Morre Lindsey Graham, senador republicano e um dos principais aliados de Trump, aos 71 anos

Político da Carolina do Sul teve mais de duas décadas de atuação no Senado americano e morreu após uma doença súbita, segundo comunicado oficial.
Redação NC News
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O senador republicano Lindsey Graham morreu aos 71 anos, na noite de sábado (11), nos Estados Unidos. A informação foi confirmada por seu gabinete, que informou que o parlamentar sofreu uma doença repentina e de curta duração. A causa exata da morte não foi divulgada.

Figura influente do Partido Republicano, Graham representava o estado da Carolina do Sul no Senado desde 2003 e se consolidou, nos últimos anos, como um dos principais aliados do presidente Donald Trump. A morte do senador abre uma vaga temporária no Congresso americano e provoca uma nova disputa política no partido.

De crítico a aliado de Donald Trump
Lindsey Graham iniciou a carreira política na Câmara dos Representantes, em 1995, antes de ser eleito senador pela Carolina do Sul. Ao longo de sua trajetória, ganhou notoriedade por suas posições conservadoras em temas ligados à segurança nacional, política externa e defesa.

Durante a campanha presidencial de 2016, Graham chegou a criticar duramente Donald Trump. Com o passar dos anos, no entanto, tornou-se um dos aliados mais próximos do republicano no Congresso, atuando como conselheiro em temas estratégicos e apoiando pautas centrais do governo.

Trump lamentou a morte do senador e o classificou como um “verdadeiro patriota americano” em uma publicação nas redes sociais.

Atuação internacional marcou trajetória
Conhecido por defender uma postura firme dos Estados Unidos em conflitos internacionais, Graham apoiou intervenções militares no Oriente Médio e foi um dos principais defensores da ajuda americana à Ucrânia desde o início da guerra contra a Rússia.

Na sexta-feira (10), apenas um dia antes de morrer, o senador esteve em Kiev, onde se reuniu com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. A visita foi a décima realizada por Graham ao país desde o início da invasão russa.

Além da atuação internacional, ele presidia o Comitê de Orçamento do Senado e integrava outras comissões consideradas estratégicas no Congresso americano.

O que acontece agora?
Com a morte de Graham, a legislação da Carolina do Sul prevê a nomeação temporária de um substituto até a realização de novas eleições para a vaga no Senado. O processo deve mobilizar lideranças republicanas nos próximos meses.

A família pediu privacidade e informou que os detalhes sobre o funeral e as homenagens serão divulgados posteriormente.

ENTENDA O CONTEXTO
Lindsey Graham foi uma das figuras mais conhecidas do Partido Republicano nas últimas décadas. Veterano da Força Aérea e senador desde 2003, ele ganhou influência em Washington por sua atuação em temas de política externa e defesa.

Embora tenha começado como crítico de Donald Trump, tornou-se um de seus aliados mais próximos e participou ativamente de debates sobre conflitos internacionais, imigração e segurança nacional. Sua morte encerra uma das trajetórias políticas mais duradouras do conservadorismo americano contemporâneo.

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