a casa ameaçada.

Na esfera pública, o caso alimenta o debate sobre como disciplinar o estacionamento de veículos pesados em áreas urbanas. Uma possibilidade discutida por especialistas em trânsito é exigir pontos específicos para esse tipo de caminhão, especialmente em bairros com declive acentuado. O envolvimento de um proprietário famoso aumenta a visibilidade do episódio e tende a acelerar cobranças por mudanças.

Enquanto as famílias tentam reorganizar a rotina, o entorno da rua no Jardim Novo Mundo convive com escombros, estrutura escorada e o barulho de obras. O desfecho da perícia e eventuais medidas de responsabilização devem orientar os próximos passos, mas o episódio já deixa uma mensagem incômoda: um caminhão mal contido em uma rua de bairro é suficiente para transformar, em segundos, casas e negócios em cenário de demolição.

O que aconteceu com o caminhão de Amado Batista em Goiânia?

Um caminhão registrado em nome de Amado Batista, usado na granja leiteira do cantor, desceu de ré desgovernado em uma rua do Jardim Novo Mundo e atingiu duas casas e uma barbearia em Goiânia, em 9 de julho de 2026.

Como o caminhão de Amado Batista ficou desgovernado?

O motorista afirma que estacionou em frente à própria casa, acionou o freio e entrou na residência. Pouco depois, ouviu um barulho e encontrou o caminhão descendo de ré. Ele diz não saber o que provocou o deslocamento, e a causa deve ser esclarecida por perícia.

Quais foram os danos causados pelo caminhão de Amado Batista nas casas?

O caminhão derrubou portões, paredes e parte da estrutura de duas casas e de uma barbearia. Um dos imóveis residenciais, alugado para uma família, foi interditado pelo Corpo de Bombeiros por risco estrutural, e os moradores foram levados para um hotel.

Amado Batista se pronunciou sobre o acidente com o caminhão?

A assessoria de Amado Batista confirmou que o caminhão pertence ao cantor, que presta serviços à granja leiteira dele, e informou que as famílias atingidas estão sendo amparadas desde o momento do acidente. Um empreiteiro foi contratado para reparar os imóveis.

O caminhão envolvido no acidente em Goiânia é de qual marca?

As autoridades e a assessoria do cantor não divulgaram a marca do caminhão. Nas imagens, ele aparece como um veículo pesado de carga, semelhante a modelos usados no transporte agrícola, de marcas como Mercedes e Volvo, mas não há identificação oficial.

Houve feridos no acidente com o caminhão de Amado Batista?

Não. Apesar dos estragos nas duas casas e na barbearia, ninguém se feriu. Moradores, clientes e funcionários estavam nos imóveis, mas conseguiram sair ilesos.

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